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Trabalho dos pais e permanência dos filhos na escola

Há alguns dias li uma matéria sobre resgatar a infância das crianças, e esse texto – que eu não encontro em lugar algum para linkar para vocês – me despertou uma série de sentimentos e até angústias sobre a forma com que criamos nossos filhos.

Ser criança é diferente de ter infância, afinal alguns pais estimulam desde cedo o aprendizado sistemático a fim de preparar as crianças para a vida adulta, mas será que isso realmente funciona, ou só está privando a criança de ter infância para se tornar um pequeno ser cheio de responsabilidades (tarefas, cursos extracurriculares, atividades, idiomas…)

Outro fator que me colocou para pensar é que, devido aos pais trabalharem fora, a criança precisa passar até 12 horas por dia na escolinha para que os pais consigam cumprir suas obrigações profissionais e suprir as necessidades financeiras da família. Mas e as obrigações com a família, quem irá passar os valores da família para a criança, os carinhos que facilmente são confundidos com presentes e as longas conversas em torno da mesa durante o almoço e jantar? Pois é, essas ficaram para segundo plano, muitas vezes não por vontade dos pais, mas porque a necessidade financeira obriga os dois pais a trabalharem em tempo integral. Injusto, não é mesmo? Parece um ciclo vicioso: trabalhar para ter dinheiro para não faltar nada para a família, porém abre mão da família para trabalhar e conseguir esse dinheiro.

escola04 (570x382)Agradeço todos os dias ao marido que tenho e as condições que conseguimos juntos alcançar para que eu trabalhasse em casa, perto das minhas crianças, educando, ensinando e participando. Acredito que a escolinha seja importante nessa etapa do desenvolvimento, pois constrói vínculos com outras pessoas, aprende a respeitar individualidades, dividir objetos, brincar e aprender em grupo, além dos diversos estímulos visuais, motores, intelectuais… enfim, escolinha sim, mas qual o limite de tempo?

No meu caso o Lucas (2 anos e meio) fica 4 horas por dia, mês que vem sobe para 5 para que eu possa fazer alguma atividade física. O limite? Não sei, mas certamente 12 horas é demais para mim – ou melhor, para meus filhos.

E seus filhos, passam quanto tempo na escolinha?

 

Monica Romeiro é mãe do Lucas e da Larissa e administradora do Almanaque dos Pais

Sobre Monica Romeiro

Monica Romeiro
Monica Romeiro é mamãe babona e apaixonada do Lucas - nascido em janeiro de 2011 - e da Larissa - nascida em julho de 2012 -, casada, publicitária por formação e empreendedora na Internet por paixão – paixão por criar, ler, escrever, pesquisar, colaborar, navegar, ajudar e compartilhar suas experiências. Escreve (sem papas na língua) sobre maternidade e dá dicas sobre empreendedorismo.

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2 comentários

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    ótima reflexão Mônica, parabéns!

    penso que o sistema de manutenção da vida financeira, exigindo que ambos os pais trabalhem fulltime para manter um padrão de vida insustentável, juntamente a um Estado com tendências à tutela, geram famílias centradas, cada vez mais, na sobrevivência financeira, invertendo valores, trocando a convivência por prazeres associados à aquisição de bens materiais.

    tem ficado claro que a escola não tem condições de educar moralmente as crianças, por falta de recursos; penso mesmo que seria possível, desde q o Estado assumisse, de fato e claramente, essa tendência tutelar, e investisse mais na estrutura humana das escolas, tanto quantitativamente quanto qualitativamente.

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