Dra. Daniela Barbosa – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br Do sonho de ser mãe aos 6 anos do seu filho Thu, 18 Aug 2016 12:35:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.2.2 https://www.almanaquedospais.com.br/wp-content/uploads/2016/09/cropped-logo-Almanaque-dos-pais-512x512-150x150.png Dra. Daniela Barbosa – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br 32 32 CONAPAIS | Respostas da palestra Dra. Daniela Barbosa https://www.almanaquedospais.com.br/conapais-respostas-da-palestra-dra-daniela-barbosa/ https://www.almanaquedospais.com.br/conapais-respostas-da-palestra-dra-daniela-barbosa/#respond Thu, 18 Aug 2016 12:35:51 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=12814 A palestra da Dra. Daniela Barbosa no CONAPAIS foi um sucesso! Aqui estão as respostas para as perguntas que foram realizadas no chat do Congresso Online

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CONAPAIS | Respostas da palestra Dra. Daniela Barbosa

A oportunidade de conversar um pouco com vocês no 1º CONAPAIS foi maravilhosa!

Proporcionando momentos de reflexão, identificamos pontos que poderão ser modificados, para a melhor estimulação da linguagem das nossas crianças.

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As perguntas abaixo foram feitas no chat do curso e nos servirão de guia para mais um bate-papo.

“Meu primeiro filho tem 4 anos e meio e ainda tem certa dificuldade para pronunciar o “R”: consegue falar CARRO, AMARRAR, mas tem dificuldade para falar AMARELO, PIRUETA. Como ajudar?” M.P.

O processo de aquisição da linguagem oral ocorre de forma gradual e progressiva, sendo que esperamos sua finalização aos 5 anos e meio de idade.

No artigo Etapas do desenvolvimento da fala e da linguagem do bebê até 6 anos (clique aqui para ler o artigo) apresento os fonemas (sons correspondente às letras) que geralmente são adquiridos em cada semestre. O fonema /r/ presente em “arara” e “amarelo” é esperado surgir aos 3 anos de idade. Ele é produzido a partir da vibração da ponta da língua em contato com o começo do palato (popularmente conhecido como céu da boca).

Ao se ajustar a destreza da mobilidade da língua é possível melhorar a produção do fonema /r/ para isso, é possível brincar de imitar o telefone tocando (trrrrrr) ou estalar a ponta da língua imitando o barulho do “casco do cavalo”.

Vale lembrar que se a criança apresentar frênulo lingual curto (a famosa língua presa – clique aqui para saber mais), pode ter uma maior dificuldade na produção do som /r/, sendo necessária a avaliação fonoaudiológica.

“Daniela Barbosa, você tem alguma indicação de literatura para essa questão das brincadeiras / estimulações para cada idade? ou que aborde de maneira geral essa questão do desenvolvimento pra cada fase, para que, como você disse, possamos cuidar melhor de estimular adequadamente além do intuitivo?” M.P.

A brincadeira adequada à idade é fundamental, fazendo com que a criança se interesse pela atividade e você consiga utiliza-la não só para entretê-la, mas também estimular. No artigo “O brincar de cada dia”, coloco algumas sugestões de acordo com a faixa etária da criança. Vale conferir: clique aqui para ler

“Essa questão de articular a boca “mais exageradamente” para estimular a criança é importante já desde os primeiros meses, não?” M.P.

Somos o modelo de fala das crianças. Ao falarmos com eles, quando não abrimos muito a boca, eles podem não ter a nitidez se foi dito, por exemplo, “bola”, “mola” ou “pola”, pois os fonemas /p/, /b/ e /m/ são produzidos com o mesmo movimento de boca, variando apenas características sutis da voz. Quando falamos mais articuladamente, damos clareza ao que a criança está ouvindo (e aprendendo).

“Boa tarde, tenho um filho de 14 anos que há +/- 1 ano vem abrindo muito as vogais e falando como se tivesse saliva na boca, como devo agir de modo a ajuda-lo a melhorar? Temos corrigido continuamente.” C.D.O.

Alterações de fala que surgem após a fase de aquisição dos sons, como o descrito acima, deve ser avaliado pelo fonoaudiólogo para que seja compreendido o motivo que causou tal alteração. Questões relacionadas à respiração e oclusão dos dentes pode ser correlação com esta queixa. Muitas vezes só fazer a correção pode gerar um estresse na família, sem alcançar o resultado esperado.

 

Devemos lembrar sempre que mais  importante do que presentear a criança com um brinquedo é reservar um tempo para brincar com ela!

 

Um beijo,
Daniela Barbosa

 

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Está na hora do papá | Mastigar é preciso https://www.almanaquedospais.com.br/esta-na-hora-do-papa-mastigar-e-preciso/ https://www.almanaquedospais.com.br/esta-na-hora-do-papa-mastigar-e-preciso/#respond Fri, 09 Oct 2015 10:00:28 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=11297 Mastigar é preciso: a mastigação é uma função muito importante para o desenvolvimento facial da criança.

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Quando falamos em mastigação talvez a primeira coisa que nos venha à cabeça seja a sua relação com a alimentação! Comer para ficar forte!

O que poucos sabem é que a mastigação é uma função muito importante para o desenvolvimento facial da criança. Ela é uma função aprendida e ao longo de toda a vida se adapta às condições anatômicas da pessoa, responsável por quebrar os alimentos em pedaços menores para facilitar a digestão e absorção dos nutrientes e por meio da qual a musculatura da face é estimulada como em uma verdadeira academia para fortalecimento.

Foto: Reprodução www.grandparents.com
Foto: Reprodução www.grandparents.com

Os músculos da face são responsáveis por respirar corretamente, sugar, engolir, mastigar e falar. Desde o primeiro momento de vida, eles são recrutados para algumas destas funções e, ao executá-las, preparam-se para a demais que tão logo, ao passar dos meses, chegarão: a sucção exclusiva dá lugar à mastigação e estar, por fim, é o preparo dos músculos para a fala.

Representação da musculatura de face e pescoço de um adulto | Reprodução: http://vitaclinica.com.br
Representação da musculatura de face e pescoço de um adulto | Reprodução: http://vitaclinica.com.br

Desta forma, é muito importante que a criança passe por cada etapa do processo de alimentação, sem antecipar ou atrasá-lo, mas respeitando o desenvolvimento do seu corpo. A partir dos 6 meses de idade, com o inicio da introdução (lenta e gradual) da alimentação complementar, começamos também período de transição da mastigação, onde a criança passa da alimentação líquida para a pastosa até chegar à sólida.

A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher; começa com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumenta a consistência até chegar à alimentação da família. (OMS, 2006). A partir de um ano de idade, quando já nasceram seus primeiros dentes, a criança deverá estar comendo alimentos amassados ou em pequenos pedaços com diferentes consistências.

Chegar à alimentação sólida representa o recrutamento e fortalecimento dos músculos do rosto. Uma criança que não mastiga, mas somente suga fortalece apenas a língua e alguns outros poucos músculos.  Os demais grupos musculares, se não trabalham, ficam fracos e incapazes de executar suas funções. Ao longo dos meses, passam a ter aspecto de criança cansada, com a boca constantemente aberta, a língua caída no assoalho da boca, altera-se o padrão de crescimento de todo o rosto, a criança tem dificuldade no controle eficiente da saliva (babando constantemente), além de desenvolver uma fala “mole” e distorcida, pois os músculos participantes não têm a destreza necessária para os movimentos rápidos e variados necessários.

Reprodução http://www.georgeboraks.com.br
Reprodução http://www.georgeboraks.com.br

Assim, é importante garantir condições favoráveis para que a criança cresça e se desenvolva em todos os aspectos. Uma criança que mastiga com a boca fechada, alimentos de consistências variadas, em uma velocidade que lhe permita a completa trituração do alimento, estará pronta para seu próximo desafio: a fala!

Um abraço.

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Os primeiros dias de Aleitamento Materno https://www.almanaquedospais.com.br/os-primeiros-dias-de-aleitamento-materno/ https://www.almanaquedospais.com.br/os-primeiros-dias-de-aleitamento-materno/#respond Mon, 10 Aug 2015 10:00:52 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=11014 Os primeiros dias de Aleitamento Materno - Dra. Daniela Barbosa fala sobre a importância do Aleitamento Materno, dicas de saúde e orientação.

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Nestes primeiros dias de Agosto as atenções de todo o mundo estão voltadas à Semana Mundial de Amamentação. O leite materno é o alimento completo para o bebê, com a quantidade certa de todos os nutrientes que ele precisa para seu crescimento e desenvolvimento.

Foto: Reprodução www.communitytable.parade.com
Foto: Reprodução www.communitytable.parade.com

Por ser tão completo, a Organização Mundial de Saúde indica o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, ou seja, não há necessidade de introdução de água, chás ou fórmulas.

Além de garantir o adequado crescimento do bebê, mamar no peito proporciona também uma verdadeira ginástica para a musculatura do rosto e da boca, garantindo assim a melhor estimulação ao desenvolvimento dos ossos da face e todas as estruturas que em alguns meses serão recrutadas para o desempenho e outras funções, tais como a mastigação da papa e o balbucio das primeiras palavras.

A partir do sexto mês de vida, o organismo da criança está preparado para novos alimentos e consistências, sendo indicada a introdução gradual das papas de frutas, mantendo o aleitamento ao peito.

Sabemos que são inúmeros os fatores que podem interferir no aleitamento materno. Para minimizar estas possíveis dificuldades, temos observado que quando as gestantes têm acesso à orientações e momentos de esclarecimento de dúvidas e medos por profissionais da saúde ainda durante o pré-natal ela tem mais confiança e paciência para enfrentar as possíveis dificuldades das primeiras mamadas. Assim, as consultas com seu médico e a participação em grupos de gestantes são oportunidades de ricas trocas de informações.

Nos primeiros dias após o nascimento o momento da mamada ainda é uma descoberta entre mãe e filho, então não hesite em buscar um ambiente calmo e silencioso para vocês, permitindo assim que você observe as reações do bebê ao peito, como ele está abocanhando o peito, se está engolindo o leite e se está se acalmando ou mantém-se inquieto durante toda a mamada. São observações importantes que permitirão que compreenda melhor este momento tão especial.

A Equipe do Almanaque dos Pais preparou outras dicas fáceis de serem observadas no dia a dia do bebê e que poderão ser importantes informações a serem transmitidas nas consultas médicas: 10 sinais de que o bebê está mamando o suficiente.

Lembre-se de se alimentar e hidratar! Mesmo com a mudança na rotina da família, a sua alimentação é fator essencial para a produção de leite.

O acompanhamento com o médico pediatra é muito importante tanto para a verificação do crescimento e ganho de peso do bebê, como também para você esclarecer as dúvidas que forem surgindo com o passar dos dias.

Os Bancos de Leite também são lugares que valem a visita. Com uma equipe composta por especialistas em amamentação, eles poderão auxiliá-la na superação de possíveis dificuldades na mamada, além de conhecer o sistema de doação de leite materno.

Com apoio, informação e paciência é possível garantir que o aleitamento materno, este momento de verdadeira troca de amor, se prolongue ao longo dos meses, fortalecendo os bebês tanto nutricional quanto afetivamente.

Um abraço,

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Você já observou como seu filho respira? https://www.almanaquedospais.com.br/voce-ja-observou-como-seu-filho-respira/ https://www.almanaquedospais.com.br/voce-ja-observou-como-seu-filho-respira/#comments Fri, 05 Jun 2015 10:00:55 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10662 Você sabe como seu filho respira? Se pelo nariz ou pela boca? Conheça as consequências da respiração oral e como identificá-la.

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O choro do bebê ao nascimento é um grito à vida, uma vez que é a forma de adaptar a respiração do bebê ao ambiente que o acolherá. É comum nos primeiros dias de maternidade, muitas mães verificarem diversas vezes se seu bebê está respirando, como está dormindo, passando depois a um fato rotineiro. O que muitos não sabem é que a respiração é essencial à vida e a muitas outras funções e tem relação direta com o crescimento e desenvolvimento da face, sucção, mastigação, deglutição e fala. Por isso faço a pergunta: você já observou hoje como seu filho respira?

O bebê nasce preparado para respirar pelo nariz, e isso estimula o crescimento de sua face por meio da passagem da corrente aérea pelo nariz e da postura adequada das estruturas do rosto (língua, lábios, mandíbula, etc) seja durante o sono ou ao mamar. Quando há alguma alteração que impeça a fisiologia da respiração, ou seja, a passagem de ar pelo nariz, a postura de lábios tocando-se, e a língua parada no céu da boca durante o sono ou o repouso, a criança deixa de respirar pelo nariz e passa a respirar com a participação da boca.

Foto: Reprodução www.sheknows.com
Foto: Reprodução www.sheknows.com

A respiração oral é uma adaptação do organismo para manter-se em funcionamento. Deve ser considerada como um sinal evidente de que algo está errado e precisa de atenção, pois à curto longo prazo, trará diversas consequências à criança, conforme listado abaixo:

CONSEQUÊNCIAS DA RESPIRAÇÃO ORAL
Não purifica e aquece o ar que passará por toda a garganta até chegar aos pulmões.
Com isso, são comuns infecções como amigdalites, otites, rinites e sinusites. Aumenta também as crises de cefaléias (dores de cabeça).
Promove um desequilíbrio da postura corporal da criança.
Mantém uma postura inadequada também da boca, interferindo de forma negativa na força dos músculos dos lábios, língua e bochechas e, em uma relação em cadeia, prejudicará as funções desempenhadas por eles: sucção, deglutição, mastigação e fala.
Devido às alterações de postura e força dos músculos da boca, há alteração também da direção do crescimento dos ossos da face, estreitando as narinas, crescendo pouco a região das maçãs do rosto, deixando o céu da boca fundo e alterando também a oclusão dentária.
Por respirar mal a criança respiradora oral é comprovadamente mais desatenta, agitada e tem dificuldade de concentração, podendo gerar problemas no aprendizado.

 

Ao identificar algum destes sinais de dificuldade na respiração é importante que buscar avaliação médica otorrinolaringológica ou pediátrica. Eles irão identificar os possíveis causadores de tal mudança e indicarão o melhor tratamento para o caso: medicamentoso, mudança de hábitos familiares (como nos casos de alergias), fonoterapia ou cirúrgico.

Nos casos em que a respiração oral é decorrente de hábito inadequado (como uma “mania” de ficar com a boca aberta) ou permanece após a intervenção cirúrgica, a terapia fonoaudiológica promove a adequação da função da musculatura da face, permitindo a retomada da respiração nasal efetiva.

O diagnóstico correto e o tratamento precoce são fundamentais para o ajuste do modo respiratório. Prevenir ainda é o melhor “remédio”. Quanto antes o diagnóstic o for realizado, menor serão os prejuízos para a criança.

 

Um abraço,

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A família e o tratamento fonoaudiológico https://www.almanaquedospais.com.br/a-familia-e-o-tratamento-fonoaudiologico/ https://www.almanaquedospais.com.br/a-familia-e-o-tratamento-fonoaudiologico/#respond Fri, 01 May 2015 10:00:26 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10447 O sucesso do tratamento fonoaudiológico também depende do papel da família no processo terapêutico.

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Ao receber um novo paciente no consultório, sigo um protocolo de entrevista, avaliação e orientação. Na entrevista conheço a criança e a visão da família sobre o problema que os fizeram buscar tratamento; já a avaliação permite compreender as causas do problema apresentando, traçando assim a melhor estratégia para eliminação do mesmo; na orientação, dedico grande parte do atendimento, pois é nela que começa o processo terapêutico por meio de explicações e propostas para a resolução do problema apresentado.

O início do tratamento fonoaudiológico ocorre a partir da compreensão pela família das causas que levaram às dificuldades apresentadas pela criança (por exemplo, o porquê dos erros na fala). O passo seguinte (e na minha opinião, o importante) é a definição dos papeis de todos no processo terapêutico. Sim! Todos desempenham importante papel para a evolução do tratamento. É um trabalho em equipe pois, definitivamente não há evolução sem a participação da família.

Foto: Reprodução www.blogcdn.com
Foto: Reprodução www.blogcdn.com

As sessões de fonoterapia ocorrem em frequência semanal (geralmente 1 ou 2 vezes na semana), com duração que varia de 30 a 60 minutos. Seja qual for o objetivo do tratamento, 1 a 2 horas de atuação para a modificação de um padrão é muito pouco, se compararmos com as demais que ela permanece acordada, mantendo o padrão incorreto.

Quando os cuidados em auxiliar a criança na superação de suas dificuldades ficam reservados apenas ao fonoaudiólogo, noto que a criança fica pouco estimulada, se sentindo inferior por apresentar um problema que requer cuidados especiais.

Porém, quando a família se envolve no tratamento, participando diariamente dos treinos e mudanças de hábitos orientados, a criança tem uma evolução infinitamente maior.

Por isso no consultório treino sempre a família e a criança, deixando ao final de cada sessão o que cada um poderá fazer na rotina diária para contribuir na evolução do caso. Para as famílias, desenvolvemos juntas uma percepção especial, deixando-as mais atentas aos aspectos abordados no tratamento. À criança, a motivação e o compromisso de se esforçar não apenas no consultório, mas diariamente com a mamãe e o papai, em momentos definidos em conjunto para estes treinos.

Desta forma, é possível treinos diários incorporados na rotina da família, por exemplo:

  • O percurso de casa à escola pode ser ótimo para treinos musculares ou para falar corretamente aquele som que está sendo abordado em terapia.
  • Os momentos das refeições podem ajudar nos casos em que a criança precisa recordar o padrão correto para mastigar e engolir os alimentos.
  • Preparar a lista de compras do supermercado com a ajuda da criança pode ser um bom momento para os casos cujo trabalho fonoaudiológico aborda a linguagem escrita.

 

O resultado deste verdadeiro trabalho em equipe? Uma evolução mais rápida, com conquistas celebradas por todos, e uma criança mais consciente de sua grande capacidade de superação.

 

Boa terapia à todos!

 

Um abraço,

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A voz na adolescência, mudanças na voz de meninos e meninas. https://www.almanaquedospais.com.br/a-voz-na-adolescencia-mudancas-na-voz-de-meninos-e-meninas/ https://www.almanaquedospais.com.br/a-voz-na-adolescencia-mudancas-na-voz-de-meninos-e-meninas/#comments Fri, 03 Apr 2015 10:00:29 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10321 Entenda como acontecem as mudanças na voz de meninos e meninas durante a adolescência com a Dra. Daniela Barbosa.

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Seu filho está na puberdade? Entenda quais são as mudanças na voz de meninos e meninas.

A adolescência consiste no período de transição entre a infância e a idade adulta que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) ocorre no período dos 10 aos 19 anos de idade. É uma etapa de crescimento e desenvolvimento do ser humano, marcada por grandes transformações físicas (a chamada puberdade), emocionais e sociais.

Foto: Reprodução Wikipedia
Foto: Reprodução Wikipedia

De acordo com Reato e colaboradoras (http://www.tele.medicina.ufg.br/files/palestras-material/Manual_do_Adolescente.pdf), a puberdade é constituída pelos seguintes marcos:

  • crescimento físico: aceleração, desaceleração, até a parada do crescimento (2o estirão);
  • maturação sexual: desenvolvimento dos órgãos reprodutores e aparecimento dos caracteres sexuais secundários, como os pelos nos meninos e as mamas nas meninas;
  • mudanças na composição corporal; desenvolvimento dos aparelhos respiratório, cardiovascular e outros.

 

Além das visíveis mudanças no corpo dos meninos e meninas, há também mudanças internas perceptíveis, como a voz, que na infância não apresentava características distintas entre meninos e meninas, e agora passa por mudanças facilmente ouvidas, até chegar ao tom (agudo, médio, grave) que permanecerá por toda a vida, mais grave nos homens e mais agudos nas mulheres.

Vamos entender por que isso acontece!

No pescoço há praticamente dois importantes tubos: a faringe, por onde o alimento segue com destino ao estômago; e a laringe, cuja função principal é de proteção dos pulmões mas que exerce também importante papel na comunicação, uma vez que, protegidas pelas cartilagens da laringe, encontram-se as pregas vocais (popularmente conhecidas como cordas vocais). A partir da passagem do ar pelas pregas vocais há a geração da voz que segue em direção à cabeça e passa por modificações de acordo com a anatomia de cada pessoa, até ser projetada pela abertura da boca e nariz e, propagar-se pelo ar, podendo assim ser ouvida por todos.

A laringe das crianças tem anatomia semelhante nos meninos e meninas. Na puberdade, a laringe dos meninos passa por um rápido crescimento, graças à ação do hormônio testosterona, provocando o ajustes da musculatura laríngea até sua completa adaptação com pregas vocais mais longas e espessas, que passarão a vibrar de forma mais lenta e vagarosa, gerando uma voz mais grave.

Esse período de adaptação, conhecido como muda vocal, é identificado quando o menino apresenta uma variação extrema entre grave e agudo na voz, como um instrumento musical desafinado. Nas meninas, por apresentarem um crescimento laríngeo menos evidente, a mudança vocal é mais discreta. Geralmente, a muda vocal ocorre entre os 13 e 15 anos nos meninos e um pouco mais cedo nas meninas, entre 12 e 14 nos e tem duração média de 6 meses.

As alterações vocais relacionadas à muda vocal comumente podem extrapolar estes limites de duração e característica vocais observadas. Há mudas vocais que ocorrem antes da puberdade e as que se prolongam após o período de maior mudança corporal. Há também casos em que a muda vocal ocorre de forma incompleta, levando a uma mudança vocal insatisfatória, pois apesar de mais grossa, pode ainda não combinar com o tipo físico do menino.

Nestes casos, o tratamento mais indicado é a reabilitação vocal. O fonoaudiólogo poderá auxiliar nos ajustes necessários à voz, por meio de exercícios e massagens que ajustarão o posicionamento da laringe e, consequentemente, do funcionamento da musculatura laríngea, tendo como resultado uma voz agradável e em harmonia com personalidade e tipo físico da pessoa.

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Trocas na fala, se não tratadas, podem ocorrer também na escrita https://www.almanaquedospais.com.br/trocas-na-fala-se-nao-tratadas-podem-ocorrer-tambem-na-escrita/ https://www.almanaquedospais.com.br/trocas-na-fala-se-nao-tratadas-podem-ocorrer-tambem-na-escrita/#comments Fri, 13 Feb 2015 10:00:19 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10084 Trocas na fala, se não tratadas, podem ocorrer também na escrita. Saiba quando procurar um profissional para ajudar seu filho.

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Falar para escrever

Como já abordamos no artigo Etapas do desenvolvimento da fala e da linguagem do bebê até 6 anos, o desenvolvimento da linguagem na criança ocorre de forma gradual e constante e, aos cinco anos de idade, a criança já é capaz de falar adequadamente todos os fonemas (sons) da língua portuguesa. Nesta idade ela ingressa em outra importante fase de seu desenvolvimento: a aquisição da linguagem escrita.

O domínio da escrita ocorre de forma semelhante e dependente da linguagem oral. Neste processo, a criança conhece a relação dos sons da fala com seus símbolos gráficos e passa a reconhecê-los, por exemplo, em seu próprio nome.

Fala e escrita têm grande relação entre si.

Foto: Reprodução www.hivesociety.com
Foto: Reprodução www.hivesociety.com

Se falar errado, pode aprender a escrever errado?

Quando a criança inicia o processo de alfabetização apresentando trocas na fala que não são mais esperadas à sua idade (por exemplo: “pola” (bola), “tato” (dado), “faca” (vaca)), comumente ela transfere estes mesmos erros para a escrita. Isso porque nosso processo de alfabetização na fala um importante apoio. É só lembrarmos como até hoje, quando temos dúvidas na forma correta da grafia de uma palavra, a pronunciamos em voz alta, na tentativa de transcrever o que ouvimos.

E quando a criança fala corretamente e mesmo assim apresenta muitas trocas na escrita?

Novamente fazendo uma comparação com a fala. Assim como nenhuma criança nasce sabendo falar, o mesmo é para escrever. Erros na escrita são esperados nos primeiros anos da alfabetização, porém, a partir dos 9 anos de idade a criança deve apresentar um processo de escrita mais organizado e com pouquíssimas trocas.

Casos em que estes erros persistem ao longo dos anos e de forma intensa devem ser investigados por fonoaudiólogo. A avaliação fonoaudiológica terá como objetivo:

  • Diagnosticar o problema: dificuldades persistentes na escrita e no aprendizado podem ser sinal dislexia ou distúrbio de aprendizagem, por exemplo.
  • Identificar as possíveis causas: problemas auditivos ou visuais também podem prejudicar a alfabetização da criança. Trocas na escrita relacionadas ao som das letras (f/v, p/b) podem ser decorrentes de problemas auditivos. Já as trocas de letras como m/n, p/q, b/d indicam a necessidade de investigar possíveis problemas visuais.
  • Tratar: fonoaudiólogos e psicopedagogos são alguns dos profissionais que podem auxiliar na superação das dificuldades na escrita.

 

Neste início de ano letivo, a dica é: não espere o problema resolver sozinho! Se no primeiro trimestre de aulas você observar alguma dificuldade persistente, converse com o professor e busque também orientações com especialistas.

Abraços,

 

Dislexia e Distúrbios de Aprendizagem

O disléxico tem dificuldades:

1) para ler, escrever e soletrar;

2) de entender o texto escrito;

3) para identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas e a presença dos mesmos sons em diferentes palavras;

4) de ortografia, como troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílabas.

As causas para o atraso da aquisição da linguagem são diversas. O importante é o tratamento precoce para assim, evitar alterações na aquisição da linguagem escrita.

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Quando o barulho dos brinquedos pode ser prejudicial à saúde auditiva das crianças? https://www.almanaquedospais.com.br/quando-o-barulho-dos-brinquedos-pode-ser-prejudicial-saude-auditiva-das-criancas/ https://www.almanaquedospais.com.br/quando-o-barulho-dos-brinquedos-pode-ser-prejudicial-saude-auditiva-das-criancas/#respond Fri, 30 Jan 2015 10:00:36 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=9922 Saiba quando o barulho dos brinquedos pode prejudicar a saúde auditiva das crianças, níveis máximos por tempo de exposição e dicas.

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Após as festas de final de ano, quem tem criança em casa deve ter renovado o estoque de brinquedos com os presentes recebidos. É muito comum que estes brinquedos tenham música, ou ruídos específicos que são apresentados nas informações técnicas como estimuladores auditivos.

Podemos observar que a maioria das crianças tem pelo menos um brinquedo sonoro e devemos estar atentos ao volume sonoro destes brinquedos, pois independente de ser música ou barulhinhos agradáveis, se o nível de pressão sonora (volume) estiver fora do limite máximo permitido, a brincadeira pode levar a graves e irreversíveis problemas auditivos.

Abordamos no artigo Como evitar a otite média durante a amamentação de seu filho como é a anatomia do ouvido. Com estes conceitos, é fácil entendermos por que um barulho muito alto pode prejudicar a audição. De modo geral, quando o ouvido é exposto à limiares acima de 85 decibel por um período longo está sujeito à ter como consequência, alterações das células que compõem o ouvido interno.

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Avaliação do Inmetro

Todos os brinquedos comercializados no Brasil devem ter o selo do Inmetro, certificando que o produto passou nos testes (dentre eles a verificação do nível de ruído). Para tal, segue-se os limites estabelecidos pela legislação (baseada na norma brasileira NBR 11786/92), que determina que o ruído gerado por qualquer brinquedo não deve ser maior que 85 decibel. Entretanto, ainda é muito comum encontrarmos em mercados populares diversos brinquedos sem o selo do Inmetro, um risco anunciado à saúde da criança.

selo INMETRO

Níveis máximos

Quanto maior a intensidade do barulho, menor deve ser o tempo de exposição ao mesmo. Por exemplo, o som gerado por um tambor ou trenzinho de brinquedo é de aproximadamente 90 a 100dB, um carrinho de polícia que não passou tem o selo do Inmetro pode gerar até 120 decibel de ruído (uma motosserra gera 100 dB e uma britadeira 110 dB). Desta forma, o tempo de exposição seguro ao adulto não passaria de 2 horas.

Estes valores de referência são os mesmos utilizados para a proteção do trabalhador em indústrias. Para as crianças não há parâmetros para medir o tempo de exposição a que elas estão suscetíveis, pois a sua vida auditiva ainda está em processo de maturação e é diferente do adulto.

Na figura abaixo, ilustramos os sons familiares aos nossos ouvidos. A mancha cinza escura sob diferentes letras e símbolos indica a faixa dos sons da fala, que abrange aproximadamente de 0 a 50 dB. Um piano tocando tem um volume aproximado de 80dB e um caminhão produz um ruído com som grave de cerca e 110dB. As indicações nas laterais são os níveis da audição, constatados a partir de exames audiológicos.

 

Reprodução http://3.bp.blogspot.com
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Dicas:

Mas então, como podemos ficar tranquilos com as crianças usando estes brinquedos?

Seguem algumas dicas que podemos usá-las, garantindo a saúde auditiva e a alegria da criançada:

  • Jamais dê à criança brinquedos sonoros que não tenham o selo do Inmetro.
  • Evite que o brinquedo fique muito próximo do ouvido. Quanto mais próximo, maior será a intensidade do som enviado ao ouvido.
  • Caso o brinquedo tenha controle de volume, prefira que os níveis de som não ultrapassem a intensidade moderada.
  • Mesmo que ainda não tenham os valores indicativos do tempo máximo de exposição da criança a sons em intensidade forte, tente não ultrapassar 30 minutos de uso contínuo do mesmo.
  • Como tudo na criança, os cuidados auditivos são hábitos herdados dos pais e cuidadores, então, seja consciente e dê exemplo. Evite música excessivamente alta em fone de ouvido, no carro ou ambiente aberto. Como sinal de alerta quanto ao excesso da intensidade do volume, podemos ter a seguinte observação: se a outra pessoa tiver que falar mais alto para que você a compreenda, abaixe o volume porque certamente já está colocando sua audição em risco.
  • Aos adolescentes amantes da música no fone de ouvido, os mesmos cuidados são válidos para preservar sua saúde auditiva e assim, evitar que tão cedo sejam cuidados maiores, como o uso de aparelho auditivo, por exemplo.

 

Qualquer sinal que gere dúvida quanto à audição da criança, procure um médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo para a realização de avaliações específicas.

Um abraço,

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Como evitar a otite média durante a amamentação de seu filho https://www.almanaquedospais.com.br/como-evitar-otite-media-durante-amamentacao-de-seu-filho/ https://www.almanaquedospais.com.br/como-evitar-otite-media-durante-amamentacao-de-seu-filho/#respond Fri, 28 Nov 2014 10:00:31 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=9496 Aprenda como evitar a otite média durante a amamentação de seu filho com o posicionamento correto para a mamada (seio ou mamadeira)

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A otite média é a uma inflamação da mucosa que reveste a região mediana do ouvido. Como a maioria das mães já deve saber, a otite causa muita dor ao bebê e muitas noites sem dormir, então descreveremos algumas dicas para prevenir a otite durante o período de amamentação de seu bebê.

Para que possamos compreender sobre a otite, vamos antes conhecer como é o ouvido.

ouvido

O ouvido é didaticamente separado em três partes: externo, médio e interno:

Ouvido externo: capta o som, conduzindo-o à membrana timpânica.

Ouvido médio: amplifica o som a partir da vibração da membrana timpânica e movimentação dos ossículos chamados bigorna, martelo e estribo, e o conduz em direção ao ouvido interno.

O ouvido médio tem uma comunicação com nariz e garganta a partir da tuba auditiva (canal que equilibra a pressão do ouvido médio).

Ouvido interno: é uma estrutura complexa formada pela cóclea e o labirinto, responsável pela tradução da onda sonora em impulso nervoso a ser transmitido ao cérebro.

 O ouvido da criança

Na criança, devido ao formato de sua cabeça, a tuba auditiva é mais curta e horizontalizada em relação à porção nasal da garganta e à orelha média. Esta posição facilita um maior acúmulo de secreção na orelha média, tornando-a um ambiente propício para infecções. Com o crescimento, a tuba auditiva torna-se mais longa e vertical, protegendo melhor a orelha media e, aos 7 anos de idade, a criança apresenta a tuba auditiva posicionada como a do adulto.

tuba_auditiva
Imagem: Reprodução http://fissuraeaudicao.files.wordpress.com

Amamentação e a otite média

Os estudos e a rotina clínica apontam os inúmeros benefícios do leite materno para a criança, principalmente quando é possível o aleitamento materno direto ao seio da mãe.

Se a anatomia da criança já é de maior risco às otites médias, devido ao tamanho e posicionamento da tuba auditiva, ao ser amamentada deitada, é como se abríssemos caminho para o leite seguir para o ouvido médio. Estudos apontam para a grande incidência de otite média (ou seja, infecção da porção mediana do ouvido) associada ao posicionamento do bebê durante as mamadas.

Qual a posição para amamentar que não gera riscos à audição?

Para melhor posicionar o bebê, trace uma linha imaginária da cabeça à barriga dele. Esta linha deverá indicar a elevação da cabeça à pelo menos 45 graus em relação ao chão. Assim, ele permanecerá seguro, recebendo todo o carinho e proteção e, ainda, prevenindo dores e problemas auditivos. A recomendação não é apenas para os bebês, e sim para as crianças que ainda estão na mamadeira.amamentar

Se seu bebê está bastante inquieto, chorando, e você não descobriu o motivo, pressione os dedos atrás de seus ouvidos e observe se o choro aumenta ou muda. Estes são sinais que podem indicar presença de otite. Nestes casos, procure um medico otorrinolaringologista.

 

Um abraço,

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Fissura labiopalatina – As primeiras cirurgias e as primeiras palavras https://www.almanaquedospais.com.br/fissura-labiopalatina-primeiras-cirurgias-e-primeiras-palavras/ https://www.almanaquedospais.com.br/fissura-labiopalatina-primeiras-cirurgias-e-primeiras-palavras/#comments Fri, 14 Nov 2014 10:00:38 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=9101 Para mamar não é necessária a correção imediata da fissura labiopalatina. Saiba quando acontecem as primeiras cirurgias e quando surgem as primeiras palavras.

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Fissura labiopalatina – o conhecimento é o melhor tratamento

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As primeiras cirurgias e as primeiras palavras

Ao nascimento do filho com fissura labiopalatina, é preciso ter muita calma, principalmente ao buscar as informações necessárias para a escolha do tratamento de seu bebê, pois este será longo e deverá seguir etapas importantes que respeitem o crescimento facial da criança.

Tratamento cirúrgico: as primeiras cirurgias

Diferente do que muitos podem pensar, não é necessária a correção imediata da fissura para que o bebê consiga mamar. Como visto no post anterior, é possível amamentar o bebê com fissura diretamente no peito ou, quando preciso, com o uso de mamadeiras comercializadas em qualquer loja de produtos infantis.

O tratamento das fissuras labiopalatinas é estudado há anos. No Brasil e no mundo, centros especializados verificaram que ao corrigir a fissura labial entre o terceiro e o sexto mês de vida (a idade pode variar de acordo com o centro, tipo de fissura e condições clínicas do bebê), tem-se melhores resultados em relação ao crescimento facial e oclusão dentária.

Tratamento cirúrgico e as primeiras palavras

Quanto à fala, outro motivo de preocupação, devido aos riscos da voz ficar hipernasal, (quando o foco maior da voz é o nariz e não a boca), a atenção deve ser dada à cirurgia do palato. A técnica cirúrgica empregada para o reposicionamento da musculatura e fechamento do palato será de grande importância para a adequada movimentação das estruturas essenciais para este equilíbrio da voz. Vale lembrar que para todo procedimento cirúrgico que seu bebê for submetido é muito importante que sejam seguidas todas (exatamente todas!) as orientações médicas pré e pós-operatórias! A família, seguindo estes cuidados também é responsável pelo sucesso da cirurgia!

A criança com fissura labiopalatina, sem outros comprometimentos associados, tem a capacidade de desenvolver a linguagem e a fala como qualquer outra criança. A partir dos 12 meses de idade é esperado um salto em relação à compreensão da linguagem, bem como as primeiras palavras com significado, como mamãe, mamá, nenê, etc. Após os 18 meses nota-se um importante aumento do vocabulário. Não por acaso, os centros especializados em fissura realizam a cirurgia do palato entre 12 e 18 meses de idade, aguardando o crescimento craniofacial e proporcionando condições ideais para que o aprendizado das palavras ocorra da forma adequada, sem erros relacionados à fissura palatina.

Quando é preciso fazer o tratamento fonoaudiológico?

É fundamental que a criança com fissura labiopalatina seja acompanhada por um fonoaudiólogo, para avaliações periódicas da aquisição e desenvolvimento da linguagem e da fala.

Os casos em que mesmo após a cirurgia a criança permanece com a voz hipernasal ou falando “fanho” (articulando os sons das letras de forma diferente), tem indicação de tratamento fonoaudiológico. O objetivo é ensinar a criança a usar adequadamente a musculatura do palato e da garganta, bem como corrigir a forma como articula os sons das letras. Novamente nesta etapa do tratamento, a parceria com a família é fundamental ao sucesso terapêutico!

Onde buscar tratamento para fissura labiopalatina?

No Brasil há diversos Centros de tratamento de fissuras labiopalatinas, todos com atendimento gratuito. Além de instituições vinculadas à universidades, como o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (www.centrinho.usp.br), há dezenas de outros, como os parceiros da organização internacional Smile Train (www.smiletrainbrasil.com/onde-encontrar-ajuda.html). Aos moradores de municípios de difícil acesso, há a ação de missões humanitárias de ONGs, como a Operação Sorriso do Brasil (www.operacaosorriso.org.br).

Com estas informações, é hora de pesquisar o melhor tratamento para seu bebê.

Dúvidas surgirão? Com certeza! Mas a orientação especializada trará a calma e o conhecimento necessários para seguir em frente!

 

Até o próximo artigo!

Um abraço,

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