Dr. Marcelo Amaral Ruiz – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br Do sonho de ser mãe aos 6 anos do seu filho Tue, 05 Feb 2019 17:57:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.1 https://www.almanaquedospais.com.br/wp-content/uploads/2016/09/cropped-logo-Almanaque-dos-pais-512x512-150x150.png Dr. Marcelo Amaral Ruiz – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br 32 32 Colesterol Alto em Crianças https://www.almanaquedospais.com.br/colesterol-alto-em-criancas/ https://www.almanaquedospais.com.br/colesterol-alto-em-criancas/#respond Thu, 21 Apr 2016 10:00:19 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=12358 Entenda com o Dr. Marcelo Amaral Ruiz o aumento da incidência de colesterol alto em crianças e que perfis estão dentro do grupo de risco.

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Colesterol Alto em Crianças

Caros leitores, decidi discutir este tema, pois tenho recebido no consultório muitas crianças com níveis elevados de colesterol e isso gera muitas dúvidas nas famílias. Em primeiro lugar é bom deixar claro que a palavra “colesterol” deve ser usada com cautela, pois as dosagens habituais de colesterol englobam o colesterol total (soma de todos), o colesterol bom (HDL-colesterol) e o colesterol ruim (LDL-colesterol). Também vale lembrar que triglicérides são diferentes do colesterol.

Foto: Reprodução www.coles.com.au

Foto: Reprodução www.coles.com.au

O colesterol bom é aquele que limpa as artérias e evita a formação de placas ateromatosas, já o colesterol ruim é aquele que se deposita justamente nessas placas, entupindo as artérias e gerando risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais, dentre outros problemas.

O caminho do colesterol no corpo humano é muito inteligente. Ele é produzido no fígado e no intestino, vai para a circulação sanguínea e outros órgãos como o coração, os músculos, os rins, o cérebro retiram esse colesterol circulante e o utilizam como forma de alimento. Portanto o colesterol é muito importante para o corpo humano, o problema está no excesso.

O acúmulo de colesterol pode acontecer por dois motivos principais:

  • o indivíduo abusar de alimentos gordurosos, não praticar exercícios físicos e viver muito estressado;
  • o indivíduo herdar da família um defeito genético-metabólico que provoca o acúmulo de colesterol. Esse indivíduo terá colesterol alto por melhor que seja a dieta e a prática de atividades físicas que tiver.

 

Pensando nisso, podemos começar a entender porque existem crianças não obesas e que tem bons hábitos alimentares e mesmo assim ainda tem colesterol alto. Tais crianças já nasceram com um defeitinho metabólico que provoca acúmulo de colesterol e esse defeitinho vai acompanhar essa criança pela vida toda.

É importante realizar dosagem de colesterol em toda criança com excesso de peso, mas também em crianças que tem muitos parentes (em especial os pais e os irmãos) com problemas de colesterol ou histórico na família de infarto do coração em pessoas jovens (homens antes dos 60 anos e mulheres antes dos 70 anos).

Também é importante salientar que os valores considerados normais para crianças são um pouco diferentes dos valores normais de adultos, por isso, em caso de dúvidas, um especialista deve sempre ser consultado.

Apesar de encontrarmos alterações de colesterol cada vez mais frequentemente em crianças e adolescentes, são raros os casos que necessitam de tratamento medicamentoso. A grande maioria dos pacientes melhoram apenas com a introdução de uma rotina mais saudável de alimentação e de exercícios.

Portanto, se seu filho está acima do peso ou se na sua família existem muitos casos de colesterol alto, vale a pena fazer alguns exames e em caso positivo, um especialista deve ser consultado. Em um próximo texto irei deixar algumas atitudes que melhoram o colesterol.

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Puberdade Precoce https://www.almanaquedospais.com.br/puberdade-precoce/ https://www.almanaquedospais.com.br/puberdade-precoce/#comments Tue, 23 Feb 2016 10:00:51 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=12038 Entenda o que é a Puberdade Precoce em meninas e em meninos e como agir caso seu filho ou filha apresente algum sintoma de puberdade precoce.

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Puberdade Precoce: Diferença entre puberdade e adolescência

Puberdade é um processo biológico natural nos seres humanos e compreende um conjunto organizado de mudanças físicas que transformam as crianças em adultos capazes de se reproduzirem. Não devemos confundir puberdade com adolescência. A primeira se refere a processos biológicos e a segunda a processos mais psicológicos e comportamentais, podendo haver ou não uma correlação temporal entra ambas.

Foto: Reprodução www.abesmarket.com
Foto: Reprodução www.abesmarket.com

A puberdade, nos serem humanos, é bem estudada e bem conhecida e é, obviamente, diferente nos meninos e nas meninas.

Nas meninas ocorre o aparecimento dos brotos mamários, dos pelos pubianos e axilares, acúmulo de gordura na cintura, aceleração do crescimento e, por fim, já em uma fase mais avançada da puberdade, ocorre a primeira menstruação. Todo esse processo deve se iniciar APÓS OS 8 ANOS DE IDADE e deve durar de 2 anos a 2 anos e meio.

Nos meninos ocorre aumento da massa muscular, a voz fica mais grossa, os testículos e o pênis aumentam, surgem pelos pubianos, axilares e barba, ejaculação, aceleração do crescimento. Essas mudanças devem ocorrer APÓS OS 9 ANOS DE IDADE e devem durar cerca de 3 anos.

Sendo assim, agora fica mais fácil falarmos sobre puberdade precoce. Puberdade precoce é a puberdade que começa antes de 8 anos nas meninas ou dos 9 anos nos meninos.

Os pais devem ficar atentos a esses sinais, principalmente no surgimento de BROTOS MAMÁRIOS nas meninas e AUMENTO DOS TESTÍCULOS E DO PÊNIS nos meninos.

Nem sempre é tão fácil assim, pois em meninas mais gordinhas fica difícil de diferenciar tecido mamário de tecido gorduroso e nos meninos fica difícil, às vezes, dizer se o pênis está de tamanho normal ou grande para a idade. Por isso, em caso de dúvida, procure logo ajuda especializada.

Uma vez confirmada puberdade precoce e excluídas doenças graves, o tratamento é bem simples. O mais utilizado consiste no uso de análogos de GnRH, que infelizmente são injetáveis, mas não são doloridos e podem ser usados a cada 3 meses.

Caso a puberdade precoce não seja tratada, muitos problemas podem acontecer como ficar mais baixinho (perder estatura final), além de ficar deslocada do grupo de amigos que não estão da mesma fase e aumenta o risco de abuso sexual.

Para que o tratamento seja eficaz, gerando o mínimo de prejuízo, o diagnóstico tem que ser o mais precoce possível. Por isso fica a dica: CASO SUA FILHA OU SEU FILHO ESTEJA APRESENTANDO ALGUM SINAL DE PUBERDADE ANTES DOS 8 ANOS (NO CASO DAS MENINAS) OU DOS 9 ANOS (NO CASO DOS MENINOS), PROCURE IMEDIATAMENTE ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA. O diagnóstico e o tratamento precoces preservam a infância das crianças.

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Vômitos e Diarreia, o que fazer? https://www.almanaquedospais.com.br/vomitos-e-diarreia-o-que-fazer/ https://www.almanaquedospais.com.br/vomitos-e-diarreia-o-que-fazer/#respond Wed, 18 Nov 2015 10:00:41 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=11621 Saiba o que fazer em caso de vômitos e diarreia, quando procurar por ajuda médica e o que você NÃO deve fazer para tentar reidratar.

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Com a elevação das temperaturas temos um aumento no risco de nossas crianças e nós mesmos ingerirmos alimentos ou água contaminados, o que, em princípio, pode gerar um quadro de inflamação e desarranjo grastro-intestinal, caracterizado por vômitos e diarreia.

Foto: Reprodução www.healthdirect.gov.au
Foto: Reprodução www.healthdirect.gov.au

Muitos pais ficam na dúvida sobre o que fazer quando as crianças começam a vomitar. Pois bem, tudo vai depender da idade da criança e do número de vômitos. Quanto mais idade e peso tiver a criança, menor a chance de desidratar, principalmente se apresentar 2 ou 3 vômitos. Nestes casos, normalmente basta algumas horas de jejum e repouso e depois disso, alimentação leve por alguns dias.

Porém, em crianças mais novas, se houver vômitos intensos (mais de 5 vômitos no intervalo de 1 hora), vale a pena procurar assistência médica para que os devidos cuidados possam ser tomados antes que a criança desidrate muito. Às vezes pode até ser necessário hidratar com soro na veia.

Não há medicamentos via oral que sejam de fato bons contra vômitos, vale mais a pena deixar a criança em jejum por um tempo e depois de algumas horas, iniciar uma alimentação bem leve.

Nos casos de diarreia, o raciocínio é o mesmo. Quanto menor a criança e quanto mais intensas forem as perdas, maior o risco de desidratar. Também não há remédios bons que cortem diarreia, o próprio organismo elimina, raros casos precisam de antibióticos. O principal é não desidratar. Mas se aparecer sangue nas fezes, isso sugere casos mais graves e precisa de assistência médica.

O que NÃO se deve fazer em caso de vômitos e diarreia:

Quando uma criança está com vômitos e diarreia, não devemos ficar insistindo para ela comer e nem ficar oferecendo chocolates ou iogurtes. NÃO DEVEMOS DAR GATORADE OU ÁGUA DE CÔCO, pois estes líquidos,por serem muito concentrados, pioram o quadro. Para reidratar temos de oferecer as soluções apropriadas como Rehidrat, Pedialyte e similares ou dar água filtrada ou soro caseiro.

Em caso de dúvida, o serviço médico sempre deve ser consultado, pois quando o quadro de desidratação se agrava, fica difícil de conseguir acesso venoso e a reidratação pode ficar prejudicada.

FICA A DICA: No verão, evite refeições fora de casa, tome somente água de boa qualidade e não se exponha muito ao sol nos horários mais quentes.

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Crianças e Eletrônicos: A geração touch screen https://www.almanaquedospais.com.br/criancas-e-eletronicos-a-geracao-touch-screen/ https://www.almanaquedospais.com.br/criancas-e-eletronicos-a-geracao-touch-screen/#respond Fri, 21 Aug 2015 10:00:34 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=11047 A geração touch screen: confira as dicas do Dr. Marcelo para que a relação entre crianças e eletrônicos não seja prejudicial para a saúde e comportamento dos pequenos.

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Caros leitores, uma coisa é verdade, não adianta pensar que conseguiremos criar nossos filhos sem que eles tenham contato com a tecnologia. É muito difícil que uma criança, nos dias atuais, chegue aos 4 ou 5 anos de vida sem ter manuseado um celular ou um tablet, pelo contrário, muitas vezes nesta idade as crianças já tem seus próprios aparelhos.

Foto: Reprodução www.huffingtonpost.com
Foto: Reprodução www.huffingtonpost.com

Muito bem, esse texto vem para discutirmos um pouco sobre essa realidade e sobre como podemos organizar nossas vidas para tirarmos o máximo de proveito da tecnologia sem comprometer nossa saúde e de nossos filhos.

Os eletrônicos são muito atrativos desde a mais tenra idade, pois a tela brilhante e colorida chama a atenção dos bebês que ficam entretidos. Muitas vezes nós mesmo é que usamos essa artimanha para termos um tempo de sossego e conseguirmos fazer algo que requer concentração.  Depois as crianças começam a interagir com a tela, mesmo que seja fazendo rabiscos e por fim, quando menos esperamos, estão jogando jogos complexos ou vendo vídeos variados.

Não podemos negar que o uso de tais aparelhos ajuda a desenvolver coordenação motora, melhora o contato com outras culturas e outros idiomas, ajuda a treinar a memória e a atenção, além, é claro, de distrair a criança.

Porém existe o lado perigoso. O uso excessivo de desses aparelhos também pode levar a uma série de problemas como olhos secos e doloridos (as crianças ficam sem piscar quando estão jogando); sono agitado, principalmente quando jogam antes de dormir; problemas de coluna, pois ficam em uma posição ruim por horas; obesidade, pois deixam de gastar energia com brincadeiras aeróbicas.

Até mesmo problemas mais graves como abuso de crianças que ficam nas salas de bate-papo ou nas redes sociais. Violência, quando jovens agendam confrontos pela internet e bullying, quando vídeos ou fotos indevidas circulam.

Pois bem, qual é a saída? A resposta está no que chamamos de uso racional dos aparelhos eletrônicos, que se baseia em:

  • Limitar o tempo diário a no máximo 2 horas por dia, somando o uso de todos os aparelhos, inclusive TV.
  • Orientar uma postura corporal correta.
  • Incentivar jogos em que há movimentação corporal e interação com a máquina.
  • Evitar jogos à noite.
  • Evitar ficar comendo enquanto utiliza os aparelhos
  • Incentivar e participar junto de brincadeiras ao ar livre

 

Essas são algumas dicas para que possamos ajudar nossos filhos a desfrutarem dos eletrônicos sem prejudicar a saúde. E aí, você tem alguma dica ou opinião sobre esse assunto? Deixe seu comentário.

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Mitos em pediatria: leite de soja, chá para cólica, tablets, vacinas e mais https://www.almanaquedospais.com.br/mitos-em-pediatria-leite-de-soja-cha-para-colica-tablets-vacinas-e-mais/ https://www.almanaquedospais.com.br/mitos-em-pediatria-leite-de-soja-cha-para-colica-tablets-vacinas-e-mais/#respond Fri, 12 Jun 2015 10:00:47 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10693 Dr. Marcelo Ruiz desvenda alguns mitos em pediatria, como hormônios do leite de soja, chás para cólicas dos bebês, uso de tablets, vacina da gripe e outros.

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Caros leitores do Almanaque, esse texto não tem um assunto específico, porém não deixa de ser importante, pois vem falar um pouco sobres alguns mitos que se criaram ao longo dos tempos envolvendo a saúde das crianças e que podem muitas vezes prejudicar ou agravar uma situação simples.

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O ANDADOR:

O andador é um dispositivo que foi extensamente usado nas décadas de 70, 80 e 90 e que até hoje, infelizmente, ainda faz parte da vida de muitas crianças. Em primeiro lugar, o andador não ajuda a criança a começar a andar mais cedo, pelo contrário, a criança pode se acostumar com ele e demorar mais para andar sozinha. Além disso, a criança assume a posição ereta antes que a musculatura esteja pronta e isso favorece problemas futuros de coluna. Por fim, muitos acidentes como quedas ocorrem devido ao andador. Por tudo isso a Sociedade Brasileira de Pediatria condena o uso do andador.

LEITE DE SOJA:

O leite de soja assim como sucos e outros produtos a base de soja já foram tidos como uma grande saída saudável para quem não queria ou não podia tomar leite de vaca. Atualmente tais produtos sofrem com o mito de que a soja tem hormônios que podem alterar a puberdade, ou estimular a obesidade. Isso não é verdade. O fato é que os produtos de soja podem ser úteis para quem tem intolerância à lactose ou para quem gosta da soja, mas não são tão saudáveis assim e também não contém ou atrapalham os hormônios.

GATORADE E ÁGUA DE COCO:

No consultório é muito comum os pais trazerem seus filhos para avaliação por causa de vômitos ou diarreia e dizerem que estão dando Gatorade ou água de coco porque “faz bem” nestes situações. Isso não é verdade. Gatorade e água de coco são muito concentrados e osmóticos, por isso irritam o estômago e o intestino que não está bom, assim pioram a diarreia. O correto é oferecer o soro caseiro ou as soluções prontas como reidrat. Essas fórmulas são desenvolvidas especificamente para casos de diarreia e vômitos.

TABLETS E OUTROS ELETRÔNICOS:

Apesar de ser bonitinho ver um bebê de dois anos mexendo no touch screen, o uso precoce de tablets ou de qualquer mídia eletrônica como smart phones, DVDs e TVs não faz com que as crianças aprendam a falar ou a ler antes, muito menos estimulam a inteligência. Pelo contrário, favorecem o sedentarismo e a obesidade, por isso a Associação Americana de Pediatria recomenda que crianças até dois anos não devem ter contato com nenhum tipo de mídia eletrônica e que depois desta idade, o tempo de lazer gasto com esses aparelhos não devem ultrapassar 2 horas por dia.

LEVAR A CRIANÇA COM FEBRE AO PEDIATRA:

Muitos pais percebem que seus filhos estão com febre em casa e os levam imediatamente ao pediatra ou ao pronto socorro para que eles possam ser avaliados durante a febre. Isso não é correto, a febre altera muitos parâmetros que são avaliados, por isso o melhor é que a criança seja avaliada sem febre. Portanto, se você notar febre em seu filho, dê o antitérmico em casa e leve ao pediatra, assim quando a criança chegar lá já vai estar sem febre e pronta para uma melhor avaliação.

CHÁ DE CAMOMILA PARA CÓLICAS:

As cólicas que acometem os bebês principalmente nos primeiros meses de vida e que são motivo de choros intensos e longos infelizmente não melhoram com chá de camomila ou com qualquer outro chá. Na verdade, pouca coisa melhora as cólicas. Os chá apresentam muita cafeína e podem atrapalhar a amamentação, portante não é bom oferecer chás aos bebês.

BACIAS DE ÁGUA E OUTROS UMIDIFICADORES:

Dentro de nossas casas nós tomamos banho, lavamos louça, lavamos roupa, lavamos as mãos, cozinhamos, escovamos os dentes, tudo isso faz com que o ar de dentro de nossas casa já seja mais úmido que o da rua e não há necessidade de umidificá-lo mais. Pelo contrário, o excesso de umidade favorece o crescimento de fungos e bolor, que podem causar doenças. Além disso, as bacias e baldes com água são um grande perigo e afogamento, mesmo que tenham uma pequena quantidade de água. Portanto o ar dentro de casa não precisa ser mais umidificado.

A VACINA DA GRIPE:

A vacina da gripe é muito boa e eficaz. Ela é constituída por vírus mortos e por fragmentos de vírus, por isso a vacina não causa gripe ou nenhuma outra doença. O que pode haver de problema é dor e vermelhidão no local da picada. Apesar da vacina ser boa, ela previne infecções por apenas 3 ou 4 tipos de vírus, sendo que existem milhares, por isso, mesmo tomando a vacina, você pode contrair gripe, mas com certeza não foi a vacina que provocou.

Bem pessoal, por enquanto é só, espero que esse texto tenha ajudado um pouco e no futuro escreveremos mais sobre mitos e curiosidades pediátricas.

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Acidentes na infância: prevenir é muito melhor que remediar https://www.almanaquedospais.com.br/prevenir-e-muito-melhor-que-remediar-acidentes-na-infancia/ https://www.almanaquedospais.com.br/prevenir-e-muito-melhor-que-remediar-acidentes-na-infancia/#respond Thu, 21 May 2015 10:00:36 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10542 Acidentes na infância são a maior causa de morte ou de sequelas graves em crianças acima de 6 meses de vida.

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Caros Leitores, nesta época mais fria os resfriados e a  tosse aumentam e com eles o medo de pneumonia , sem dizer que ainda estamos enfrentando a dengue. Sempre que nossos filhos começam a vomitar ou a ter manchas no corpo, nós nos preocupamos muito e levamos ao pediatra imediatamente, mas nem sempre nos atentamos para algo muito mais letal. Pois bem, esse artigo vem para resgatar algo que fica meio esquecido por nós e que, pasmem, mata muito mais que qualquer outra doença:

OS ACIDENTES NA INFÂNCIA

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A maioria das pessoas desconhece, mas a maior causa de morte ou de sequelas graves em crianças acima de 6 meses de vida é o que chamamos de causas externas, ou traumas ou, no popular, acidentes.

É ISSO MESMO, as estatísticas mostram que, após os 6 meses de idade até a vida adulta, a principal causa de morte e de sequelas graves são os acidentes. E mais, a maioria dos acidentes ocorrem em dentro ou perto de casa.

Claro que nas diferentes idades as crianças estão sujeitas a diferentes tipos de acidentes, como por exemplo os bebês, eles podem por algo na boca e engasgar ou ingerir substâncias tóxicas como produtos de limpeza. Não é incomum que uma criança mais velha coloque algo na boca da mais nova, infelizmente sem saber do risco. A partir dos 4 meses as crianças começam a rolar e com isso o perigo de quedas aumenta. Quando começam a engatinhar e andar, então nem se fala, esse risco aumenta muito.

A partir dos 5-6 anos as crianças adquirem muitas habilidades físicas como andar de bicicleta, subir em árvores e brinquedos, já sabem destrancar portas e portões, assim o risco de atropelamentos aumenta. Além disso, os acidentes de trânsito são mais graves nas crianças, cujos ossos são mais frágeis que os adultos, assim um trauma que pode ser leve para um adulto, pode ser grave para uma criança.

Na adolescência, os jovens se arriscam mais, em brincadeiras, competições ou no trânsito. As vezes brincam com as armas de fogo que os pais tem em casa. Como andam praticamente sem a companhia dos pais, também se tornam alvo de assaltos.

Muito bem, diante de todo esse quadro, vale dizer que a vasta maioria dos acidentes poderiam ser evitados se tomássemos medidas simples. Por exemplo colocar grades nas camas, não deixar crianças em cima da cama dos pais, colocar telas de proteção nas janelas, colocar proteção nas escadas em baixo e em cima, protetor de tomadas, trancar produtos de limpeza, não deixar baldes cheios de água, não deixar a criança sentada na banheirinha com água, proteção para piscinas.

No trânsito as leis são bem claras, temos de usar as cadeiras especiais, mesmo em trajetos pequenos. Mesmo que a criança esteja em nosso colo, não dá tempo e nem temos força para segurá-la em caso de colisão ou capotamento.

Eu já trabalhei em serviço de emergência de alta complexidade, para onde os acidentes mais graves envolvendo crianças eram levados e posso dizer que, além do sofrimento das crianças, o peso na consciência dos pais é imensurável.

    SOLUÇÃO: PREVENÇÃO

Sempre que você estiver com seu filho, analise os riscos que o ambiente e as pessoas oferecem, fique atento, tome medidas preventivas como fechar uma janela, trancar uma porta, evitar subir em uma escada. Em situações mais arriscadas como atravessar uma avenida, segure firme na mão da criança ou pegue no colo. Ao andar pela calçada se coloque sempre entre a criança e a rua. Enfim, tente imaginar todos os risco e tome atitudes para minimizá-los.

Claro que apesar de todos os cuidados, temos também de deixar nossos filhos se divertir, se exercitar, porém se pudermos fazer isso com segurança é bem melhor.

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Escola em tempo integral: Solução ou problema para alimentação? https://www.almanaquedospais.com.br/escola-em-tempo-integral-solucao-ou-problema-para-alimentacao/ https://www.almanaquedospais.com.br/escola-em-tempo-integral-solucao-ou-problema-para-alimentacao/#comments Thu, 09 Apr 2015 10:00:33 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10357 A alimentação da escola, mesmo acompanhada por um nutricionista, não significa que seu filho comerá de forma saudável...

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Caro leitor, está aqui um tema muito polêmico. Todos os dias recebo crianças no consultório com obesidade e outros problemas alimentares cujos pais não entendem a razão pois seus filhos ficam na escola o dia todo, fazem praticamente todas as refeições na escola que normalmente tem um nutricionista e mesmo assim não comem corretamente. Por isso decidi escrever sobre esse assunto.

Foto: Reprodução wikimedia.org
Foto: Reprodução wikimedia.org

O pressuposto principal para começarmos a analisar a situação é que as crianças não nascem sabendo comer e muito menos entendem quais os alimentos mais adequados para elas. As crianças seguem seus instintos e obviamente vão selecionar, seja por sabor ou aparência, um grupo de alimentos preferidos e rejeitar muitos outros que, por um motivo ou outro, não lhes parecem atrativos. Ou seja, as crianças precisam APRENDER A COMER, portanto alimentação, como já disse em outros artigos, faz parte da EDUCAÇÃO dos nossos filhos.

Nossos filhos precisam ser EDUCADOS desde de bebês a comer e, como diz o ditado, educação vem de berço! Educar filhos não é tarefa fácil, portanto ensiná-los a comer corretamente também não é. O primeiro passo para que nossos filhos aprendam a comer direito é que nós, pais, precisamos dar o exemplo e também comer direito. Temos de criar uma rotina saudável para nossas casas e naturalmente nossos filhos vão seguir nossos passos e comer de forma saudável. Não podemos imaginar que, dando um exemplo ruim, poderemos exigir de nossos filhos hábitos saudáveis, nem com a desculpa que mais ouço no consultório: mas na idade dele eu era magro!

Algumas crianças já nascem mais ansiosas e com apetite aumentado. Essas teremos de ensinar a comer apenas nos horários corretos e em pequenas quantidades. Outras nascem sem apetite e muito seletivas. A essas teremos de ensinar que mesmo sem fome, terão de se alimentar a cada 3 ou 4 horas, mesmo que em pouca quantidade, mas com variedade. Ou seja, cada pai e mãe tem de descobrir como é seu filho e ensiná-lo a criar bons hábitos alimentares de acordo com sua individualidade.

Vejam então, neste contexto em que agora sabemos que as crianças precisam ser ensinadas a comer e supervisionadas durante suas refeições, se pergunte: será que o melhor para meu filho é fazer suas refeições em um refeitório (restaurante ou shopping) cheio de crianças onde uma criança aprende a comer com a outra ou seria melhor que meu filho fizesse suas refeições em casa sob minha supervisão e seguindo meu exemplo? Acho que a resposta fica óbvia, para nossos filhos aprenderem a comer, nada melhor do que comer em casa.

E ainda digo mais, por mais que se esforcem, a comida oferecida nas escolas não é tão saudável assim, pois é muito difícil fazer arroz para 100 crianças sem exagerar um pouco no óleo ou no sal, é difícil deixar 100 bifes sequinhos, sempre que a comida é feita em larga escala, a qualidade diminui.

Também entendo que a vida moderna exige muitas vezes que ambos os pais trabalhem o dia todo e como não tem com quem deixar seus filhos, acabam optando por escolas em tempo integral. Essa é a vida moderna, que está trazendo para a humanidade problemas modernos. Este artigo serve para que vocês reflitam um pouco sobre a realidade de como é difícil atualmente fazer com que as crianças aprendam a comer de forma saudável e que a escola em tempo integral NÃO é uma solução para isso. Sendo assim, se possível, façam um esforço para ficar mais tempo com seus filhos, inclusive nas refeições e deem a eles um bom exemplo. A responsabilidade de educar os filhos a comer é dos pais e não devemos delegar a terceiros. Prestem atenção nos seus filhos, entendam como cada um é em termos alimentares, julguem se a escola está fazendo bem ou não e os ajudem a construir bons hábitos.

Abraços e até a próxima.

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Mitos sobre alimentos Diet, Light e Integrais https://www.almanaquedospais.com.br/mitos-sobre-alimentos-diet-light-e-integrais/ https://www.almanaquedospais.com.br/mitos-sobre-alimentos-diet-light-e-integrais/#respond Thu, 05 Mar 2015 11:00:10 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10147 Dr. Marcelo Ruiz fala sobre os mitos sobre alimentos Diet, Light e Integrais, nomenclaturas facilmente confundidas com alimentos saudáveis.

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Caros amigos do Almanaque dos pais, é muito frequente eu atender crianças com excesso de peso cujos pais dizem “Doutor eu não sei por que meu filho(a) está gordinho, lá em casa é tudo diet ou light, o pão e o macarrão são integrais, não sei mais o que eu faço”. Pois bem, esse texto vai justamente para desmistificar esses alimentos tidos como “ultra-saudáveis”.

Foto: Reprodução www.webmd.com
Foto: Reprodução www.webmd.com

Segundo as normas que regem a classificação dos alimentos, um alimento pode receber a denominação de DIET quando se exclui de sua fórmula um tipo de ingrediente. Os alimentos diet mais conhecidos são aqueles que não contém açúcar, porém se o fabricante excluir proteína ou gordura, o alimento também pode ser chamado de diet. No Brasil, os alimentos sem açúcar de adição também são chamados de ZERO.

    Portanto preste bem atenção em dois aspectos. Primeiro que um produto DIET não precisa ter teor de calorias reduzido, e as vezes tem até mais calorias que o original, por isso olhe bem as calorias e não vá achando que tudo o que é DIET tem pouca caloria. Segundo, os alimentos ZERO não tem açúcar de ADIÇÃO, isso não significa que não tenha açúcar, pois se o alimento tiver açúcar de natureza, como por exemplo os sucos de frutas, isso significa que os sucos ZERO contém muito açúcar, mas o fabricante não adicionou mais.

Já os alimentos LIGHT são aqueles que contém no máximo 70% das calorias do produto original, ou seja, para ser considerado LIGHT o produto precisa ter 30% menos calorias que o original. Então veja, um produto LIGHT de algo muito calórico como a manteiga ou o requeijão, também é muito calórico e mesmo assim é chamado de LIGHT.

    Com relação aos INTEGRAIS a confusão é pior ainda. Um alimento integral é aquele que contém fibras. As fibras são substâncias que não são digeridas e por isso aceleram o transito intestinal e dificultam a absorção de outros alimentos. Até aí tudo bem, o fato é que um alimento pode ser considerado INTEGRAL a partir do momento que apresentar 10% de farinha integral, ou seja, muitos dos pães e massas “INTEGRAIS” contém 90% de farinha comum e 10% de farinha integral. Inclusive nas novas embalagens de pães integrais está vindo escrito (em letras pequenas, é claro) que “este não é um alimento de baixo teor energético”.

Resumindo, produtos DIET, LIGHT, ZERO, INTEGRAL não são garantia de uma refeição saudável e muito menos podem ser consumidos à vontade. A verdade é que faz pouca diferença. O importante é comer em pequena quantidade e ter uma boa rotina de exercícios e de alimentação.

Abraços e até a próxima.

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IMC – Como calcular o Índice de Massa Corpórea https://www.almanaquedospais.com.br/imc-como-calcular-o-indice-de-massa-corporea/ https://www.almanaquedospais.com.br/imc-como-calcular-o-indice-de-massa-corporea/#respond Thu, 05 Feb 2015 10:00:18 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10020 Caros leitores do Almanaque, como calcular o índice de massa corpórea é uma dúvida muito comum no consultório. Primeiro vamos ensinar a calculá-lo e depois vamos entender o que é esse tal Índice de Massa Corpórea (IMC). O IMC é muito, mas muito fácil de calcular, basta você saber o peso e a altura bem …

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Caros leitores do Almanaque, como calcular o índice de massa corpórea é uma dúvida muito comum no consultório. Primeiro vamos ensinar a calculá-lo e depois vamos entender o que é esse tal Índice de Massa Corpórea (IMC).

O IMC é muito, mas muito fácil de calcular, basta você saber o peso e a altura bem certinho (e tem que ser bem certinho mesmo) da pessoa em questão. O modo de calcular é o mesmo para adultos, crianças e adolescentes, seja homem ou mulher.

Então vamos lá: você pega o peso da pessoa em Kg e divide pelo quadrado da altura da pessoa em metros. Vou dar um exemplo para facilitar.

Vamos imaginar que uma pessoa pesa 75Kg e mede 1,70m. Seu IMC é 75/(1,70)², ou seja, 75/2,89, ou seja 25,9. Outro exemplo, uma pessoa de 92kg e 1,78m. Seu IMC é 92/(1,78)² ou seja, 92/3,16, ou seja, 29,1.

Vamos imaginar agora uma criança com 32kg e 1,12m. Seu IMC é 32/(1,12)² ou seja, 32/1,25 ou seja, 25,6. Sendo assim podemos perceber que calcular o IMC é muito fácil.

A questão é O Que o IMC significa?

O IMC é um índice fácil e prático de calcular e que nos indica se o peso da pessoa está equilibrado com sua altura. Para adultos homens e mulheres o IMC normal vai de 20 a 25. Valores menores que 20 indicam magreza e valores acima de 25 indicam excesso de peso.

Para crianças e adolescentes, apesar da conta do IMC ser a mesma, os valores variam conforme a idade e o sexo, por isso só podemos avaliar uma criança ou adolescente com as ferramentas corretas.

Foto: Reprodução aquickbite.com
Foto: Reprodução aquickbite.com

Agora chegou sua vez, pegue seu peso e divida pelo quadrado da sua altura. Encontre seu IMC e veja se você está magrinho, normal ou com excesso de peso. É claro que o IMC não é perfeito, existem outras formas de avaliar a constituição corporal de uma pessoa, porém é um início e se seu IMC estiver fora do normal, vale a pena procurar ajuda médica especializada.

Se você está preocupado com a saúde de seu filho ou filha, o profissional mais indicado para uma avaliação é o endocrinologista pediátrico. Ele fará as medidas corretas e as orientações sobre o estado nutricional de seu filho.

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Crises de birra https://www.almanaquedospais.com.br/crises-de-birra/ https://www.almanaquedospais.com.br/crises-de-birra/#respond Thu, 11 Dec 2014 10:00:37 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=9599 Dr. Marcelo Ruiz compartilha um texto da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre crises de birra e como lidar nessas situações.

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Olá leitores do Almanaque dos pais, além de pediatra sou pai do Lucas (3 anos) e  queria compartilhar com vocês um texto muito bacana da Sociedade Brasileira de Pediatria que fala sobre birra, um comportamento que todos os papais e mamães com filhos entre 2 e 3 anos já tiveram que lidar.

O texto traz dicas de como reagir às crises de birra do seu filho, preparando-o para desde pequeno a lidar com problemas e frustrações.

Boa leitura!

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Crises de birra
Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento

As birras são manifestações comportamentais observadas com relativa frequência nas crianças. Elas expressam a dificuldade que a criança tem de lidar com as frustrações, e isso é natural no processo de desenvolvimento.

Dos dois aos três anos, a birra é muito frequente. Tanto que a faixa etária ficou conhecida como “os terríveis dois anos”. Neste período, as crianças têm um forte desejo de ver suas vontades realizadas naquele exato momento. Se não são atendidas, choram ou gritam, às vezes batem a cabeça no chão ou na parede, jogam objetos, entre outras atitudes.

Mesmo sendo estranho ver o filho que era carinhoso e brincalhão, agora intercalar momentos de intolerância e impaciência, reagindo negativamente a coisas que antes ele fazia, sem problemas, não se surpreenda. Isso é normal. Nesta fase, as crianças demonstram com vigor o anseio pela independência e reagem frente à frustração por não serem atendidas. Perceba que logo em seguida, depois de apresentar esta tempestade de emoções, seu filho volta a ser doce e carinhoso, como se nada tivesse acontecido.

Muitas vezes as crianças reagem desta forma em locais públicos (como numa loja de brinquedos) ou no aniversário de um amiguinho, na frente de outras pessoas. Isso nos fragiliza, fazendo parecer que não estamos educando nosso filho da melhor maneira. Por isso, é preciso saber que nesta faixa etária as reações são imprevisíveis e muitas vezes inesperadas. O importante é saber como lidar com este comportamento, para favorecer o desenvolvimento emocional adequado de seu filho.

Numa crise, é importante dar atenção à criança, acolhê-la, esclarecer que o que ela quer não pode ser dado naquele momento, mas que talvez seja possível mais tarde ou em outra ocasião. A colocação de regras, já nesta idade, vai preparar a criança para as situações complexas que surgirão ao longo da vida. É o início de um aprendizado importante sobre os “limites” que sempre implicam em alguma dose de frustração.

Apesar de ser uma situação conflituosa, com certeza será gratificante a médio e longo prazo, permitindo que a criança se transforme num indivíduo tolerante, paciente, com claras noções do que pode ou não fazer e dizer, do que é seu e o que é do outro. E com certeza ele terá também mais chances de ser feliz, com um desenvolvimento emocional adequado que vai favorecer a sua integração social.

O seu pediatra poderá ajudá-lo a encontrar as melhores formas de enfrentar esta situação. É preciso, entretanto, ficar atento caso estes episódios persistam, associados a outras alterações do crescimento como o atraso no desenvolvimento da linguagem ou dificuldades interacionais. Neste caso, é fundamental procurar seu pediatra para esclarecimento, diagnóstico e orientação adequada.

Fonte: www.conversandocomopediatra.com.br

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