Lizandro – Pai Solteiro – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br Do sonho de ser mãe aos 6 anos do seu filho Thu, 11 Oct 2018 12:39:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.8 https://www.almanaquedospais.com.br/wp-content/uploads/2016/09/cropped-logo-Almanaque-dos-pais-512x512-150x150.png Lizandro – Pai Solteiro – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br 32 32 Sou Pai Solteiro sem mimimi https://www.almanaquedospais.com.br/sou-pai-solteiro-sem-mimimi/ https://www.almanaquedospais.com.br/sou-pai-solteiro-sem-mimimi/#comments Fri, 29 Jul 2016 10:00:32 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=12714 Sou Pai Solteiro sem mimimi! Sai numa matéria de um blog do Estadão, onde conto algumas dificuldades e o tipo de preconceito que pais solteiros passam.

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Sou Pai Solteiro sem mimimi

Sai numa matéria de um blog do Estadão, onde conto algumas dificuldades e o tipo de preconceito que pais solteiros passam.

Eu gostei muito da matéria, mas claro, sou parcial para julgar. Apesar de eu ter dito coisas que, óbvio, me agradam, acho que a matéria, escrita por uma mãe solteira, e por isso entendo que poderia muito bem rebater algumas visões que eu poderia passar sobre ou contra as mães solteiras, foi uma proposta bem concluída sobre o tema em questão: “Assim como mães solteiras, pais solteiros têm de enfrentar desafios e preconceitos” – título da matéria.

Em nenhum momento me coloquei acima de mães solteiras. Em nenhum momento desmereci o esforço e o trabalho que tem uma mãe solteira, mas quando a matéria foi postada na fanpage do FaceBook do Estadão, muitos foram os comentários agressivos direcionados a autora e a condição dos pais solteiros.

Eu citei nas minhas falas, registradas na matéria, que mulheres passam por muita pressão e preconceito social e disse que apesar de não passarmos pelo mesmo tipo de problema, nós pais solteiros, passamos por incredulidade de nossa capacidade de cuidar de uma criança.

Não pedi méritos por isso! Não disse que somos melhores do que mulheres nisso! Não quis e nem foi dito por qualquer foco para se interpretar que estou choramingando, reclamando da vida… só estou colocando minhas percepções e experiências nessa vida de solteiro e pai.

Sim, incredulidade é um problema grande para pais.
Muitos são os pais, bons pais, que querem ser ativos na criação de seus filhos e não são aceitos pelas mães, pela justiça ou mesmo por aqueles que o criaram, seus pais, pois de forma generalizada, ninguém acredita que homem é capaz de criar crianças. Sim, somos vistos como coitadinhos, mas será que não é perceptível que é justamente por essa incredulidade que assim somos vistos??

Não, não sou coitadinho. Sim, estou fazendo somente minha obrigação, coisa que todo homem deveria fazer e não, não mereço prêmio nenhum por isso. O único prêmio que quero receber é o futuro saudável e sólido do meu filho, mais nada.

sou-pai-solteiro-sem-mimimi

Nunca pedi aplausos e não gosto de ser chamado de paizão por simplesmente ser pai. Se sou paizão, espero que seja por estar fazendo um bom trabalho, mas repito, não faço mais do que minha obrigação.

Se eu sou um herói para alguns, deve ser porque estamos numa sociedade que cria homens para serem os tais dos provedores, afastados dos cuidados infantis, obrigados somente a cumprir suas funções econômicas e que cresce achando que ser pai não é nada a mais do que isso. Eu faço diferente. Estamos mudando, nossa sociedade está mudando e isso precisa sim ser destacado. E não, não sou o melhor para ser destacado não, mas sou militante a bastante tempo nessa causa e por isso já tenho alguma notoriedade. Orgulho disso? Isso não me faz um pai necessariamente melhor, mas acho que ajuda num processo de valorização da paternidade como um todo. Uma sociedade com uma paternidade mais forte, em equilíbrio com a maternidade, não seria ideal? Eu só espero estar ajudando de alguma forma nessa visão.

Se quisermos que nossas crianças tenham pais melhores, temos que mostrar aos outros homens que não é nenhum bicho de sete cabeças ser pai e que ele pode transformar essa experiência em algo fantástico e, espero eu, que isso se multiplique aos sete ventos. Isso seria o melhor para qualquer criança – pais que entenderam que podem ser pais de forma diferente daquela que lhes foi passado e decidiram mudar e ser mais participativos!
Por isso acho sim que mostrar exemplos seja algo importante, não porque merecemos troféus ou coisas assim.
Se todo homem que cria seu filho sozinho é um herói, então toda mulher que é mãe solteira é uma heroína também. Não é fácil criar uma criança sozinho(a). São muitas as dificuldades e quem passa por isso entende muito bem. Não sou melhor do que uma mulher por fazer isso. Acredito que temos diferenças sociais no modo como somos vistos e tratados, mas isso não quer dizer que isso seja verdade e nem que na prática, fazemos algo a mais do que vocês mulheres.

Acho que o surgimento de homens que queiram ser pais ativos, é o melhor para crianças e sim, acho que sofremos preconceito nesse aspecto sim.
As decisões pela guarda compartilhada ou pela guarda unilateral do homem são quase irrisórias na justiça. Porque? Porque não somos capazes de cuidar? Ou porque somos vistos como incapazes de cuidar de nossos filhos?

Claro que sei, nunca neguei, que a maioria dos pais quando se separam não querem a guarda e tantos outros que abandonam seus filhos, mas será que essa incredulidade não seria um dos fatores que gera esse tipo de pensamento e auto percepção por parte dos homens? Mostrar que há outro caminho e que é muito gratificante não vale a pena? Faz sentido o que eu disse?

Quantas crianças não sofrem por não ter o pai presente? Imagina se pudéssemos mudar isso mostrando a esse pais que podem agir diferente? Quem melhor do que outro homem para mostrar isso a eles? Alguém que foi criado na mesma ideologia social machista e enxergou que não precisa ser assim. Que podemos ser diferentes e isso não nos faz menores ou inferiores, ao contrário, que a experiência é uma das mais enriquecedores que se pode viver!

Sou muito honrado em poder falar sobre isso e espero mesmo estar ajudando a mudar isso. Se eu tiver que ser exemplo de alguma coisa, que seja como debatedor do tema e da problemática, e se eu tiver que ser exemplo de como é ser um pai solteiro, que assim seja e espero ser merecedor desse destaque.

Sim, defendo a matéria, não por ser participante dela, mas por acreditar que mostrar exemplos de pais solteiros pode gerar uma autorreflexão nos homens e nas mulheres, nos pais e mães, possibilitando para nossos filhos, que seus genitores estejam mais próximos deles. Percebendo que é possível ser pai solteiro e que isso gera uma criança com mais afeto, lhes dando mais segurança, autoestima, força e sensibilidade para ser um humano melhor.

 

Força e Honra, Sempre!
Grande abraço do grande!

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Me senti uma mãe solteira https://www.almanaquedospais.com.br/me-senti-uma-mae-solteira/ https://www.almanaquedospais.com.br/me-senti-uma-mae-solteira/#respond Wed, 10 Jun 2015 10:00:26 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10683 Lizandro, pai solteiro, precisou faltar ao trabalho para levar o filho ao hospital e normalmente são as mães quem precisam “largar” tudo para ir socorrer.

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Era um belo dia de manhã.
Acordei cedo como de costume, já que era um dia de meio de semana… dia de escola para mim e para o Thomaz. Fui dar andamento nos preparativos para a escola. Chamei meu monstro para acordar. Cutuquei ele, chamei baixinho perto do ouvido, fiz carinho, dei uma sacudidinha, chamei de novo, dei uma nova sacudida, não tão “dinha” dessa vez, chamei mais alto, sacudi mais forte… depois de aumentar gradativamente o método… já estava fazendo cócegas e mordendo as costas dele para ele levantar, além de dar travesseiradas nele. (com pai é assim… hehehe)

Chamei ele para escovar os dentes. Eu de pé e ele também, mas como sou alto demais, parece que ele fica a quilômetros de distância de mim.
Ele voltou para o quarto enquanto eu preparava o café da manhã. Tudo pronto, chamei ele para se sentar. Aí sim tudo mudou.

Quando me sentei ao lado dele, reparei algo que não havia reparado antes: ele estava com um olho, o direito, muito inchado e todo vermelho. Parecia com uma conjuntivite e então eu me deparei com uma problemática… ele não ia poder ir para a escola, com isso, eu também não poderia ir para a outra escola onde trabalho. Iria ter que faltar.
Estou nessa escola há pouco tempo e logo me bateu a insegurança: o que vão pensar de mim? Eu tendo que faltar por causa do meu filho, seria entendível por eles?
A escola sabe que sou pai solteiro, mas eu mal tinha começado a trabalhar lá… não conhecia bem a coordenação, a direção… não sabia se iam encarar isso na boa.

pai e bebe trabalhando

Mandei uma foto do olho do Thomaz para meu coordenador já avisando que iria ter que ir com ele para o hospital.
Ele respondeu dizendo: – Você não vem trabalhar?
Como não sabia o “tom” que ele usou quando escreveu isso, respondi como quem espera um soco na cara, virando o rosto de lado, fazendo careca de dor: – Não, preciso levar ele no médico.
Do outro lado veio um simples: – ok
Bem, não sabia o que tudo isso queria dizer, mas… segui assim.

Enquanto eu resolvia meu dilema e conversava por mensagem com meu coordenador, Thomaz já havia ido se deitar de novo. Como era muito cedo ainda (6:00 da manhã), resolvi dormi mais um pouquinho com ele. Acordamos as 8:00 e nos arrumei para irmos ao médico.
Chegando lá, o olho nem estava tão inchado mais, mas ainda vermelho. A médica disse que era uma crise alérgica, mas que se no dia seguinte continuasse, que levasse ele num oftalmologista. Subimos na bicicleta de novo e voltamos para casa. Aí fui refletir sobre tudo isso.

Eu me deparei que passei por uma situação inusitada para a grande maioria dos homens/pais: a de precisar faltar ao trabalho por “coisas” do filho. Me perguntei se a sensação que eu tive, de vulnerabilidade profissional, seria a mesma que elas, mulheres/mães, tem ou se era só uma síndrome de principiante.
Normalmente, mesmo em caso de casais, são as mulheres quem precisam “largar” tudo para ir socorrer os rebentos e muitos dos pais, ou não dão a mesma importância ou não estão cientes das possibilidades e das consequências desses detalhes sociais e profissionais.

Creio que numa sociedade sexualmente equilibrada, onde as crianças possam se sentir acalentadas e protegidas por seus genitores e assim mais seguras e confiantes para o futuro, precisamos rever algumas dessas “funções” familiares: dividindo, cooperando, acompanhando, delegando e apoiando as tarefas de criar uma criança em conjunto, homens e mulheres, pais e mães.
Sei que ainda é culpa do padrão social em que fomos criados, o da “tradicional família brasileira”, o que sinceramente, não sei ao certo o que isso quer dizer, mas acredito que podemos romper com essas amarras sociais e recriar nossas perspectivas de pais e mães, separados, casados, solteiros ou viúvos, cobrar e dar espaço para o outro se fazer atuante.
Sei que muitos homens não aceitarão ou continuarão negligentes a essas coisas, mas conheço um monte de pais que lutam para serem participativos e “adorariam” estar presentes no cotidiano de seus filhos.

Imagino que muitos dos chefes de homens que queiram “parar tudo para acudir o filho”, devem pensar: “porque a mãe não vai fazer isso?” Ou, “deixa de ser burro, pense no que é realmente importante e no quanto isso vai lhe prejudicar no seu trabalho”. Como se um trabalho que não prioriza a família fosse algo realmente importante…

Por sorte, meu coordenador foi muito camarada. Até brincou comigo, por causa da foto do olho inchado do Thomaz, dizendo: – se você vier a ter uma hemorroida ou uma gonorreia, por favor não me mande fotos…
Ainda bem que eu ando tendo muita sorte!
=D

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Idade certa para o ensino https://www.almanaquedospais.com.br/idade-certa-para-o-ensino/ https://www.almanaquedospais.com.br/idade-certa-para-o-ensino/#respond Mon, 11 May 2015 10:00:05 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10508 Lizando Crus Chagas, pai solteiro e professor, fala sobre a idade certa para o ensino, a limitação de idade para ingressar no ensino fundamental.

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Há poucos meses, me deparei com uma medida em que eu não tinha muito conhecimento, a da proibição de crianças menores de 6 anos entrarem no ensino fundamental.

Thomaz, meu filho, está com 5 anos e não havia passado pela minha cabeça, acelerar ele de turma, passando ele para o fundamental, pois acredito que ele não está capacitado para isso ainda, “ainda”. Mas… já haviam certos questionamentos na minha cabeça sobre a educação infantil no Brasil.

Sou professor licenciado de geografia do segundo ciclo do fundamental e do médio, isso quer dizer que sou capacitado para dar aulas para o sexto ano do fundamental até o terceiro do médio, só pego de pré-adolescentes (acima de 11 anos) até o final do ensino escolar. Nunca lidei com a educação infantil, mas ao longo dos meus anos acadêmicos e profissionais, e agora como pai de um aluno do infantil, andei me fazendo alguns questionamentos…

Ok, precisamos criar uma idade mínima para cada série. Isso facilita a socialização, mesma idade, mesmas capacidades motoras, todos estão no mesmo nível de desenvolvimento psíquico, mas… serão mesmo TODOS que estão assim?

E como ficam os gênios?

Acredito que não são todos no mesmo nível não.
O Brasil não tem uma política educacional capacitada para os chamados superdotados, ou os gênios. Ao longo dos meus 15 anos de profissional, já me deparei não exatamente com supergênios, mas com uns 5 alunos que estavam a anos luz de distância do resto da turma. Que já poderiam estar na faculdade desde o primeiro ano do ensino médio. Tinham maturidade, capacidade, intelectualidade, independência de aprendizado e que me davam “trabalho” em dar aula, pois tudo era fácil para eles, enquanto que eu tinha que perder um grande tempo com o resto da turma explicando a matéria. Tinha eu, que procurar “complicar” o ensino para eles, aprofundar, ampliar, passando outras atividades só para eles.

Lembro que um professor de química amigo meu, que dava aula para um desses alunos também (chamarei o aluno de D.T.). Durante a aula de química, esse professor jogava xadrez em sala com o D.T., enquanto a turma ficava quebrando a cabeça resolvendo exercícios que o D.T. já tinha resolvido enquanto o professor estava explicando. O xadrez era para manter a cabeça do D.T. ocupada para não dormir em sala, não ficar puxando conversa com outros alunos e atrapalhar esses, era para motivar ele, lhe dar algum desafio, já que o ensino convencional era fraco para ele.

O Brasil não consegue ver as especificidades da educação.
Não falo só dos alunos gênios não, mas há aqueles que avançam mais rápido em uma matéria do que na outra, há alunos que os pais se esforçam para que o filho estude melhor, dando exercícios a frente do resto da turma e a escola acha isso ruim, pois não pode dar desafios diferenciados para cada um. A maior parte das escolas não tem estrutura para lidar com essas especificidades e preferem então tratar a todos como iguais.

Aconteceu algo assim com um garoto com quem eu estava dando aula particular. Eu queria fazer os exercícios do livro dele, mas o professor ainda não havia passado. Eu pensei: “E daí? Vamos fazer mesmo assim”. O garoto ficou preocupado de que isso fosse lhe trazer problemas. Não é que ele estava certo? Liguei para o pai dele para questionar sobre fazer os tais exercícios e o pai disse: – “se você fizer os exercícios antes do professor, se você ensinar antes do professor, qual será a função da escola?” Eu pensei: – “Não mudou em nada… o professor não tem que ficar preso a um livro… ele tem que continuar ensinando, propondo desafios, nem que tenha que passar outros exercícios para esse garoto específico, o que não pode é atrasar o ensino de ninguém. Se eu, como professor, achei que ele poderia avançar, porque impedir isso?” Mas… me calei, pois não iria discutir com “tamanha” preocupação do pai. Passei outros exercícios para ele e seguimos presos ao imperativo da aula.

Foto: Steve Woods
Foto: Steve Woods

Limitações no Ensino

A escola tem que saber lidar com cada caso e a lei não pode proibir isso, tem que regulamentar, mas proibir não.
Se um garoto de 16 anos tem um Q.I. grande o suficiente, porque ele não pode entrar numa faculdade? Se um garoto de 5 anos tem o potencial para entrar no ensino fundamental, porque impedir isso?

Eu ensino letras e números para o Thomaz desde os 2 anos e pouco de idade e quando perceberem que ele já desenha bem e que já pode escrever bem, vão me recriminar por ter adiantado ele? Uma amiga professora disse: “Mas assim ele vai ficar entediado em sala de ter que “aprender” o que ele já sabe e vai se comportar mal”. Oras… então que a escola dê para ele outras atividades, outros desafios… já que adiantar de série é “proibido”.

Eu acho que o Brasil está aquém no ensino básico. Vejo muitos países avançando em sociedade e economia por uma questão fundamental, melhoria da educação, mas no Brasil preferimos discutir maioridade penal e cotas raciais ou sociais, ao invés de resolver o problema na base, na origem, na educação de qualidade para todos. Países como Finlândia, Japão e Suécia são grandes países por dar educação gratuita de qualidade para todos e nós ainda estamos discutindo se isso é coisa de comunista ou não.

Enquanto não fizermos algo para melhorar lá na raiz do problema, vamos preferir proibir o acesso de menores de 6 anos ao ensino fundamental. Nunca seremos uma nação avançada, se não pudermos avançar nossa educação. Vamos sempre ser uma nação média, com uma educação de “mérdia”.

Pense nisso.

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Carnaval de um Pai Solteiro https://www.almanaquedospais.com.br/carnaval-de-um-pai-solteiro/ https://www.almanaquedospais.com.br/carnaval-de-um-pai-solteiro/#respond Tue, 10 Feb 2015 10:00:55 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=10069 Carnaval de um pai solteiro carioca tem folia, bloco de rua, encontro com amigos e uma saudade imensa do filho que ficou com a mãe.

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Esse fim de semana passei por uma experiência muito interessante… fiquei sem meu filho e assim fui brincar meu carnaval.
Claro que o carnaval de verdade só começa na próxima semana, mas aqui no Rio (de Janeiro), blocos e festas carnavalescas já estão acontecendo há muitos finais de semana. Então… resolvi pular.

Já fazia tempo que não fazia isso sozinho. Ano passado, meu filho passou o carnaval todo comigo e no anterior, nem lembro de ter pulado sem ele, mas… esse final de semana eu o fiz.

Ele foi com a mãe na sexta e a noite, fui para um bar com umas amigas. Bebemos, rimos, conversamos, filosofamos sobre a vida…, cheguei quase que de manhã em casa. Acordei para almoçar. Fiz o almoço, comi e logo depois, fui para a rua, atrás de um bloco em Ipanema. Encontrei alguns amigos e até me diverti, apesar de não ter gostado do tumulto e do repertório musical. Dalí, comi alguma coisa e fui para um bar comemorar o aniversário de uma amiga minha. Era um sambinha muito legal. Fiquei até o final da noite pulando no meio de um bar só com mulheres. Ah calma… não é o que você está pensando… era um bar só de lésbicas e eu não sabia. Hehehehe, foi muito divertido ser o único homem da festa.
Peguei carona para casa, dormi não tão tarde como na noite anterior (mas mesmo assim, já era tarde) e ainda fui fazer algo para comer antes.

Até aí, um final de semana ligeiramente comum para alguns solteiros, não é?! Pois bem.
Claro que eu já estava sentindo falta do Thomaz, meu filho. E então, no domingo, meu espírito paterno voltou suavemente. Melancolicamente despertou.
Acordei cedo para encontrar um casal de amigos para irmos num outro bloco. Eles tem um filhinho de 4 aninhos. Fomos para um bloquinho infantil por causa do pequeno. Então eu me paternalizei de novo.

Fomos para o Gigantes da Lira, em Laranjeiras. É um bloco muito diferente, pois é todo família. Muitos pais e mães com seus rebentos, muita gente fantasiada e todos brincando muito. Era espuminha para tudo o que é lado (odeio essa desgraça, mas… é carnaval… não vou lutar contra a maré), muita criança jogando confete e serpentina, musiquinhas em tom infantil com uma banda bem animada, lá ainda encontramos uma amiga nossa de infância com seu marido e enteado que não conhecíamos. Tudo num clima bem legal, mas bem legal mesmo… e eu sem meu filho.

Foi muito bom ter encontrado meus amigos. Almoçado com eles no apartamento novo deles, ver que eles estão bem, ter brincado com meu sobrinho de coração… mas a sensação foi de que eu tinha esquecido alguma coisa. Claro que eu não esqueci nada, mas a sensação é de que algo vital estava faltando, de que aquela sensação boa não era plena.

Eu posso brincar o carnaval ainda. Posso sair e me divertir enquanto solteiro, mas não fazer as coisas com meu filho é algo que não sei mais direito, me causa estranhamento. Claro que preciso de momentos sem ele, é muito importante por sinal, mas um final de semana inteiro de folia sem ele, foi estranho, na verdade foi incompleto.

Domingo a noite, peguei ele com a mãe e fomos para casa. Por incrível que pareça, uma das primeiras coisas que ele me falou foi: – Papai, quero ir para o carnaval.
É, acho que vou para a folia com meu pequeno na próxima vez. Afinal… juntou a vontade com a necessidade.
=] carnaval de um pai

 

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Pai Herói? https://www.almanaquedospais.com.br/pai-heroi/ https://www.almanaquedospais.com.br/pai-heroi/#respond Tue, 27 Jan 2015 10:00:25 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=9918 Tenho ouvido algumas pessoas dizerem que sou um exemplo de pai, que sou uma raridade... que sou até mesmo um pai herói por criar meu filho sem nenhuma ajuda

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Andei questionando umas afirmações a qual tenho sido empregado, adjetivado, mas que acho que há alguma distorção nisso tudo. Tenho ouvido algumas pessoas dizerem que sou um exemplo de pai… que sou uma raridade… que sou até mesmo um pai herói por criar meu filho sem nenhuma ajuda…
Olha… não quero de forma nenhuma menosprezar o sentimento positivo que recebo com essas afirmativas e nem o carinho que me é passado, mas não sou nada disso, sou somente um pai que pode praticar sua paternidade.

Ao longo dessa caminhada em valorizar a paternidade, tenho visto muitos pais que sonham em poder fazer o mesmo que eu. Pais que separados das mães de seus filhos e que desejam mais do que muitas outras coisas, poder exercer parte do que eu faço. Vi também pais casados que são tolidos muitas vezes por suas esposas ou por preceitos sociais estabelecidos e que acham que não sabem lidar com crianças e por isso não o fazer ou que então não se “misturam” com os afazeres domésticos. Vi também homens que simplesmente relegam toda e qualquer atividade as mães e se preocupam somente na “diversão” com os filhos, mas vi também outros que são tão ou mais ativos do que as mulheres no exercício de cuidar das crianças… Bem, isso me levou a pensar sobre o seguinte…

Eu não sou herói, sou somente um pai.
Pai herói, é aquele que se mata pelo filho; que constrói uma cadeira especial para poder correr numa maratona com um adolescente com paralisia cerebral; que contrabandeia canabidiol (remédio extraído da maconha, que era ilegal no Brasil até pouco tempo) para poder fazer um tratamento para seu filho que tem crises crônicas de epilepsia, mesmo sabendo que pode ser preso por contrabando de drogas; é o cara que vive uma vida de miséria social, financeira e de bem estar pessoal para poder garantir o melhor para sua cria… eu não precisei fazer nada disso ainda.

Eu faço o que todo pai deveria fazer, o mínimo. Lavar louça, fazer comida, “sacrificar” o meu próprio fim de semana, acordar para ir para a escola e buscar depois, fazer as lições de casa, dar banho e tantas outras coisas que sim, são desgastantes, mas que são mínimas. É uma obrigação que me consome, mas que faço sem pestanejar, assim como toda mãe solteira (decente) faria.

pai-heroi

Sei que represento uma fatia pequena de pais.
Muitos conhecem casos de pais que simplesmente abandonam seus filhos… largam aos cuidados da mãe e se transformam em “pai quando dá”, pegando muito de vez em quando, mas… acho que esse modelo não é único, que há uma leva atual de pais que querem ser participativos, ativos e que muitas vezes tem muitos impedimentos para isso. Impedimentos da sociedade que não vê com bons olhos um homem “ganhar” de uma mulher o direito de ter os cuidados de uma criança; de mulheres que cresceram acostumadas com a ideia de serem donas de seus filhos, quando na verdade, não o são, e por isso não querem dividir a guarda da criança com o pai; dos próprios pais que foram criados dentro de um modelo em que eles têm que ser somente os provedores e foram adestrados a crer que não são capazes de cuidar de uma criança sozinhos, que sempre precisarão de uma mulher por perto… fomos criados sob preceitos morais e sociais que castram a disposição natural que pode surgir num homem para cuidar de uma criança.

Eu mesmo me percebi assim.

A primeira criança recém nascida que peguei no colo, foi meu afilhado, quando eu já tinha mais de 30 anos. O meu amor por ele me fez quebrar uma barreira invisível, mas presente, de que não é coisa de “homem” se relacionar com o mundo dos bebês. Essa barreira me perseguiu por 30 anos e eu não tinha me dado conta, até perceber que eu nunca tinha me relacionado com bebês de fato, sempre mantive certa distância por ouvir a vida inteira que homem não sabe lidar com isso, então eu evitei “fazer besteira”. Que idiotice!

Numa entrevista do qual participei num canal de televisão, ouvi um pai dizer que na hora que ele foi pegar seu filho pela primeira vez no colo, ouviu uma parente dizer: – “dá ele aqui que homem não sabe lidar com bebês!” – Ele teve consciência na hora e disse: – “Calma lá… ele é meu filho e eu vou pegar ele quando e como eu quiser, nem que eu tenha que aprender como fazer e lidar com isso, mas ninguém vai me impedir.”

Um pai fazer ou ajudar nos afazeres de uma criança, não faz mais do que sua obrigação. É sua responsabilidade também e seu dever prover, aí sim, não só o dinheiro para a casa, mas principalmente, as necessidades de sua cria.

Enquanto não fomentarmos numa sociedade, essa abertura para uma normalidade do trabalho e participação paterna, nunca teremos um equilíbrio e uma harmonia para o principal objetivo de toda essa discussão: o bem estar de nossas crianças.

Continuo agradecendo de coração todas as vezes que me chamam de herói ou de super pai, mas faço somente o que é necessário, ser um bom pai.
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Adeus 2014! Feliz 2015! https://www.almanaquedospais.com.br/adeus-2014-feliz-2015/ https://www.almanaquedospais.com.br/adeus-2014-feliz-2015/#comments Tue, 13 Jan 2015 10:00:32 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=9811 O Pai solteiro Lizandro Crus nos conta suas conquistas como pai em 2014 e como mudou sua vida após obter a guarda de seu filho.

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Muitas coisas mexeram muito com meu ano de Pai Solteiro em 2014 e gostaria de compartilhar algumas delas com quem quiser ler.

O ano começou muito tumultuado… eu acabei afastado do meu filho contra minha vontade e por isso, já comecei meu ano em estado de guerra. Eu e a mãe do meu filho decretamos uma briga jurídica pela guarda dele o que me fez partir para o ataque a ela e ela ao ataque a mim.

Teríamos ido em frente, se nossos ânimos não se aplacassem e ela não tivesse percebido que ele, nosso filho, estava tendo as menores possibilidades com ela. Assim, em maio do ano passado (2014), ela deixou ele vivendo comigo, pois eu podia dar a ele a melhor estrutura que ele precisava.

Nós morávamos a uma distância muito grande um do outro, o que complica compartilharmos o tempo com ele e assim, ele passou a viver comigo durante o meio da semana e aos fins de semana com ela.

Começou aí meu ano de verdade…
Poder viver meu filho integralmente me trouxe muitas complicações, não vou enganar ninguém: passei a madrugar todo dia para ele ir para a escola; ir ao cinema, que tanto gosto, passou a ser uma atividade mais complexa e mais esporádica; festas e ir para a night… morreu de vez (acho que só uma vez, depois de assumir ele, que consegui planejar uma saída com amigos); espaço para intimidade ou privacidade… hehehe, não sei mais o que é isso, parece um sonho distante; custos maiores, afinal, ele precisa de roupa, alimentação, diversão, saídas e passeios… essas coisas; minha vida amorosa ficou mais regrada, e pelas regras dele… afinal, enquanto não tenho um relacionamento estável, evito apresentar qualquer mulher para ele; e tantos outros pequenos e grandes detalhes da vida de um pai solteiro. Fora as vezes incontáveis que tenho que brigar, por vezes gritar, colocar de castigo, fazer ele chorar (coloca ele para comer brócolis e veremos um verdadeiro dramalhão mexicano)… isso tudo cansa muito.

Mas as recompensas… a parte boa… hum… foram bem legais.
Ter carinho todo dia; ter risadas todo dia, ajudar e ver uma mente nova descobrindo coisas maravilhosas aos olhos dele, desde uma borboleta a um quebra cabeças novo; possibilitar ele aprender a pintar quadros (ele pinta cada um melhor do que o outro… uma progressão encantadora aos meus olhos de pai coruja); rir das risadas forçadas dele vendo os desenhos engraçados dele; descobrir que tenho forças escondidas que me permitem jogar bola quando estou cansado ou de saco cheio; procurar uma alimentação melhor para poder garantir uma saúde melhor para ele (e para mim também, por tabela); andar de bicicleta com ele no banquinho se tornou uma grande diversão aos dois; ver ele crescer mais de perto, acompanhando todas as suas evoluções; ouvir um zilhão de vezes a frase: “Oh paaai!” e nunca se cansar de ouvir… não sei nem mais o quanto descrever da serenidade que isso me trás.

adeus 2014

Eu sei que isso é comum para muitas mães e sei que não sou nada demais por cuidar de um filho, mas que eu tenho refletido melhor sobre a vida por causa disso, ah eu tenho.

Muitas são as formas de encarar positivamente esse momento. Muitas coisas fluíram melhor na minha vida também. Acho que ficando mais tranquilo com as possibilidades dele, pude rever minha vida e progredir melhor também.

Eis que, no dia seguinte que minha vida de pai solteiro se iniciou integralmente, minha vida de blogueiro se expandiu. Fui entrevistado para um programa de televisão, por uma inscrição que fiz despretensiosamente. E fui conhecendo novas pessoas… novos caminhos… Logo depois fui chamado para dar uma entrevista para um programa de TV, por causa de uma critica que fiz a um texto, lá no blog. E as coisas não pararam.

Aí veio o período do dia dos pais, o mês de agosto.
Nossa… não posso descrever como foi esse momento na minha vida. Foi tão sereno e ao mesmo tempo inovador.
Fui chamado, por conta do blog, para uma participação no programa do Roberto Justus, onde eu e o Thomaz apareceríamos; depois eu fui para o programa ao vivo da Leda Nagle (TV Brasil, programa “Sem Censura”)e não pararam de pipocar aparições na TV, culminando na tia Fátima (é assim que o Thomaz chama a Fátima Bernardes) em novembro.

Ainda gravei e estou gravando aparições para TV, jornal e internet, mas nem é isso o que me importa.
O que mais me chama a atenção é que estou podendo nem tanto falar de mim… estou falando que um pai pode cuidar de uma criança, mesmo sozinho.

Muitos pais e até mães do país (e de fora também) vem me procurar pedindo ajuda, orientação e apoio na causa da paternidade, da alienação parental e da guarda compartilhada, onde tenho focado minhas publicações no blog.

Fechamos dezembro com a aprovação da Lei da Guarda Compartilhada Automática e vi muitos e muitos pais, mães e avós chorando de alegria, confraternizando comigo e com tantos outros que lutaram por essa valorização dos pais, com uma igualdade parental maior e mais equilibrada.

Acho que para muitos pais também foi um ótimo ano e acho que pude contribuir e solidarizar com tudo isso. Espero poder continuar ampliando valorização da causa e tudo o que ela envolve: o melhor para nossas crianças.

Meu filho está feliz! Eu estou Feliz!

Meu ano de 2014 foi sensacional!
Que esse ano de 2015, que já está a toda, possa ser um ano de serenidade para muitos que lutam pelo melhor para seus filhos.
Grande abraço a todos!
Lizandro C. Chagas – o Pai Solteiro
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Relação entre um pai e um padrasto https://www.almanaquedospais.com.br/relacao-entre-um-pai-e-um-padrasto/ https://www.almanaquedospais.com.br/relacao-entre-um-pai-e-um-padrasto/#comments Tue, 21 Oct 2014 11:00:46 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=8952 Lizandro, um pai solteiro que também já foi padrasto, reflete sobre os dois papéis e como que essas duas figuras paternais podem ou devem conviver.

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Olha… refletindo muito sobre esse tema, me dei conta de que é um assunto muito complexo, mas que muitos homens sofrem muito por isso.
Sofrem? Talvez seja uma palavra exagerada, mas sofrem sim. Porque?

lizandro e filho

Bem, eu sou um felizardo, pois meu filho mora a maior parte da semana comigo, sou eu quem o crio e a menor parte da semana ele passa com a mãe e com o padrasto dele.
Mas para a maioria dos pais, aqueles que pegam de 15 em 15 dias por determinação da lei ou por permissão de uma mãe guardiã, seu próprio filho(a) é criado(a)… por outro homem, pelo padrasto.

Eu já estive dos dois lados: fui padrasto e meu filho foi criado por um (antes de morar de vez comigo). Eu sei como funciona os dois lados da moeda e posso adiantar que é um assunto muito sensível, que depende muito dos egos de cada um.

Lembro quando me tornei padrasto. Conheci primeiro o avô paterno e depois conheci o pai da minha então enteada. A sensação foi até mais tranqüila com o pai, mas o sentimento emitido era o mesmo por parte dos dois: – você está com minha neta/filha sob seus cuidados, tome conta dela ou se entenderá comigo.
O avô foi assim direto, quase colocando o dedo no meu peito; o pai foi mais…, como direi…, sensível, com mais tato.
Eu entendi de cara a preocupação deles e nunca os critiquei pela postura que eles tomaram, pois eu imaginei o que é a preocupação de um outro homem, que eles não conheciam quase nada, estar cuidando de uma menina, na época com 9/10 anos.

Depois, anos depois, tive meu filho, me separei e em dado momento, ele ficou morando com a mãe e ela se casou de novo, agora era meu filho sob os cuidados de outro homem. Minha preocupação foi gigantesca.
Não foi só o medo de que ele fosse um pedófilo ou que fosse agressivo com meu filho (até porque, isso EU resolveria com ele), mas eu já tinha me dado conta, muito antes, que o homem que passaria valores mais facilmente para meu pequeno, não seria eu, seria um novo desconhecido, o padrasto.

Eu estava/estou exagerando? Veremos.
Vamos nos basear no caso mais comum: um pai que vê de 15 em 15 dias e o padrasto que convive todos os outros dias. Num mês de 30 dias, 26 dias está sob os cuidados de outro homem que não o pai. (Nem vou comentar sobre isso ser justo ou não com um pai que queira se fazer presente)

Absorção de valores pela criança, passagem de conhecimento pelo adulto, de conduta moral e ética sendo observada, percepção de cuidados mínimos no comportamento cotidiano da criança… tudo em enorme maioria alienado do pai, pois mesmo que a relação entre a mãe e o pai seja boa, ele fica só com a passagem oral dos problemas, não vive e por isso não pode interferir adequadamente na resolução e mitigação deles. Eu vi tudo isso e me preocupei enormemente.

Quase não importa o que o pai saiba do outro homem que cuida de seu(ua) filho(a), você fica a mercê do outro, sem poder agir ou estar a par dos acontecimentos in loco, no problema que seu filho venha a apresentar com ele na hora ou como ele venha a agir com a criança; você só saberá depois de acontecer, pois seu pequeno não está sob seus olhos, sob sua guarda. Tem que literalmente, entregar na mão de Deus e observar depois como andam as coisas , se tudo corre dentro do script esperado.

Eu aconselho, hoje, tendo vivido os dois lados, é que não adianta hostilizar o padrasto assim que ele se apresenta. Tem que mostrar a ele que o pai está presente, que intervirá pelo bem da criança e que o padrasto entenda isso e possam criar uma relação mínima de convivência pacífica. Conversem se necessário for, mesmo que seja num bar ou em pé na entrada da casa da mãe. Não precisam ser amigos, mas tem que criar uma relação mínima de respeito e diálogo.

Qual o papel da mãe nessa hora?

Bem, por teoria, ela escolheu um homem que atende as necessidades dela e, espera-se, que possa conviver em harmonia, com o fato de que ela teve um (ou mais) filho(s) com outro homem e que ele participará da relação que esse homem, o padrasto, terá com o filho dele. Sendo assim, fazê-lo entender que há um pai e que esse pai É o pai e esse outro homem É o PADRASTO.

Isso tudo, num caso de um pai participativo, claro, pois eu sei e conheço muitos casos onde o padrasto se torna um pai melhor do que o genitor. Mas… lembrem-se dos papéis… alguém tem que ser o pai e se HÁ um pai, não coloque outro homem nessa função, pois esse homem, o pai, pode estar sofrendo com o fato de que ele não é mais a figura masculina presente na vida de seu rebento e essa criança pode criar uma relação ruim com esses adultos que estão tentando empurrar um “novo” pai para ela.

Facilitemos para a criança, para o pai e para o padrasto, pois este sabendo que há um homem que assume a responsabilidade paterna de uma criança, ele não tem a obrigação de assumir essa função e pode se relacionar mais levemente com sua esposa e seu(ua) enteado(a).

A vida é bem mais fácil quando as coisas são mais leves, não é?!
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Que futuro eu quero para o meu filho? https://www.almanaquedospais.com.br/que-futuro-eu-quero-para-o-meu-filho/ https://www.almanaquedospais.com.br/que-futuro-eu-quero-para-o-meu-filho/#respond Tue, 23 Sep 2014 11:00:33 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=8713 Que futuro eu quero para meu filho? Lizandro Cruz Chagas, do blog Sou Pai Solteiro, reflete sobre seu papel de pai e o que deseja para o futuro de seu filho.

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Eu sempre quis ser pai.
Desde que me entendo por gente sonhei em ser pai.
Não me preocupava se seria uma menina ou menino, queria ser… pai.
Deve ser por conflitos que tive com o meu (quem não teve?) e queria praticar um novo modelo de criação.

Não, não culpo mais meu pai por nada. Ele é o turrão que sempre foi, típico nordestino cabeça dura e eu que aprendesse a lidar com isso. Mas nós só temos maturidade para entender certas coisas com a idade, né?!
Uma pedra é uma pedra e se você bater de frente você vai se machucar. Um poça é uma poça e se você tentar pisar nela, você vai se molhar. Simples assim.

Mas… depois que a gente vira pai muita coisa muda também. Pai ou mãe, acho que tanto faz. Nossos paradigmas são outros, nossas necessidades são outras. É uma vida de entrega e se não for assim, não podemos dar o que julgamos o melhor para eles.

Refletindo sobre o que é melhor para ele e como eu me enquadrava (ou não) no modelo em que fui criado… tento pensar em que tipo de modelo quero dar para o meu filho.

pai e filho andando (600x399)

Me perguntei que tipo de homem quero que ele seja.
Não quero que seja advogado ou médico se ele assim não quiser, não quero que seja rico necessariamente (mas se o for, vai pagar meu plano de saúde quando eu ficar velhinho, ah vai), não quero que necessariamente ele tenha muitos pertences… pois vejo isso num mundo muito consumista, muito fútil, muito supérfluo.
Não, não quero que ele passe as necessidades que eu passei, que meu pai passou, quero um caminho diferente para ele, mas o que eu realmente quero para ele, é que ele possa ser feliz.
Quero que ele seja um homem íntegro, ponderado, concentrado, honrado, corajoso… Não quero que ele seja temeroso, com baixa autoestima, covarde, salafrário, um simples acumulador de capital.

Quero que ele seja apto a encarar seus problemas de frente, quero que ele seja capaz de assumir sua vida, suas responsabilidades. Quero que ele seja um homem admirado. Quero que ele seja um macho alfa… é isso mesmo. Que seja capaz de escolher dentre qualquer mulher e seja capaz de conquista-la, seja ela quem for, de onde vier, para onde for.

A profissão que ele terá?
Quero permitir que ele experimente artes, filosofia, música, teatro, artes marciais, esportes e aí… ele que descubra o potencial dele dentro das opções que forem apresentadas a ele.
Se quiser ser da área de exatas, de humanas ou biológicas…, já aprendeu disciplina, organização pessoal, desenvolveu lógica e uma visão analítica de problemas, facilitando ele enfrentar qualquer área.

O que eu quero para ele?
Quero que ele seja capaz de encarar o mundo como esse mundo se apresentar.

Se eu conseguir isso, pouco importa o caminho que ele vier a escolher. Ele será bem sucedido em qualquer um e eu realizado pelos olhos dele.

Conte sempre comigo meu filho!
Minha vida é tua!
Te amo!
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*Publicado originalmente em 15/06/2013 em meu blog.

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Final de semana sem meu filho https://www.almanaquedospais.com.br/final-de-semana-sem-meu-filho/ https://www.almanaquedospais.com.br/final-de-semana-sem-meu-filho/#comments Tue, 09 Sep 2014 11:00:14 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=8556 Sou Pai Solteiro e apesar de tê-lo durante a semana, e quem disse que passar o final de semana sem meu filho é fácil?

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Um final de semana de liberdade?? É o que muita gente pensa. Até é em parte, mas… não é bem assim.

Sou um homem solteiro, independente, moro sozinho com meu filho e seu irmão peludo (meu labrador). Todos os fins de semana ele está com a mãe. Até acontece dele ficar algum fim de semana comigo, mas mesmo assim, via de regra, estou sem ele.
Muitos devem pensar que eu tiro os fins de semana então para entrar na farra e nem sequer penso nele. Não é bem assim.

- Será que ele ainda demora?
– Será que ele ainda demora?

Sinto falta. Sinto muita falta.
Sexta passada, por exemplo, a mãe dele o pegou de noite e eu corri para ver um filme no cinema (só consigo ver meus filmes assim, nos dias de “folga” da paternidade). Vi um filme muito interessante. Sai do cinema refletindo sobre o que assisti, analisando certos detalhes, certos diálogos… mas quando entrei em casa… vazio, é a palavra que resumia minha vida naquele momento.

Eu ia poder acordar tarde, poderia ter enchido a casa de gente e feito uma grande bagunça, poderia ter ido dormir fora ou sei lá o que fosse possível nessa condição, mas a primeira coisa que me passa na cabeça é que: estou sem ele.

Aconteceu uma vez eu “passar vergonha” na casa da garota com quem estava saindo. A mãe dele ligou e me disse que iria deixar ele na escola na segunda feira, era um domingo. Assim eu não teria hora para estar em casa, para poder recebê-lo, ou seja, poderia ficar mais tempo com minha garota, até mais tarde da noite. Ela pensou que isso seria um motivo de extrema felicidade, que teríamos mais tempo juntos e tal, mas quando olhou na minha cara, viu um pai com saudades do seu filho. Coitada, ela não tinha culpa da minha ansiedade e frustração em não estar “feliz” por ter mais tempo com ela, mas é assim comigo.

Acredito que seja assim com muitas mães e pais que possuem a guarda de seus filhos. Pelo menos daqueles que realmente se importam com eles, em estar com eles. para aqueles que conseguem perceber o que uma criança que te ama pode lhe dar de energia, de amor puro.

Esse fim de semana eu fui curtir todas. Churrasco com amigos, fui pra night com os mesmos e cheguei em casa com o Sol nascendo. Domingo pude pintar as paredes da sala de estar e então, já de noite, fui buscar ele no ponto de encontro.
Na hora que eu o encontrei, a alegria dele em me ver, supera qualquer coisa. Meu final de semana foi muito bom, muito bom mesmo, mas a melhor parte foi reencontrar meu filho.

Minha casa é vazia sem ele, mesmo quando ele abre as canetinhas e suja tudo (está de castigo hoje por isso e não, não sujou as paredes que eu acabei de pintar). Minha casa é uma bagunça por causa dele, eu não consigo fazer tudo o que gostaria para mim mesmo (sair, cinema, namorar a qualquer hora…), meu tempo é regrado pela necessidade dele, mas quando tenho tempo livre para mim, quando estou sem ele, eu aproveito como posso, mas sempre fico com um gostinho melancólico na boca, contando as horas para reencontrar com ele novamente.

Sempre que ele se vai eu penso ou digo:

– Até logo meu amor! Papai te ama mais do que tudo nessa vida!
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Como é ser um Pai Solteiro? https://www.almanaquedospais.com.br/como-e-ser-um-pai-solteiro/ https://www.almanaquedospais.com.br/como-e-ser-um-pai-solteiro/#respond Tue, 26 Aug 2014 11:00:56 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=8314 Lizandro Crus Chagas nos conta como é ser um pai solteiro, suas prioridades, preocupações e como lida com opiniões e relacionamentos.

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Eu achei que era uma simples questão a ser respondida… 
É ser pai, mas não ser casado, cuidar de uma criança, mas sem a ajuda de uma figura feminina dentro de casa. Ponto, simples. Mas… descobri que é bem mais complexo do que isso. Até porque, isso causa perplexidade, espanto, estupefação, incredulidade…

pai solteiro04

Parece que sou uma espécie de unicórnio, de cavalo com asas, de capa da Playboy, sei lá… algumas pessoas simplesmente não entendem, acreditam ou aceitam a simples possibilidade de que eu, sozinho, cuido do meu filho.

Sim, eu cozinho, eu lavo louça (apesar de não gostar nem um pouco), lavo roupa, faço deveres de casa com ele, levo ele no mercado comigo, planejo meus dias em função dele, planejo minhas saídas, minhas “nights” e meu cinema aos olhos dele (só vejo os mais “adultos” quando estou sem ele e com ele vou ver os infantis, animados, etc)… minha vida é a mesma de qualquer mulher mãe solteira.

Acho que começa aí um dilema… a diferença do hábito social de crer que uma mulher é capaz de fazer coisas que um homem é capaz e o inverso não funciona. Homens não sabem se virar sozinhos?
Depois de tantas lutas feministas pela igualdade de gênero, parece que tenho que ingressar num novo “machismo”, provar que enquanto homem, posso fazer tudo o que uma mulher faz… Estranho não?

Estamos no século XXI e isso deveria ser ridículo, mas o ridículo fui eu pensar que não teria que provar nada para ninguém. Mas vira e mexe, me deparo com uma necessidade de provar minha capacidade.

Me perguntam:

– Mas você consegue trabalhar, cuidar da casa e de uma criança? Sozinho???
– Ué?! Se eu não fizer, quem fará?! Posso não ser o cara mais organizado do mundo (não queiram ver minha escrevaninha), mas eu me adaptei a minha necessidade: a de cuidar do meu filho.

Até meu pai já perguntou para mim:
– Quando você vai arrumar uma mulher para te ajudar na casa?
– Será que ele quis dizer uma diarista? Pois se é uma companheira o que ele quer dizer… eu vou arrumar uma mulher para mim. Se ela quiser se relacionar comigo, ser minha companheira, namorada… vai ter que dividir muitas coisas comigo sim, mas daí a ter que ser dona de casa… não é para isso que eu quero uma mulher.
Meu pai é só a sombra de um espectro social que acredita que não é possível um homem se virar sozinho. E olha que ele me criou sozinho também. Bizarro, não?

Eu sou solteiro porque sou. Não me relacionei de verdade com ninguém porque não aconteceu de encontrar alguém de verdade. Simples.

Tenho que me relacionar com uma mulher que se adeque a minha vida de pai de uma criança pequena, que precisa de atenção, de cuidados e de tempo. Não é fácil não e não vou me relacionar com qualquer mulher não.

Por isso, vou tentar responder de forma plena (pretensão, né?) a questão:

Ser Pai Solteiro é uma grande responsabilidade. Dá muito trabalho, muita complicação, muitas provações e privações, mas é uma dádiva!
Viver a vida com um filho é maravilhoso, é esplêndido e revigorante e se eu encontrar alguém que entenda tudo isso e queira viver comigo, eu serei um cara de muita sorte, mesmo!
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