Dr. Alberto Guimarães – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br Do sonho de ser mãe aos 6 anos do seu filho Fri, 27 May 2016 15:47:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.2.2 https://www.almanaquedospais.com.br/wp-content/uploads/2016/09/cropped-logo-Almanaque-dos-pais-512x512-150x150.png Dr. Alberto Guimarães – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br 32 32 Parto de lótus mantém o bebê ligado à placenta após o nascimento https://www.almanaquedospais.com.br/parto-de-lotus-mantem-o-bebe-ligado-placenta-apos-o-nascimento/ https://www.almanaquedospais.com.br/parto-de-lotus-mantem-o-bebe-ligado-placenta-apos-o-nascimento/#respond Fri, 03 Jun 2016 10:00:15 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=12539 O parto de lótus é um procedimento no qual, após o nascimento, o neném se mantém ligado à placenta pelo cordão umbilical até que haja o descolamento ou a queda natural.

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Parto de lótus mantém o bebê ligado à placenta após o nascimento

O parto de lótus é um procedimento no qual, após o nascimento, o neném se mantém ligado à placenta pelo cordão umbilical até que haja descolamento ou queda natural. Algumas gestantes adotam este método por acreditarem em benefícios espirituais ao bebê.

parto de lotus

Foto: Reprodução www.dokterdigital.com

Sem dúvidas que esta espera de ligadura tardia do cordão é muito importante e traz inúmeras vantagens para o bebê: o sangue continuará levando oxigênio, ferro, nutrientes e hormônios para o neném e, por isso, não há motivos para se fazer o seu corte tão rapidamente. A equipe médica pode esperar a parada da pulsação para realizar o corte do cordão e consequente separação do bebê e a placenta.

A escolha por este tipo de parto deve ser de comum acordo entre a gestante e o seu médico. Se a mulher demonstrar este desejo, isso deve ser respeitado. Mas, ao mesmo tempo, é importante que o médico esclareça sobre os riscos de ocorrer uma putrefação deste órgão, o que pode atrair insetos e causar uma séria contaminação, inclusive para o bebê. Se mesmo assim a grávida optar pelo parto de lótus, a gestante deve ser orientada sobre os cuidados de higiene como, por exemplo, uso de sal grosso e flores, para evitar que o órgão apodreça, exale odores desagradáveis e cause infecções graves.

parto de lotus

Foto: Reprodução Pinterest

O parto de lótus não é uma prática defendida pelos médicos de maneira geral e está longe de ser incorporada no dia a dia da assistência. Atualmente, no Brasil, ainda é difícil demonstrar para as mulheres e para a maioria dos médicos a importância de um parto normal humanizado, imagina convencer a gestante a deixar a placenta colada ao bebê e levar este órgão para casa?

Só o fato de estimularmos a realização do parto humanizado, defendendo os princípios básicos da necessidade da mulher no trabalho de parto, promover o contato pele a pele da mãe com o bebê no pós-parto, estimular o aleitamento na primeira hora e a participação do marido na assistência do parto, todas estas medidas já contribuem para que a gestante tenha uma experiência única do nascimento, sem a necessidade de correr riscos como no parto de lótus.

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A gravidez múltipla e o parto de gêmeos https://www.almanaquedospais.com.br/gravidez-multipla-e-o-parto-de-gemeos/ https://www.almanaquedospais.com.br/gravidez-multipla-e-o-parto-de-gemeos/#respond Fri, 13 May 2016 10:00:12 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=12471 A gravidez múltipla e o parto de gêmeos Mesmo planejando a gestação, muitas mulheres costumam se assustar quando o resultado dá positivo. Imagina quando descobrem então que estão esperando dois ou mais bebês? Foto: Nora-Pacher A gravidez múltipla costuma gerar muitas dúvidas por parte dos pais, principalmente sobre a hora do nascimento. É sabido que este …

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A gravidez múltipla e o parto de gêmeos

Mesmo planejando a gestação, muitas mulheres costumam se assustar quando o resultado dá positivo. Imagina quando descobrem então que estão esperando dois ou mais bebês?

gemeos gravidez múltipla

Foto: Nora-Pacher

A gravidez múltipla costuma gerar muitas dúvidas por parte dos pais, principalmente sobre a hora do nascimento. É sabido que este tipo de gestação requer cuidados especiais, mas, assim como em qualquer gravidez, se estiver correndo tudo bem com a mãe e os fetos, o parto normal é recomendável.

Em condições ideais, sem uma patologia prévia, o mais interessante é que o nascimento dos bebês ocorra por via vaginal, mesmo porque os benefícios de um parto normal são vários: é mais seguro para a mamãe e os bebês, há um menor risco de hemorragia, a recuperação da mulher é mais rápida e o contato entre a mãe e os bebês é imediato.

A indicação de cesárea só deve acontecer se a gestante apresentou hipertensão arterial durante a gestação; suspeita de descolamento de placenta; se o primeiro bebê estiver numa posição transversa ou pélvica; se o peso dos nenês estiver abaixo do esperado; ou em casos mais graves como a transfusão feto-fetal, condição em que um bebê pode levar o óbito do outro.

Tempo de gestação

Na gravidez gemelar é até considerado normal um trabalho de parto prematuro, antes das 37 semanas. Um dos fatores que leva a essa precocidade é a hiperdistensão do útero, ou seja, o órgão é esticado de modo precoce tendo dois nenês do que somente um. A hiperdistensão, junto com a pressão que estes bebês fazem no colo do útero, pode levar a uma ruptura de membranas.

Estudos internacionais apontam muitos critérios no que diz respeito à gestação gemelar superar as 38 semanas. Os médicos defendem que, ao deixar passar este prazo e esperar a gestante entrar em trabalho de parto, é necessário que a mãe não tenha tido nenhuma complicação durante a gestação e que a vitalidade fetal esteja preservada.

A probabilidade de gêmeos nascerem prematuros é grande, por isso, a gestante deve receber uma boa assistência durante seu pré-natal. A equipe médica precisa realizar um monitoramento constante da mãe e dos bebês para que tenha o mínimo de intercorrência durante a gravidez e no momento do nascimento.

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A comunicação e o respeito humano evitam a violência obstétrica https://www.almanaquedospais.com.br/comunicacao-e-o-respeito-humano-evitam-violencia-obstetrica/ https://www.almanaquedospais.com.br/comunicacao-e-o-respeito-humano-evitam-violencia-obstetrica/#respond Fri, 22 Apr 2016 10:00:48 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=12378 Alguns tipos de violência obstétrica são fáceis de identificar, mas outros podem passar despercebidos por mulheres acreditam ser procedimentos comuns.

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A comunicação e o respeito humano evitam a violência obstétrica

A gravidez pode gerar muitas expectativas, dúvidas e receios. A mulher se sente insegura, vulnerável e com medo, sobretudo no momento do parto. Mas, o que era para ser um momento mágico pode se tornar um verdadeiro pesadelo para muitas gestantes.

Foto: Reprodução www.magicmaman.com

Foto: Reprodução www.magicmaman.com

A violência obstétrica é um assunto atual, mas ainda pouco discutido. Eu, como obstetra e defensor do parto humanizado, fico inconformado com os possíveis tratamentos desumanos à gestante durante a gravidez, no momento do parto e após o nascimento do bebê.

Algumas destas violências são fáceis de identificar, mas outras podem passar despercebidas visto que muitas mulheres ainda acreditam que alguns procedimentos são, de fato, comuns. Entretanto, os abusos podem não ser apenas provindos de alguma atitude, mas sim de uma palavra, um gesto, um movimento de ombros.

O médico tem que ter a noção que não é o senhor absoluto. A socialização do conhecimento e a grande difusão de informações fazem com que, no mínimo, a mãe tenha uma boa conversa com o médico e deixe claro o que ela pretende.

Há muitos sinais de violência obstétrica. Recusa no atendimento, agressões verbais, comentários constrangedores, privação de acompanhante, indicação excessiva de medicamentos,  exames sucessivos de toque, cesárea agendada por conveniência e interesse médico, perda da autonomia da mulher para com seu corpo e da sua capacidade de decidir, são algumas violências que muitas vezes passam despercebidas.

Um destes abusos, caracterizados como violência obstétrica, me chama muito a atenção. Trata-se da episiotomia, incisão feita na região do períneo, que é feita com o argumento que isso é importante para a saída do bebê. Percebo que muitos médicos ainda têm muita dificuldade de abrir mão da episiotomia, achando que seja um procedimento necessário e indispensável, quando, na verdade, os estudos mostram que não é exatamente isso e que podemos abrir mão dele na hora do parto.

Outra situação é a indicação de uma cesárea. Atualmente, a mulher precisa discutir um pouco mais sobre isso. Não se pode simplesmente afirmar que este tipo de parto é o mais  tranquilo e achar que a grávida deve aceitar. O médico tem que rever a sua linguagem e a forma como trata suas pacientes. O ideal é que esta relação seja humanizada e que juntos possam definir qual o método mais indicado.

O plano de parto é o momento ideal para que a mulher possa se expressar, relatar o que gostaria ou não em sua gravidez e no momento do parto, falar sobre seu pré-natal e o que deseja na hora do nascimento do seu bebê. E o médico precisa estar aberto para este tipo de discussão. Achar que a mulher está querendo “ensinar a missa para o vigário” é abrir espaço para a violência obstétrica.

A principal arma para se evitar a violência obstétrica é a comunicação. O tema é extremamente amplo e importante, passível de muitas discussões com a participação de todos os atores envolvidos no processo: estudantes de medicina, academia, médicos, professores, sociedade e, principalmente, as mulheres e seus familiares

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Doula: Qual o seu papel e a sua importância para a gestante https://www.almanaquedospais.com.br/doula-qual-o-seu-papel-e-sua-importancia-para-gestante/ https://www.almanaquedospais.com.br/doula-qual-o-seu-papel-e-sua-importancia-para-gestante/#comments Fri, 08 Apr 2016 10:00:26 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=12291 A doula é uma profissional capacitada para oferecer apoio físico e emocional para as gestantes, no trabalho de parto e na hora do nascimento do bebê.

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Doula: Qual o seu papel e a sua importância para a gestante?

A doula (em grego, “mulher que serve”), é uma profissional capacitada para oferecer apoio físico e emocional para as gestantes transmitindo-lhes segurança e tranquilidade durante os nove meses de gestação, no trabalho de parto e na hora do nascimento do bebê. E este vínculo entre a doula e a doulanda, como são chamadas as gestantes que optam por esse acompanhamento, começa durante o pré-natal.

Foto: Reprodução www.naturalcreation.ca
Foto: Reprodução www.naturalcreation.ca

É neste período que elas vão acompanhar a grávida e seus familiares, como se fosse uma “dama de companhia”, vão ajudar a desmistificar o parto, auxiliar com informações de qualidade, ajudar a mulher a confiar no seu corpo e na sua força na hora de parir e amamentar, dando-lhe confiança, coragem e serenidade para este momento especial para que elas se tornem protagonistas absolutas do momento do nascimento.

Já durante o parto, a ideia não é que ela substitua o acompanhante e nem cumpra procedimentos médicos e de enfermagem como, por exemplo, a realização de exames ou a administração de medicamentos. O papel da doula é passar para a gestante e ao seu parceiro, quais são os procedimentos que estão sendo realizados; oferecer massagens relaxantes; ajudar a mãe a encontrar posições confortáveis, além de formas eficazes de respiração durante o trabalho de parto; e ainda, sugerir medidas para aliviar os desconfortos do momento como banhos, massagens, aromaterapia e relaxamentos. A doula tem o compromisso de acolher a gestante e a sua família fazendo com que eles se sintam mais seguros e tranquilos.

E seu apoio não acaba depois do nascimento do bebê, a doula continua com a família após a chegada do novo membro, sanando dúvidas sobre a amamentação e acerca dos primeiros cuidados com o bebê, além de trocar ideias sobre a experiência do parto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde reconhecem e estimulam a presença das doulas durante o parto por acreditarem que elas aumentam a sensação de segurança e bem-estar da mãe e dos familiares.

No Brasil estima-se mais de 1.000 profissionais atuando como doula, em caráter particular ou voluntário. Mesmo com este aumento e reconhecimento do seu papel durante a gestação e no trabalho de parto, muitos hospitais do país simplesmente não permitem a entrada das doulas na hora do parto.

Entretanto há estados e cidades em que a presença das doulas nas maternidades, hospitais e casas de parto já é lei e, assim, elas podem acompanhar as gestantes, independente do acompanhante. Blumenau (SC), Uberlândia (MG), Macapá (AP), João Pessoa (PB) e as cidades de Santos, Jundiaí e Sumaré, ambas em São Paulo (SP), são alguns dos locais que garantem a presença dessas profissionais por lei. Em países como

Canadá e Estados Unidos, o acompanhamento das doulas é incentivado, inclusive pelos médicos.

Hoje em dia eu não vejo a assistência ao parto de forma humanizada, sem a presença da DOULA e da obstetriz!

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