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O Câncer e a fertilidade

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Luta contra o câncer: IVI facilita acesso para a preservação da fertilidade

ESTUDOS INDICAM QUE PASSAR POR UM CÂNCER AUMENTA EM 30% O DESEJO DE TER FILHOS BIOLÓGICOS

– Paciente de câncer em idade reprodutiva deve questionar em que grau o tratamento pode afetar a sua fertilidade
– Ter um projeto de vida ajuda a ver a doença como algo transitório

SÃO PAULO, 7 DE ABRIL DE 2014

“Além de receber o diagnóstico de câncer, quem passa por esta doença deve enfrentar outra situação complicada: após o tratamento de quimioterapia/radioterapia a capacidade de ter filhos pode ser comprometida” – comenta Dra. Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora do IVI São Paulo. “A primeira preocupação é superar a enfermidade, porém com o aumento das expectativas de cura do câncer, também é importante estar informado sobre os efeitos colaterais do tratamento. Pensando nisso o IVI dispõe de um Programa de Preservação da Fertilidade, para que quando os pacientes superem o câncer, tenham a possibilidade de terem filhos com seus próprios gametas (óvulos ou espermatozoides)” – conclui a diretora.

Principalmente para jovens entre 25-35 anos, a primeira decisão a tomar antes de iniciar o tratamento contra o câncer é congelar seus gametas (óvulos ou espermatozoides) para preservar a possibilidade de ter filhos no futuro. Esta decisão deve ser tomada sempre com a orientação do oncologista. Preservar a fertilidade também tem sido confirmado como algo positivo para o equilíbrio emocional dos pacientes, porque eles passam a ver a doença como algo temporário, gerando sentimentos de esperanças e planos futuros.

Estudos¹ publicados na revista da Sociedade Americana de Medicina reprodutiva (ASRM), indicam que a experiência de câncer aumenta em 30% o desejo de ter filhos. Também foi revelado por um estudo² do serviço de oncologia do Hospital Clínico e Universitário de Valência a pacientes de câncer de mama, que conservar o potencial reprodutivo melhora a qualidade de vida durante e após a enfermidade, pois visualizar o futuro motiva e produz tranquilidade.

“O processo de preservação da fertilidade é bastante simples no caso do homem, basta coletar e vitrificar uma amostra de sêmen em laboratório, por outro lado a mulher precisará de mais tempo, pois o método mais utilizado de preservação de fertilidade feminina requer um período de estimulação ovariana que dura em torno de 12 dias.” – explica Dra. Genevieve Coelho, especialista em reprodução humana e diretora do IVI Salvador.
vitrificaçãoInteressados em preservar fertilidade por razões oncológicas têm prioridade no IVI, que oferece um programa de acesso à preservação em condições facilitadas. Interessados podem entrar em contato com IVI São Paulo através do telefone (11) 3266 7733 ou IVI Salvador (71) 3014 9999.

O que é fundamental saber sobre o tratamento de câncer e a infertilidade?

– Nem todos perderão a capacidade reprodutiva, mas o fato da menstruação não desaparecer não é sinônimo de fertilidade. Embora se recupere a função ovariana, a qualidade ovocitária pode estar abaixo do ideal.
– O número de folículos primordiais que sobrevivem após a exposição à quimioterapia depende de fatores como a idade, o tipo de câncer, o agente utilizado (quimio ou radioterapia), a dose e o número de ciclos.
– No homem, estes tratamentos danificam as células precursoras dos espermatozoides nos testículos, além de causar alterações nos mecanismos intratesticulares de espermatogênese e frequentemente resultam em infertilidade temporária ou esterilidade permanente.

Fontes:

¹ – C. Sáez-Mansilla, R. Costa-Ferrer, L. Carmona-Saborido, T. Sáez, A. Pellicer, M. Sánchez. Infertility and cancer in young women. Psychological features. ASRM. 2009; p. 344.

² – Begoña Bermejo, Vicenta Almonacid y Ana Lluch. Aproximación clínica de la toma de decisiones sobre fertilidad en pacientes de cáncer de mama. Psicooncología. Vol. 7, Núm. 2-3, 2010, pp. 287-297

Guest Post escrito por IVI

Sobre o IVI

Com sede em Valência, na Espanha, o Instituto iniciou suas atividades em 1990. Possui 24 clínicas, em 7 países e é líder europeu em medicina reprodutiva. O grupo conta com uma divisão genética (IVIOMICS), uma Fundação, um programa de Docência e Carreira Universitária.

Desde 2010 está no Brasil, em Salvador e desde 2012, o instituto chega a São Paulo. Em ambas as ocasiões, através de parcerias com especialistas já consagradas no país (respectivamente Dra. Genevieve Coelho e Dra. Silvana Chedid).

Sobre Autor Convidado

Artigo escrito por um autor convidado. Mais informações sobre o autor você encontra no final texto acima.

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