Dra. Raquel Luzardo – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br Do sonho de ser mãe aos 6 anos do seu filho Tue, 05 Feb 2019 17:57:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.1 https://www.almanaquedospais.com.br/wp-content/uploads/2016/09/cropped-logo-Almanaque-dos-pais-512x512-150x150.png Dra. Raquel Luzardo – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br 32 32 A Fonoaudiologia e a inclusão escolar https://www.almanaquedospais.com.br/a-fonoaudiologia-e-a-inclusao-escolar/ https://www.almanaquedospais.com.br/a-fonoaudiologia-e-a-inclusao-escolar/#respond Mon, 06 Aug 2018 11:00:43 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14556 Um lugar na escola faz diferença: Fonoaudiologia e a inclusão escolar Orientação e planejamento educacional pode ser discutido e integrado em conjunto com a atuação fonoaudiológica Muitas vezes ouvimos de professores: “ele não fala, como vai poder escrever e acompanhar a turma?”, “como posso trabalhar com ele sem deixar os outros de lado?”. Essas falas …

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Um lugar na escola faz diferença: Fonoaudiologia e a inclusão escolar

Orientação e planejamento educacional pode ser discutido e integrado em conjunto com a atuação fonoaudiológica

inclusão escolar
Foto: Anissa Thompson

Muitas vezes ouvimos de professores: “ele não fala, como vai poder escrever e acompanhar a turma?”, “como posso trabalhar com ele sem deixar os outros de lado?”. Essas falas mostram o quanto esses estudantes permanecem à margem do processo escolar, tanto por suas dificuldades específicas, quanto pela do professor em atendê-las. É nesse momento que nós fonoaudiólogos entramos em cena. Nós acolhemos essas crianças, orientamos os educadores e abrimos possibilidades de significação para as “coisas sem sentido” que trazem esses alunos.

Atualmente tem se falado muito em inclusão social. Tema da redação do Enem 2017Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil – surpreendeu os candidatos, apesar de a mídia já vir veiculando a questão da correção histórica que sofre o surdo no Brasil. O mesmo assunto foi tema do filme A Forma da Água, vencedor do Oscar 2018. O curta mostra a mudança na vida de uma garota deficiente auditiva quando ela aprende a linguagem de sinais. “Nosso filme é sobre uma criança surda que nasceu em um mundo de silêncio. Não é exagerado ou sensacionalista. Isso, de fato, acontece. Milhões de crianças em todo o mundo vivem assim e enfrentam barreiras na comunicação e, principalmente, na educação”, disse a roteirista Rachel Shenton durante discurso da premiação. “Sou diferente, mas gostaria de mostrar a todo mundo que posso fazer várias coisas. E foi exatamente isso que a francesa Mélanie Ségard, de 21 anos, mostrou, em março do ano passado, ao apresentar a previsão do tempo do canal France 2. A realização do sonho da jovem com Síndrome de Down só foi possível após uma campanha criada por uma ONG, no Facebook, para conscientizar e promover a inclusão de pessoas com deficiência. Focada e competente, Mélanie cumpriu todas as tarefas com muita eficiência e sem grandes dificuldades: “É trabalhoso! Mas não tive problemas. Meu sonho era apresentar a previsão do tempo. E isso pode abrir portas para as pessoas com deficiências”, disse.

É comum encontrar nas escolas dificuldades de inclusão devido ao desconhecimento dos processos cognitivos e linguísticos que envolvem estas patologias e condições. É muito difícil para as pessoas envolvidas com esses alunos, pais e educadores, lidar com os diferentes impasses que esses estudantes com necessidade educativa especial passam. Por isso é importante o suporte, a orientação e planejamento educacional discutido e integrado em conjunto com a atuação fonoaudiológica.

O fonoaudiólogo não é aquele que apenas identifica sintomas clínicos dentro da escola (via triagens) e encaminha esses alunos para o atendimento clínico, o objetivo vai além disso. Propomos ser parceiros da escola, acolhendo as angústias dos educadores, dos pais e das crianças. O fonoaudiólogo atua na possibilidade de circular sentidos, significantes que, às vezes, se mostram fixos na fala dos pais e educadores, como por exemplo “ele não vai aprender nada porque tem Síndrome de Down”. Será que a criança precisa ficar nesta posição ou ela pode ganhar outro lugar?

Às vezes, elas estacionam no seu processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem oral e/ou escrita. Esses alunos escapam à possibilidade de terem significados no discurso da equipe justamente por apresentarem comportamentos estranhos ao ideal do educador que não consegue mais dar sentido para as produções da criança. Mas quando estão na escola, elas se beneficiam do encontro com a cultura, com a troca e com a circulação social que o ambiente escolar prevê e, na maioria das vezes, elas participam com as outras crianças e suas necessidades são tão especiais quanto às de qualquer outra.

Assim, como aconteceu com a Mélanie, e com tantas outras crianças que tem Síndrome de Down, deficiência auditiva, visual, dentre outras, que conseguem mostrar suas habilidades, o que elas precisam é de inclusão. Nesse sentido, a Fonoaudiologia Educacional tem crescido e, cada vez mais, o papel do fonoaudiólogo nas escolas tem se destacado, especialmente no âmbito educacional, proporcionando conhecimentos aos profissionais envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, vislumbrando-se uma educação de qualidade para todos. Todas aprendem, elas precisam é de oportunidades.

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Desenvolvimento infantil – Linguagem e fala https://www.almanaquedospais.com.br/desenvolvimento-infantil-linguagem-e-fala/ https://www.almanaquedospais.com.br/desenvolvimento-infantil-linguagem-e-fala/#respond Mon, 23 Jul 2018 11:00:28 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14554 Como os pais e a escola podem ajudar no processo do desenvolvimento infantil: Linguagem e Fala A chegada de um bebê na família é sempre motivo de alegria. Um sorriso, o balbucio, as primeiras palavras com significado, todo o seu desenvolvimento é comemorado. Cada uma destas conquistas é um indicador de como está ocorrendo o …

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Como os pais e a escola podem ajudar no processo do desenvolvimento infantil: Linguagem e Fala

A chegada de um bebê na família é sempre motivo de alegria. Um sorriso, o balbucio, as primeiras palavras com significado, todo o seu desenvolvimento é comemorado. Cada uma destas conquistas é um indicador de como está ocorrendo o desenvolvimento da fala e da linguagem dos filhos. Mas quando algo sai do padrão esperado, é necessário procurar ajuda de um profissional.

 

Mas qual a diferença entre linguagem e fala?

A maioria dos pais chega no consultório com essa dúvida. É normal porque poucas pessoas sabem diferenciar a linguagem da fala.  A linguagem é o primeiro passo para a fala, é tudo o que envolve conceito das coisas, que transmite alguma informação ao interlocutor: nomes, funções, cores, formas. Ela é a base da comunicação, que pode ser verbal ou não verbal. A fala nada mais é do que movimentos articulatórios combinados, que produzem sons com significado na língua materna. Deu pra entender? Ou só um pouquinho? É um pouco confuso mesmo.

Mas linguagem e fala não são sinônimos, tanto que muito antes do bebê emitir suas primeiras palavras (fala), ele já é capaz de utilizar-se de codificação (linguagem) para se relacionar com o meio e seus familiares. O desenvolvimento da linguagem e da fala não precisam ser considerados separadamente, porque um tem muita relação com o outro.

Desenvolvimento da Linguagem

Ainda que as pessoas apresentem diferenças, é possível prever o que ocorre em cada etapa de aquisição da linguagem por faixa etária e os fatores que podem influenciar o desenvolvimento da linguagem infantil.

 0 – 12 meses

Características o choro é o principal meio de comunicação, com o passar dos meses, surgem os sons guturais. Com seis meses, o bebê já se acostuma com a voz familiar e começa a procurar a fonte dos sons. Com maior controle motor, os sons vão sendo reproduzidos ou para ouvir a própria voz ou para obter reações daqueles que estão a sua volta, iniciam consonantizações: “p”, “b, “m”, “g” e “k” e silabações: “gugugaga”, “dadada”, reações emocionais ou de interesse como choro, risos, e gritinhos, conforme o que ouve ou vê a sua volta, observa os objetos e acontecimentos do ambiente, passa a falar as primeiras palavras e a usar mudanças de entonação vocal.

O que fazer?

Converse durante o banho, a alimentação e as trocas, fale o que está fazendo e nomeie as partes do corpo para o seu bebê. Brinquedos que emitem sons ou que brilhem são de grande interesse da criança. Busque estar sempre no campo de visão do bebê, use e abuse de entonações vocais e emissão de sons de objetos e animais, aproveite para trabalhar vocabulários.

O que evitar?

Evite se antecipar: é comum ao menor gesto do bebê o adulto já atender ao pedido rapidamente “adivinhando”. O bebê precisa começar a se esforçar para se fazer entender.

Atenção:

Se o bebê não reage a sons, não sorri, não estabelece contato visual.

1 – 2 anos

Características começa a compreender palavras com sentido abstrato (emoções, “obrigado”, “por favor”, “espera”), reage as situações chegando até a simular sentimentos para conseguir o que quer. Compreende o que as pessoas esperam dela pelo tom de voz e expressão corporal e facial. No início, pode usar de 20 a 30 palavras e as repete, dando início à formação de frases simples, compreende mais de 50 palavras e identifica objetos comuns e partes do corpo, usa onomatopeias e imita sons de objetos, faz variação na entonação vocal, na postura corporal e expressão facial de acordo com o contexto. Próximo do 2º ano, apresenta um vocabulário de cerca de 100 palavras, formando frases com 2 ou 3 delas. A fala, na maior parte das vezes, é ininteligível, difícil de entender, passa a usar a oralidade não somente para pedir ou nomear, mas também para compartilhar interesses. Tenta cantar quando ouve uma música que gosta. Demonstra conhecer alguns conceitos de tamanho, distância, cores e formas. Compreende ordens com dois comandos, por exemplo: Coloque o copo na mesa;” “Pegue o brinquedo na estante”.

O que fazer?

Rodas de leitura descrevendo as imagens do livro: expresse emoções com os personagens, faça suposições sobre o que pode acontecer a seguir, compartilhe interesses por características do local em que os personagens estão e das roupas que usam. Com a música cante junto, faça coreografias que remetam a palavras que estão sendo cantadas. Use a contagem para regular a espera (um, dois, três e já). Dê repertório de palavras para a criança, nomeando objetos, ações e situações a sua volta. Use uma fala que seja clara e simples para a criança utilizar como modelo.

O que evitar?

Se antecipar quando a criança quer comunicar algo. Uso de chupeta e mamadeira podem trazer problemas, como alterações na arcada dentária ou projeção da língua ao falar.

Atenção:

Se a criança não reage a estímulos, não usa palavras isoladas, não está ampliando o vocabulário.

2– 3 anos

Características usa cerca de 500 palavras. Estrutura frases simples. Pode apresentar uma gagueira natural – disfluência fisiológica. Aos poucos suas frases vão ficando maiores, agregando o uso de artigos, verbos, preposições, plurais e verbos auxiliares, inicialmente de forma assistemática e posteriormente sistemática. Apresenta um bom conhecimento de verbos, respondendo adequadamente quando é solicitado a realizar diversas ações (comer, andar, correr, pegar) em diferentes contextos. Tenta reproduzir em objetos ritmos de sons e músicas. Conhece diversas cores.

O que fazer?

Repita o que ela diz indicando que você entendeu. Mantenha uma conversa por mais tempo do que o habitual, para que a criança tenha cada vez mais contato com discursos longos e complexos. Durante as leituras, faça perguntas para criança sobre o que aconteceu anteriormente e suposições sobre o que poderá ocorrer nas próximas páginas; use entonação vocal diferente para cada personagem.

O que evitar?

Em momentos de gagueira, evite: completar frases, apressar a criança, mostrando impaciência. Peça para que se acalme e respire antes de falar.

Atenção Se a criança: não compreende instruções simples. Tem vocabulário reduzido. Apresenta alguma regressão.

3 – 4 anos

Características usa cerca de 800 palavras. Demonstra conhecer conceitos: duro, mole, macio. Começa a ter diálogos e pensamentos que envolvam raciocínios de tempo e a fazer argumentações. Entende e tenta replicar ironias e piadas. Inicia discurso em todos os contextos: para solicitar, mostrar e contar algo ou apenas para interação social.

O que fazer?

A criança já inventa histórias, compreende regras e jogos simples. Aproveite para estimular essa interação e invista nas brincadeiras de faz de conta. Continue estimulando a conversação, servindo de modelo.

O que evitar?

Evite sempre que possível fazer outras atividades enquanto fala com a criança, encorajando que ela faça contato visual ao conversar. A presença de fala infantilizada, gagueira funcional e dificuldades em estruturar discursos ainda podem estar sendo trabalhadas pela criança e não devem ser reprimidas, é preciso ter paciência!

Atenção Se a criança: utiliza discursos que ninguém compreende. Usa mais gestos do que palavras. Não adquiriu ainda todos os fonemas ou realiza trocas de sons na fala.

Acima de 4 anos

Características com vocabulário ampliado, a criança tem fala adequada e correta, sendo capaz de pronunciar melhor as palavras e relacioná-las bem. Nesta fase, gosta de inventar histórias, é capaz de descrever melhor acontecimentos passados e usa a linguagem para o raciocínio. Compreende mais de 2,5 mil palavras, conhece opostos e já mantém mais a atenção.

O que fazer?

Converse sobre conceitos abstratos (duro, mole). Incentive a fazer perguntas e fornecer respostas. Incentive leitura e escrita, O uso de conceitos como sinonímia (palavras que apresentam significados iguais ou semelhantes, por exemplo: bondoso-caridoso) e antonímia (palavras que apresentam significados diferente, contrários, por exemplo: bondoso– maldoso).

O que evitar?

Não apresse a fala da criança. Não imite o falar errado. Não repreenda quando a criança falar, ler ou escrever errado.

Atenção Se a criança: não consegue descrever acontecimentos troca sons na fala, não articula corretamente ou não faz perguntas não reconhece letras, usa frases sem coerência ou lógica, tem algum tipo de gagueira.

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Dicas de leitura para ler com seus filhos nas férias https://www.almanaquedospais.com.br/dicas-de-leitura-para-ler-com-seus-filhos-nas-ferias/ https://www.almanaquedospais.com.br/dicas-de-leitura-para-ler-com-seus-filhos-nas-ferias/#respond Mon, 25 Jun 2018 11:00:37 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14551 Férias escolares – Dicas de leitura para ler com seus filhos nas férias Explorar o universo imaginário e os diversos formatos dos livros ajuda na produção dos primeiros sons e palavras da criança O primeiro “era uma vez” de uma criança é uma  viagem sem volta no mundo fantástico das palavras e das histórias. A leitura, além de …

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Férias escolares – Dicas de leitura para ler com seus filhos nas férias

Explorar o universo imaginário e os diversos formatos dos livros ajuda na produção dos primeiros sons e palavras da criança

Dicas de leitura para ler com seus filhos nas férias

O primeiro “era uma vez” de uma criança é uma  viagem sem volta no mundo fantástico das palavras e das histórias. A leitura, além de ser essencial para a formação das crianças, também ajuda no processo de aprendizado da fala e linguagem. As histórias, além do estímulo que representam à imaginação, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem. Contos de fadas, gibis, livros interativos, livros-brinquedos, livros de tecido ou até de banho, o importante é oferecer desde cedo aos pequenos o contato com esse mundo mágico da literatura. Explorar o universo imaginário e os diversos formatos dos livros ajuda a despertar a curiosidade e favorece a produção dos primeiros sons e palavras da criança.

Bebês entre 15 e 18 meses tendem a aprender uma palavra nova a cada leitura partilhada e a relacioná-la ao objeto que representa, por isso é muito importante aproveitar o potencial de memorização que eles têm nessa fase. Os pais têm um papel fundamental na promoção deste desenvolvimento, ao poder proporcionar as mais diversas experiências de comunicação a seus filhos. Entre essas experiências, a leitura é uma opção riquíssima para ajudar a estimular a linguagem. Os bebês adoram os livros com sons, por exemplo, que além de incentivar a imitação, aguça a curiosidade e a produção dos sons onomatopeicos e a nomeação das palavras.

Aqui vão algumas dicas que podem ajudar a colocar em prática alguns procedimentos que estimulam o desenvolvimento da comunicação oral e o conhecimento linguístico de uma forma geral.  Recorri a diversas pesquisas, à experiência clínica e minha de mãe.

De 6 meses a 1 ano

Nessa fase, a leitura começa a ser interativa e os pais devem conversar com a criança sobre as figuras, as formas, as palavras e os sentimentos, relacionando-os com a vida cotidiana. Os bebês, quando conseguem se sentar, já podem segurar os livros e também colocá-los na boca. Nessa fase, os pais podem:

  • Nomear as figuras que o filho aponta no livro ou aquelas em que ele fica interessado;
  • Ajudar o bebê a virar as páginas do livro;
  • Transmitir o clima da história por meio da entonação da voz, de gestos e de expressões faciais;
  • Conversar com a criança e fazer perguntas sobre as coisas que ela está ouvindo ou fazendo. Por exemplo: “Olha o cachorro! O cachorro faz au-au”;
  • Seguir as indicações do bebê para ler mais, repetir ou parar.

De 1 ano a 2 anos

Nessa fase, a criança consegue escolher um livro e entregá-lo aos pais para lerem. Também aponta as figuras e copia as expressões e os gestos do adulto que está lendo para ela. Assim, os pais podem:

  • ·       Usar diferentes vozes para representar os diversos personagens das histórias;
  • ·       Fazer perguntas para que a criança responda apontando. Por exemplo: “Onde está o gato?”, “Quem faz miau?”;
  • ·       Incentivar que ela faça o som de determinado animal. Por exemplo: “Como a vaca faz? Mu!”;
  • ·       Sorrir e responder quando a criança fala ou aponta;
    Deixá-la virar as páginas do livro;
    Ler a mesma história várias vezes se ela quiser;
  • ·       Acrescentar mais palavras quando a criança apontar uma imagem. Por exemplo: “Menina. Essa menina é bonita”;
  • ·       Fazer outras perguntas sobre as figuras que ela apontar. Por exemplo: Cadê o cabelo da menina?”, “E o cabelo da mamãe?”, “E o seu cabelo?”;
  • ·       Nomear e demonstrar ações e emoções nas histórias. Por exemplo: “A menina está rindo”. E então rir;
  • ·       Levar sempre um livro quando sair com a criança e ler para acalmá-la ou distraí-la.

De 2 a 4 anos

Essa é a fase em que as crianças mais gostam de exercer a previsibilidade e, por isso, gostam que os pais leiam as mesmas histórias várias vezes. Também repetem palavras e frases e participam mais da leitura. Os pais podem:

  • Fazer perguntas sobre as imagens do livro para que a criança responda. Por exemplo: “O que é isto?”;
  • Ler livros que apresentem ações que já entendem como inusitadas. Como: “Os três lobinhos e o porco mau”, ou “O cachorro que faz miau”;
  • Valorizar todas as perguntas e comentários que a criança faz, pois são boas oportunidades para começar uma conversa;
  • Dar espaço para que ela faça comentários sobre alguma figura ou palavra;
  • Incentivar a contar sua história favorita, da sua própria maneira;
  • Levá-la a bibliotecas ou livrarias para escolher livros ou ouvir histórias;
  • Mostrar como as coisas que acontecem com os personagens são parecidas com algo que ela mesma já fez ou viu;
  • Falar sobre os sentimentos dos personagens e perguntar se ela já sentiu a mesma coisa;
  • Deixar que conte o que acontece em seguida ao ler histórias já conhecidas.

Algumas dicas na hora de escolher os livros

Para os bebês

Livros com barulhos ou mesmo de plásticos, como os de banho, despertam muito o interesse dos bebês. Outra opção são os livros de pano, que deixam o pequeno à vontade para manuseá-los. O importante é prestar atenção se ele pode ser levado à boca e se não apresenta pontas ou peças que possam se soltar.

De 1 a 2 anos

Livros com texturas são os mais recomendados para essa idade, pois o toque é fundamental nesse período. As ilustrações também podem ser observadas porque chamam bastante a atenção da criançada dessa faixa etária.

De 2 a 4 anos

Escolha livros repletos de figuras e ilustrações com enredos mais curtos e letras grandes. Livros cartonados com páginas grossas também são opções recomendadas porque facilitam o manuseio. Assim como os pop-ups e os com abas, que interagem com as crianças dessa idade. A princípio, seu filho poderá pedir que você conte a história. Mas, aos poucos vai descobrir como pode ser divertido “ler” do jeitinho dele.

De 5 a 7 anos

É comum a criança ter mais interesse por livros que apresentam figuras conhecidas como sol, árvores e flores com olhos e boca.

De 7 a 10 anos

Nessa fase, a criança passa a se sentir atraída por super-heróis, vilões, príncipes, princesas e, claro, bruxas. Portanto, aposte nesses temas sem medo. Como elas estão começando a ser alfabetizadas, prefira livros com letras grandes e de forma, facilitando o entendimento.

Alguns títulos que podem ajudar na fase de estimulação da fala ou em outras situações, como tirar a chupeta, o medo de algo e também outros títulos com aventuras gostosas de ler para os pequenos.

Confira:

1 – Sons da natureza –  Ciranda Cultural

O livro é de pano e tem um botão que quando aperta faz o som do passarinho, da chuva, do vento.

 

2 – Que som é esse? Fazenda – Yoyo Books

Livro cartonado com alguns animais da fazenda e com os sons que os bichos emitem.

 

Títulos para estimular a imaginação e ampliar o vocabulário

1 – Quando mamãe virou um monstro – Joanna Harrison (Brinque-book)

2 – O pinguim chamado Pinguim que tinha pé frio – Jorge Chaskelmann  (Amarilys)

3 – O Ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado – Don e Audrey Wood (Brinque-book)

4 – O que tem dentro da sua fralda – Guido Van Genechten (Brinque-book)

As crianças interagem, se divertem e identificam-se com os personagens da história contribuindo para a interação e a estimulação da linguagem. Aproveite para fazer o som dos animais que são os personagens da história e nomeá-los.

5 – O Balde das chupetas – Bia Hetzel (Brinque-book)

Este livro possibilita a identificação da criança com o personagem da história contribuindo para a interação e a estimulação da linguagem e ainda incentiva largar a chupeta.

6 – Seu soninho, cadê você? – Virginie Guerin

Neste livro, as crianças matam a curiosidade e interagem com a história enquanto procuram pelo Seu Soninho com Jacó, abrindo janelas nas páginas, puxando setas e encontrando dobraduras que saltam para fora da folha.

7 – Vai embora grande monstro verde – Ed Emberley ( Brinque-book)

É um livro cheio de recortes que faz com que as crianças espantem seus monstros noturnos da imaginação.

8 – Maria vai com as outras – Sylvia Orthof (Ática)

A ovelha Maria ia sempre com as outras. Mas um dia ela resolveu trilhar seus próprios caminhos.

9 – Chapeuzinho Amarelo – Chico Buarque (José Olympio)

Chapeuzinho é uma bela menina que sofre de um mal terrível – sente medo do medo. Enfrentando o desconhecido, o lobo, ela supera medos, inseguranças e descobre a alegria de viver. Aqui o autor, com sensibilidade, constrói um texto em que a linguagem é um grande jogo. Favorece o aumento do vocabulário e permite o desenvolvimento da consciência fonológica.

 

Texto com rima que desenvolve a consciência fonológica

1 – Assim Assado – Eva Funari (Moderna)

As repetições no texto dão o tom da história e permite a brincadeira com as palavras estimulando o desenvolvimento da linguagem.

2 – A casa sonolenta – Audrey Wood (Ática)

Proporcionar novas experiências auditivas para a criança com sons e vozes é fundamental. Este livro favorece essa dinâmica. Aproveite para contar a história fazendo vozes diferentes para cada personagem.

3 – O sanduíche da Maricota – Avelino Guedes (Moderna)

4 – A vaca Mimosa e a mosca Zenilda – Sylvia Orthof (Ática)

 

Livros com figuras grandes e texto curto escrito em letra bastão

Indicado para crianças a partir de 3 anos. É ideal também para a fase da alfabetização porque usam palavras de estrutura simples em que a criança consegue ler quando ainda está aprendendo.

Coleção Gato e Rato – Ed. Ática

1 – A bota do bode – Mary Franca e Eliardo França (Ática)

2 – A boca do sapo – Mary Franca e Eliardo França (Ática)

 

Lendo, ouvindo, viajando pelos mais diversos universos imaginários, brincando, interagindo e aprendendo. É assim que também se aprende e desenvolve a linguagem e também é tão gostoso ficar juntinho dos nossos pequenos, não é mesmo? Então aproveite também as férias para ler com eles!

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Como os pais e a escola podem ajudar desenvolvimento da linguagem e fala da criança https://www.almanaquedospais.com.br/como-os-pais-e-a-escola-podem-ajudar-desenvolvimento-da-linguagem-e-fala-da-crianca/ https://www.almanaquedospais.com.br/como-os-pais-e-a-escola-podem-ajudar-desenvolvimento-da-linguagem-e-fala-da-crianca/#respond Wed, 11 Apr 2018 11:00:10 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14531 Desenvolvimento infantil – Linguagem e fala Como os pais e a escola podem ajudar no processo desse desenvolvimento A chegada de um bebê na família é sempre motivo de alegria. Um sorriso, o balbucio, as primeiras palavras com significado, todo o seu desenvolvimento é comemorado. Cada uma destas conquistas é um indicador de como está …

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Desenvolvimento infantil – Linguagem e fala

Como os pais e a escola podem ajudar no processo desse desenvolvimento

A chegada de um bebê na família é sempre motivo de alegria. Um sorriso, o balbucio, as primeiras palavras com significado, todo o seu desenvolvimento é comemorado. Cada uma destas conquistas é um indicador de como está ocorrendo o desenvolvimento da fala e da linguagem dos filhos. Mas quando algo sai do padrão esperado, é necessário procurar ajuda de um profissional.

linguagem e fala
Foto: Reprodução www.blogcdn.com

Mas qual a diferença entre linguagem e fala?

A maioria dos pais chega no consultório com essa dúvida. É normal porque poucas pessoas sabem diferenciar a linguagem da fala.  A linguagem é o primeiro passo para a fala, é tudo o que envolve conceito das coisas, que transmite alguma informação ao interlocutor: nomes, funções, cores, formas. Ela é a base da comunicação, que pode ser verbal ou não verbal. A fala nada mais é do que movimentos articulatórios combinados, que produzem sons com significado na língua materna. Deu pra entender? Ou só um pouquinho? É um pouco confuso mesmo.

 

Mas linguagem e fala não são sinônimos, tanto que muito antes do bebê emitir suas primeiras palavras (fala), ele já é capaz de utilizar-se de codificação (linguagem) para se relacionar com o meio e seus familiares. O desenvolvimento da linguagem e da fala não precisam ser considerados separadamente, porque um tem muita relação com o outro.

 

Desenvolvimento da Linguagem

Ainda que as pessoas apresentem diferenças, é possível prever o que ocorre em cada etapa de aquisição da linguagem por faixa etária e os fatores que podem influenciar o desenvolvimento da linguagem infantil.

 0 – 12 meses

Características o choro é o principal meio de comunicação, com o passar dos meses, surgem os sons guturais. Com seis meses, o bebê já se acostuma com a voz familiar e começa a procurar a fonte dos sons. Com maior controle motor, os sons vão sendo reproduzidos ou para ouvir a própria voz ou para obter reações daqueles que estão a sua volta, iniciam consonantizações: “p”, “b, “m”, “g” e “k” e silabações: “gugugaga”, “dadada”, reações emocionais ou de interesse como choro, risos, e gritinhos, conforme o que ouve ou vê a sua volta, observa os objetos e acontecimentos do ambiente, passa a falar as primeiras palavras e a usar mudanças de entonação vocal.

O que fazer?

Converse durante o banho, a alimentação e as trocas, fale o que está fazendo e nomeie as partes do corpo para o seu bebê. Brinquedos que emitem sons ou que brilhem são de grande interesse da criança. Busque estar sempre no campo de visão do bebê, use e abuse de entonações vocais e emissão de sons de objetos e animais, aproveite para trabalhar vocabulários.

O que evitar?

Evite se antecipar: é comum ao menor gesto do bebê o adulto já atender ao pedido rapidamente “adivinhando”. O bebê precisa começar a se esforçar para se fazer entender.

Atenção:

Se o bebê não reage a sons, não sorri, não estabelece contato visual.

 

1 – 2 anos

Características começa a compreender palavras com sentido abstrato (emoções, “obrigado”, “por favor”, “espera”), reage as situações chegando até a simular sentimentos para conseguir o que quer. Compreende o que as pessoas esperam dela pelo tom de voz e expressão corporal e facial. No início, pode usar de 20 a 30 palavras e as repete, dando início à formação de frases simples, compreende mais de 50 palavras e identifica objetos comuns e partes do corpo, usa onomatopeias e imita sons de objetos, faz variação na entonação vocal, na postura corporal e expressão facial de acordo com o contexto. Próximo do 2º ano, apresenta um vocabulário de cerca de 100 palavras, formando frases com 2 ou 3 delas. A fala, na maior parte das vezes, é ininteligível, difícil de entender, passa a usar a oralidade não somente para pedir ou nomear, mas também para compartilhar interesses. Tenta cantar quando ouve uma música que gosta. Demonstra conhecer alguns conceitos de tamanho, distância, cores e formas. Compreende ordens com dois comandos, por exemplo: Coloque o copo na mesa;” “Pegue o brinquedo na estante”.

O que fazer?

Rodas de leitura descrevendo as imagens do livro: expresse emoções com os personagens, faça suposições sobre o que pode acontecer a seguir, compartilhe interesses por características do local em que os personagens estão e das roupas que usam. Com a música cante junto, faça coreografias que remetam a palavras que estão sendo cantadas. Use a contagem para regular a espera (um, dois, três e já). Dê repertório de palavras para a criança, nomeando objetos, ações e situações a sua volta. Use uma fala que seja clara e simples para a criança utilizar como modelo.

O que evitar?

Se antecipar quando a criança quer comunicar algo. Uso de chupeta e mamadeira podem trazer problemas, como alterações na arcada dentária ou projeção da língua ao falar.

Atenção:

Se a criança não reage a estímulos, não usa palavras isoladas, não está ampliando o vocabulário.

 

2– 3 anos

Características usa cerca de 500 palavras. Estrutura frases simples. Pode apresentar uma gagueira natural – disfluência fisiológica. Aos poucos suas frases vão ficando maiores, agregando o uso de artigos, verbos, preposições, plurais e verbos auxiliares, inicialmente de forma assistemática e posteriormente sistemática. Apresenta um bom conhecimento de verbos, respondendo adequadamente quando é solicitado a realizar diversas ações (comer, andar, correr, pegar) em diferentes contextos. Tenta reproduzir em objetos ritmos de sons e músicas. Conhece diversas cores.

O que fazer?

Repita o que ela diz indicando que você entendeu. Mantenha uma conversa por mais tempo do que o habitual, para que a criança tenha cada vez mais contato com discursos longos e complexos. Durante as leituras, faça perguntas para criança sobre o que aconteceu anteriormente e suposições sobre o que poderá ocorrer nas próximas páginas; use entonação vocal diferente para cada personagem.

O que evitar?

Em momentos de gagueira, evite: completar frases, apressar a criança, mostrando impaciência. Peça para que se acalme e respire antes de falar.

Atenção Se a criança: não compreende instruções simples. Tem vocabulário reduzido. Apresenta alguma regressão.

 

3 – 4 anos

Características usa cerca de 800 palavras. Demonstra conhecer conceitos: duro, mole, macio. Começa a ter diálogos e pensamentos que envolvam raciocínios de tempo e a fazer argumentações. Entende e tenta replicar ironias e piadas. Inicia discurso em todos os contextos: para solicitar, mostrar e contar algo ou apenas para interação social.

O que fazer?

A criança já inventa histórias, compreende regras e jogos simples. Aproveite para estimular essa interação e invista nas brincadeiras de faz de conta. Continue estimulando a conversação, servindo de modelo.

O que evitar?

Evite sempre que possível fazer outras atividades enquanto fala com a criança, encorajando que ela faça contato visual ao conversar. A presença de fala infantilizada, gagueira funcional e dificuldades em estruturar discursos ainda podem estar sendo trabalhadas pela criança e não devem ser reprimidas, é preciso ter paciência!

Atenção Se a criança: utiliza discursos que ninguém compreende. Usa mais gestos do que palavras. Não adquiriu ainda todos os fonemas ou realiza trocas de sons na fala.

 

Acima de 4 anos

Características com vocabulário ampliado, a criança tem fala adequada e correta, sendo capaz de pronunciar melhor as palavras e relacioná-las bem. Nesta fase, gosta de inventar histórias, é capaz de descrever melhor acontecimentos passados e usa a linguagem para o raciocínio. Compreende mais de 2,5 mil palavras, conhece opostos e já mantém mais a atenção.

O que fazer?

Converse sobre conceitos abstratos (duro, mole). Incentive a fazer perguntas e fornecer respostas. Incentive leitura e escrita, O uso de conceitos como sinonímia (palavras que apresentam significados iguais ou semelhantes, por exemplo: bondoso-caridoso) e antonímia (palavras que apresentam significados diferente, contrários, por exemplo: bondoso– maldoso).

O que evitar?

Não apresse a fala da criança. Não imite o falar errado. Não repreenda quando a criança falar, ler ou escrever errado.

Atenção Se a criança: não consegue descrever acontecimentos troca sons na fala, não articula corretamente ou não faz perguntas não reconhece letras, usa frases sem coerência ou lógica, tem algum tipo de gagueira.

 

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Ensinar outro idioma afeta o desenvolvimento da linguagem? https://www.almanaquedospais.com.br/ensinar-outro-idioma-afeta-o-desenvolvimento-da-linguagem/ https://www.almanaquedospais.com.br/ensinar-outro-idioma-afeta-o-desenvolvimento-da-linguagem/#respond Fri, 23 Feb 2018 11:00:11 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14480 "Vivenciar uma segunda língua estimula o cérebro infantil, que está mais aberto para fazer as sinapses (ligações e conexões). A associação feita pelo cérebro com as palavras no idioma materno e no estrangeiro faz com que os pequenos desenvolvam essas conexões".

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Ensinar outro idioma afeta o desenvolvimento da linguagem?

As crianças são como “esponjas” – absorvem tudo o que lhes são apresentadas

aluno segundo idioma outro idioma ingles
Foto: Reprodução www.gemmlearning.com

Até há alguns anos, pouco se falava sobre a introdução e as causas de um segundo idioma no desenvolvimento da linguagem das crianças. As famílias só procuravam uma escola especializada quando os filhos já estavam maiores. Só que com o aumento na oferta de escolas bilíngues no país, muitos pais têm recorrido ao ensino de uma outra língua já na pré-escola, mas muitos também ficam inseguros – será que meu filho terá atraso no desenvolvimento da linguagem se for exposto a duas ou mais línguas?

Segundo a fonoaudióloga, Raquel Luzardo, especialista em linguagem e atendimento infantil, o aprendizado de um segundo idioma não atrapalha nem atrasa o desenvolvimento da linguagem. Nos primeiros anos de vida, o cérebro se desenvolve muito rápido. São milhares de conexões neurológicas novas e aprender qualquer coisa nessa fase se torna muito mais fácil, inclusive idiomas diferentes. “Vivenciar uma segunda língua estimula o cérebro infantil, que está mais aberto para fazer as sinapses (ligações e conexões). A associação feita pelo cérebro com as palavras no idioma materno e no estrangeiro faz com que os pequenos desenvolvam essas conexões”, explica.

Raquel conta que as crianças são como “esponjas” – absorvem tudo o que lhes são apresentadas e, nesta fase ainda não conhecem e nem sabem falar corretamente a maioria das palavras da língua nativa. Então para elas “tanto faz” se o que escutam é português, inglês, francês ou alemão, simplesmente aprendem como dizer aquilo e gravam em seus cérebros com a maior naturalidade, como parte do seu desenvolvimento. Além disso, aquelas que aprendem inglês ou qualquer outra língua mais cedo têm a chance de chegarem mais rápido na pronúncia perfeita, porque nessa idade nosso aparelho fonador (boca e língua) ainda está em desenvolvimento e, além de aprender outros idiomas com mais facilidade, a criança também aprende sem sotaques e sem vícios de linguagem. “Com o tempo vamos perdendo essa habilidade e sentimos mais dificuldade em pronunciar sons que não são do nosso idioma, por exemplo o som “th”, do inglês, que não temos um equivalente a esse no português, como nas palavras think ou they.

Tempo certo

Para Raquel, se a criança não apresentar nenhuma dificuldade na língua materna, não haverá nenhuma outra no aprendizado do segundo idioma. “E se ela está mais inserida em outra língua, aprendendo todos os sons e fonéticas do idioma e desenvolvendo as duas línguas ao mesmo tempo, as chances de ser fluente nos dois idiomas mais cedo são muito maiores”, completa.

A especialista dá algumas dicas para os pais que ajudam a estimular o aprendizado de outra língua:

–  Músicas infantis em outro idioma possuem expressões básicas e mostram para a criança que existe uma língua diferente da que ela já sabe;

– Aplicativos para celular ou tablet com canções apropriadas para a faixa etária com os quais podemos apresentar a canção e deixá-la ouvir e cantar junto. Ouvir e reproduzir a canção ajuda a absorver a pronúncia naturalmente. Através da música a criança capta palavras e seus significados e cantar atua na articulação de músculos da face e da mandíbula, resultando em uma pronúncia mais clara e natural;

– Outra atividade muito estimulante é contar histórias. Identificar a história favorita da criança e apresentá-la em outra versão como o inglês é muito interessante. No Youtube é possível encontrar diversas delas, principalmente as clássicas. Basta colocar o título da história em inglês (por exemplo, Chapeuzinho Vermelho se torna Little Red Riding Hood). Em geral, a linguagem é simples e clara para o público infantil e, como a criança já sabe a história, passa a assimilar as palavras de cada passagem na língua estrangeira;

– Existem também desenhos, como a Dora Aventureira e Super Why, que trazem palavras e expressões em inglês para mostrar ao pequenos que existe outra forma de falar o que eles já sabem.

Use a tecnologia a seu favor!

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Dicas de brinquedos e brincadeiras para se divertir com toda família nas férias (por idade) https://www.almanaquedospais.com.br/dicas-de-brinquedos-e-brincadeiras-para-se-divertir-com-toda-familia-nas-ferias-por-idade/ https://www.almanaquedospais.com.br/dicas-de-brinquedos-e-brincadeiras-para-se-divertir-com-toda-familia-nas-ferias-por-idade/#respond Tue, 16 Jan 2018 13:00:58 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14474 Os brinquedos e brincadeiras além de divertir também ajudam a estimular a linguagem e as habilidades linguísticas nas crianças Brincadeira é para brincar. Os brinquedos e as brincadeiras, além de serem um meio de distração e de entretenimento para as crianças, também são importantes no processo de desenvolvimento cognitivo. É brincando que elas desenvolvem a …

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Os brinquedos e brincadeiras além de divertir também ajudam a estimular a linguagem e as habilidades linguísticas nas crianças

brinquedos e brincadeiras
Foto: Reprodução Pinterest

Brincadeira é para brincar. Os brinquedos e as brincadeiras, além de serem um meio de distração e de entretenimento para as crianças, também são importantes no processo de desenvolvimento cognitivo. É brincando que elas desenvolvem a memória, a criatividade, o raciocínio e a solução de problemas.

São nas brincadeiras que as crianças se relacionam com o mundo e o brinquedo é o estimulador da curiosidade e da iniciativa, proporcionando uma divertida forma de desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da atenção. Então, simplesmente se jogue, divirta-se e aproveite para programar diversões incríveis com a família nessas férias.

A fonoaudióloga Raquel Luzardo, especialista em linguagem e atendimento infantil, orientadora familiar e consultora escolar, dá algumas dicas de brinquedos e brincadeiras para cada faixa etária.

Brinquedos e Brincadeiras de 0 a 2 anos

Estimulando os sentidos – fala e audição

Antes de falar, as crianças ouvem. Então, apresentar novos sons aos bebês é uma excelente forma de estimular a audição e, posteriormente a fala.

Brincar com molho de chaves – balance as chaves próximo ao ouvido do bebê. “Altere um balançar bem baixinho e mais alto das chaves. Ofereça brinquedos leves para que possa colocar na boca, móbiles para tocar, chocalhos, bichinhos de borracha que produzem sons, brinquedos flutuantes para o banho, livrinhos de pano, grandes cubos para empilhar. Aproveitar o ar livre para atividades motoras é outra dica ótima para curtir com a criança”, sugere Raquel.

Entre 1 e 2 anos as crianças ainda vão se divertir com os brinquedos que já possuem, mas também vão gostar de explorar brinquedos novos.

Basquete – Faça bolas grandes usando papeis velhos e dê para a criança arremessar. Você pode fazer uma competição para ver quem consegue jogar a bola mais longe. Depois, quando ela se acostumar com a brincadeira, coloque um cesto ou caixa grande e peça para tentar acertar com a bola. Além de entretê-la por muito tempo, a brincadeira ajuda a desenvolver a força dos braços, a coordenação motora e a noção de espaço e distância.

Um para cada – ofereça uma pilha de objetos para a criança (podem ser bolinhas, peças de jogo, lápis ou giz de cera, por exemplo) e peça para que os distribua entre vocês dois igualmente, colocando na frente de um e do outro. Quando ela se habituar, coloque  uma pessoa a mais ou um boneco e peça para que a criança divida em três. Essa brincadeira aprimora o conceito de número e de quantidade, além de introduzir a ideia de compartilhar, a noção de igualdade e solidariedade.

Trilha – distribua no chão alguns tapetes pequenos ou peças de E.V.A como se estivessem formando uma trilha e combine com a criança que só é permitido andar por esse caminho. Para deixar a brincadeira mais divertida, finja que o chão é um lago e que vocês não podem cair nele. A atividade ajuda a desenvolver o equilíbrio, a noção de distância e espaço. Vale ressaltar que é importante testar antes o caminho para se certificar de que não há perigo de a criança escorregar.

Faça um picnic, visite parques e praças e aproveite para explorar a natureza.

No mundo da fantasia

Brinquedos e Brincadeiras de 3 a 6 anos

Nesta fase, os brinquedos vão ajudar a estimular, além da linguagem, o conhecimento, a coordenação motora e também a imaginação.

As crianças gostam de bonecas, casinhas, carrinhos, fantasias e tudo que estimule o faz de conta. É com essa idade que elas serão príncipes, princesas, super-heróis e vão adorar brincar de casinha, policial, mamãe e filhinha, e outros personagens. É vivendo esses papéis que elas entendem porque a mãe fica brava, elabora a raiva que sentiu quando o amiguinho pegou seu brinquedo, imita a professora, voa como o Super Homem, etc.

Crie seu próprio brinquedo – vale usar material reciclado, tecidos, espigas de milho e o que mais a imaginação permitir. Não esqueça de pedir ajuda aos mais velhos. Muitos avós tinham o costume de fazer seus próprios brinquedos.

Aprenda artes com papel – basta um jornal velho, bexigas, cola branca e um pincel para criar vários objetos usando a técnica da papietagem. Encha uma bexiga e cubra com várias camadas de papel picado coberto pela cola. Depois de seco, pode virar um vaso, uma luminária ou o que a imaginação inventar.

Foto: Reprodução Wikipedia

Monte peças teatrais – que tal montar uma releitura de uma peça que vocês assistiram juntos? Ou quem sabe criar uma nova história? Ou ainda sortear papeis em um envelope cheio de personagens (bruxa, criança, fada…) e deixar a peça rolar solta? Não se esqueçam de bolar figurinos e cenários. Uma apresentação para a família toda também pode ser uma grande estreia.

Hora do Jogo

Brinquedos e Brincadeiras para Crianças de 7 a 12 anos

Nesta idade, ser aceito pelos amigos é muito importante e o jogo corporal se evidencia nos esportes. A convivência se aprimora com os jogos de bolinhas de gude, brinquedos de montar, jogos de tabuleiro e de cartas que, além de incentivar a competição saudável, desenvolvem aspectos linguísticos e sociais. Mais velhas, as crianças desta faixa etária já podem brincar com jogos de regras e devem ser estimuladas a ler e fazer atividades que envolvam habilidades físicas.

Aproveite para ir a um parque andar de bicicleta, de patins ou patinete.

Faça uma árvore genealógica – rever as origens é ótimo para reviver a sua história. Faça uma árvore genealógica com nomes, fotos, figuras, desenhos e não esqueça de contar histórias e pedir ajuda dos mais velhos na família.

Brinquedos e Brincadeiras entre 9 e 12 anos

Os pré-adolescentes já estão em fase de definir seus gostos e interesses. Segundo Raquel, os pais já podem consultá-los sobre o gosto por coisas que os estimulem a raciocinar, a se mexer e usar a criatividade.

Algumas dicas de brincadeiras e passeios bem divertidos:

– Aproveite os fins de semana para ficar mais próximo das crianças e trocar experiências com elas, escolha atividades que consigam desenvolver juntos;

– Determine momentos ao ar livre para que possam usufruir das belezas da natureza. Na correria do dia a dia deixamos de contemplar o belo, então esse período torna-se perfeito para desenvolver esse olhar;

Foto: Reprodução Pinterest

– Em casa: 

acampamento diferente: vale montar a barraca no meio da sala ou improvisar com lençóis, cadeiras e almofadas;

piquenique maluco: que tal estender uma toalha no chão da sala e fazer um jantar diferente?

jogos diversos: de tabuleiro, pega varetas, dominó, memoria, damas;

uma caixa de papelão grande pode virar uma casinha ou um foguete. Use a imaginação!

caça ao tesouro: esconda as pistas pela casa;

corrida de aviões de papel: vale decorar os aviões com canetinha ou usar as folhas de uma revista velha;

memória de objetos: selecione alguns objetos e peça para a criança observar por alguns segundos. Depois esconda um e ela tem que descobrir qual objeto está faltando;

troca-troca de lugar: observar por um minuto um dos cômodos da casa – a sala por exemplo – e depois sair. Mudar algo de lugar (ex: colocar na estante o vaso que estava na mesa). Voltar para o cômodo e tentar adivinhar o que foi mudado de lugar;

batata quente com o celular: passar o celular de mão em mão com o timer ligado. Aquele que for fotografado, perde;

barquinhos de papel: vale colocar os barquinhos para flutuar no balde com água ou banheira;

fui para a lua e levei… : pode ser brinquedos, alimentos, peças de roupas, animais, qualquer categoria. O primeiro diz: “Fui para a lua e levei uma maçã.” O outro diz: “Fui para a lua e levei uma maçã e uma banana”. E assim sucessivamente, sempre acrescentando um item. Quando alguém errar a ordem ou esquecer de alguma coisa começa tudo outra vez com outra categoria;

qual é a música: falar uma palavra e tem que cantar uma música que tenha aquela palavra na letra. Use o repertório da criança;

– Prepare delícias na cozinha, peça ajuda para os preparos de receitas especiais como bolos, bolachas, pãezinhos e lanches. Aproveite para falar da importância dos alimentos e de se alimentar de forma saudável;

Visite amigos, primos e familiares e aproveite para estimular o desenvolvimento das relações interpessoais das crianças, o saber falar e não impor as ideias e o saber ouvir.

As brincadeiras, além de animar, aproximam a família, contribuem para o fortalecimento das relações saudáveis e são excelentes para desenvolver a autoconfiança e autoestima nas crianças. Afinal, férias é momento de brincar.

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Amamentação: o que a Fonoaudiologia tem a ver com isso? https://www.almanaquedospais.com.br/amamentacao-o-que-fonoaudiologia-tem-ver-com-isso/ https://www.almanaquedospais.com.br/amamentacao-o-que-fonoaudiologia-tem-ver-com-isso/#comments Mon, 11 Dec 2017 12:08:58 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14462 A maternidade, fase em que tudo passa a ter um novo sentido e com ela também se dá a amamentação, momento em que se estreitam os laços entre mães e filhos e que se torna um momento muito especial. Mas qual a relação da fonoaudiologia com a amamentação? Muita gente me pergunta: o que você, …

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A maternidade, fase em que tudo passa a ter um novo sentido e com ela também se dá a amamentação, momento em que se estreitam os laços entre mães e filhos e que se torna um momento muito especial.

Foto: Reprodução www.communitytable.parade.com

Mas qual a relação da fonoaudiologia com a amamentação? Muita gente me pergunta: o que você, como fonoaudióloga  pode fazer pelas mães e bebês com dificuldades para amamentar? A fonoaudiologia pode ajudar muito na maternidade ou depois que a família já está em casa. Na maternidade, o fonoaudiólogo normalmente compõe a equipe multidisciplinar que assiste mães e bebês nos primeiros dias e pode ajudar encontrando posições confortáveis durante a mamada, ajustando a pega e permitindo, dessa forma, uma boa ordenha do seio, além de evitar fissuras e mamadas ineficientes.

Além disso, para os bebês com dificuldades, o fonoaudiólogo com experiência na área neonatal é o profissional mais habilitado na avaliação do sistema motor oral do bebê (língua, lábios, palato, bochecha, sucção nutritiva e não nutritiva, etc.) – o que permite a identificação precoce de possíveis padrões alterados. Dessa forma, junto à mãe, pode-se planejar estratégias e propor exercícios que favoreçam a adequação desses padrões.

A fonoaudióloga também é a profissional responsável por realizar o teste da linguinha, que verifica se o bebê tem a língua presa. É um exame feito no recém-nascido para identificar alterações no frênulo, uma pequena membrana que fica embaixo da língua e a conecta com o assoalho da boca. No caso dos recém-nascidos, a amamentação pode ser prejudicada, já que afeta a sucção e tem sido uma das maiores causas do desmame precoce.

A amamentação e o desenvolvimento da fala

O aleitamento materno também fortalece os músculos dos lábios, boca e língua, preparando esses órgãos para o aprendizado da fala. Durante o processo de sugar o leite, a mandíbula do bebê está retraída em relação à maxila e a língua encontra-se alargada. Os movimentos de rebaixamento e elevação concomitantes durante a sucção provocarão impulsos de crescimento ósseo mandibular. Este crescimento incidi na diminuição da relação distal com a maxila, favorecendo um correto posicionamento das gengivas para a erupção dos dentes.

É este processo gradativo que vai proporcionar o vedamento labial e uma postura adequada da língua.  Se o processo não se der adequadamente e se prolongarem por muito tempo, podem trazer danos na área fonoarticulatória. A língua fica em padrão anteriorizado, entre os dentes, deformando a arcada dentária, alterando a produção dos fonemas /s/, /z/, /t/, /d/, /n/ e /l/ (que podem estar sendo emitidos com a língua protruída).

Portanto, a exercitação da sucção natural é um processo que contribui para o desenvolvimento da mandíbula, favorecendo o crescimento facial, bem como a musculatura orofacial estará maturando para adquirir força para mastigar e triturar sólidos, além de apresentar mobilidade de língua dentro da cavidade oral, propiciando um tono muscular adequado que influenciará positivamente na aquisição dos sons da fala.

As crianças que não mamam no peito também não terão suas necessidades de sucção satisfeitas, levando muitas vezes aos hábitos viciosos como sugar dedo(s) ou chupeta.

Aqui vão algumas dicas para que a amamentação ocorra com prazer e afeto

  • A mãe pode escolher a posição para amamentar, desde que o bebê esteja inteiramente de frente para ela e bem próximo, com a barriga encostada no seu corpo. É importante que os dois se sintam confortáveis;
  • A posição de amamentar deitada é aceita, desde que o braço da mãe seja o suporte para apoiar o bebê e a outra mão ajude na pega do seio;
  • Deve-se ter cuidado com o pescoço e com a coluna do bebê. A cabeça e a coluna precisam estar alinhadas;
  • A mãe deve aproximar a boca do bebê bem de frente ao seu peito. Para estimular o bebê a abrir bem a boca, deve-se tocar os lábios dele com o bico do peito. O lábio inferior do bebê deve ficar abaixo do bico do peito, para que ele possa abocanhar a aréola – área mais escura e arredondada do seio. O queixo do bebê precisa tocar o seio da mãe;
  • O pai e outros familiares podem e devem apoiar no momento da amamentação, ajudando no que for possível, fazendo carinho no bebê, cantando músicas ou colocando-o para arrotar.

 

Dados: Segundo a Unicef, Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir 22% a mortalidade neonatal – aquela que acontece até o 28º dia de vida – nos países em desenvolvimento. No Brasil, do total de mortes de crianças com menos de 1 ano, 69,3% ocorrem no período neonatal e 52,6%, na primeira semana de vida.

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