Comportamento – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br Do sonho de ser mãe aos 6 anos do seu filho Tue, 05 Feb 2019 17:57:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.1 https://www.almanaquedospais.com.br/wp-content/uploads/2016/09/cropped-logo-Almanaque-dos-pais-512x512-150x150.png Comportamento – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br 32 32 Insegurança, como você lida com ela? https://www.almanaquedospais.com.br/inseguranca-como-voce-lida-com-ela/ https://www.almanaquedospais.com.br/inseguranca-como-voce-lida-com-ela/#comments Thu, 16 Nov 2017 10:00:38 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14449 Insegurança, como você lida com ela? É tempo de reconhecer e mudar Insegurança… Sentimento de inferioridade, insuficiência para realizar determinada tarefa, segundo os dicionários. Comum à vida – afinal, em algum momento, todos nós a experienciamos –, infelizmente tem se tornado um problema que atinge cada vez mais e mais pessoas. Por isso, gostaria de …

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Insegurança, como você lida com ela?
É tempo de reconhecer e mudar

Insegurança… Sentimento de inferioridade, insuficiência para realizar determinada tarefa, segundo os dicionários. Comum à vida – afinal, em algum momento, todos nós a experienciamos –, infelizmente tem se tornado um problema que atinge cada vez mais e mais pessoas.

Por isso, gostaria de trazer uma nova reflexão para você que, de alguma forma, percebe que essa emoção tem lhe dificultado. É importante o seu olhar de atenção quando a insegurança passa a tomar conta da sua vida, preenchendo suas horas, seus dias, suas relações… porque é quando você passa, e sem perceber, a agir muito influenciado pelo medo.

Sim, você já reparou como a insegurança é consequência do medo? Medo de fracassar, de ser rejeitado, não ser reconhecido, valorizado, amado… Medo por não ter o controle sobre o que vai acontecer amanhã – e este é um dos piores medos, pois, de fato, nós nunca teremos a certeza absoluta do que irá acontecer amanhã.

E preste atenção ainda ao fato de que a insegurança não está ligada apenas ao comportamento de agir como uma pessoa resguardada, que tem o pé no freio, é adiador de mudanças. Note que este sentimento também está presente em quem busca controlar a tudo e a todos, pois o medo de que as coisas não saiam perfeitas, como a própria pessoa o faria, revela por detrás a “insegurança”.

Em determinadas “doses” a insegurança pode até ser protetora, funcionando como um mecanismo de defesa que faz com que o seu alarme interno soe e o obrigue a atuar. Mas, a partir do momento em que se torna avassaladora, a insegurança não tem qualquer vantagem, você passa a se sentir incapaz e a viver em função de pensamentos negativos que pouco ou nada têm de razoável.

Por isso, eu desejo que reflita sobre este sentimento em sua vida e a como tem agido, pois, de verdade, você pode viver melhor consigo e com o seu entorno.

Bem, e como mudar esse cenário da insegurança? Antes eu preciso lhe fazer uma pergunta: onde é que este cenário se inicia?

Por mais que o que lhe gere a insegurança seja um acontecimento externo, é sempre dentro de você que o sentimento se forma. Então, é dentro de você que ele se inicia e, como disse antes, está tudo bem, é natural e normal que você o vivencie, a questão está no como e em quanta negatividade pode gerar por conta dele.

Obter melhor discernimento sobre suas emoções, levantando a reflexão e o questionamento sobre o que está sentindo, já é um passo importantíssimo de consciência, pois é a partir daí que você pode fazer as mudanças.

Assim, se você acredita que a insegurança está em um nível negativo em sua vida pode começar a praticar exercícios de mudança emocional e isso para que possa sair de uma posição muito defensiva ou de vítima, para que possa se entregar às relações amorosas com mais intensidade, para que expresse o que sente com mais maturidade, para que invista em seus sonhos com mais tranquilidade e capacidade de ampliar sua visão estratégica, para que não perca a oportunidade de ser mais feliz.

Se você me acompanha sabe que um dos exercícios que ensino muito é sobre a Respiração. Algo simples e extremamente eficaz, comprovado cientificamente – e que a metodologia de autoconhecimento do Processo Hoffman pratica há 50 anos.

Em um dos vídeos que gravei, falo mais sobre isso, é “Como você vive é como você respira” (https://processohoffman.com.br/video/como-voce-respira-e-como-voce-vive). E deixo aqui um simples (e poderoso) exercício para você praticar:

  1. Inspire o ar pelo nariz e solte pela boca;
  2. Expire por mais tempo que inspira, isto é, solte mais ar do que pegue;
  3. Para treinar é bom começar contanto: 03 segundos para puxar o ar… segure três segundos o ar dentro de si… e solte o ar em 4 ou 5 segundos. Repita esse exercício por 10 vezes;
  4. A oxigenação do cérebro aumenta, você se sente mais relaxado e calmo, e a disposição física e flexibilidade mental também aumentam.

“Pare, pense e respire” é um artigo que também escrevi com este objetivo (https://processohoffman.com.br/blog/pare-pense-e-respire/).

Eu desejo que você invista em seu Autoconhecimento e ele começa assim, com a reflexão sobre você, sobre o que você sente e como sente; o que pensa e como pensa; e sobre suas atitudes e como as têm manifestado.

É sempre tempo, independentemente da nossa fase de vida, de sermos pessoas melhores!

Até a próxima! Com amor e luz!

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Considerado o mês das crianças, outubro é o período em que os pequenos são mais lembrados com as entregas de mimos e carinhos. E essa evidência me faz refletir: quais referências de valores, autoestima, desenvolvimento e amor essas crianças estão recebendo hoje em seus lares e como o autoconhecimento dos pais pode ajudar em todo esse processo?

Crédito Foto: FreeDigitalPhotos.net

Quando criança, nossas atitudes, gostos e desejos estão intimamente ligados ao nosso ambiente familiar, já que é a nossa maior e principal referência – especialmente sobre o que presenciamos das próprias atitudes e comportamentos dos pais. Passamos a observá-los e a copiá-los em tudo. A criança, por um tempo, precisa olhar para os adultos, até para descobrir qual o seu lugar nesse mundo e no seio da família.

Os pais têm a responsabilidade de manter um ambiente saudável e equilibrado ao longo da vida, mas principalmente na fase da infância, estar atento, com consciência sobre si mesmo e ao que transmite ao filho pode fazer toda a diferença positiva para o desenvolvimento das crianças.

É aqui que entra a importância do autoconhecimento, pois, a partir dela os pais têm a oportunidade de reconhecer suas próprias negatividades e aprender caminhos para mudar a si mesmos, isso influencia diretamente o meio no qual a criança vive. Os pais passam a perceber melhor sua própria humanidade, isto é, que não são seres perfeitos, todos somos constituídos pelo nosso bem e pelo nosso mal. Por isso, reconhecer nossas próprias dificuldades e qualidades é um passo essencial para desenvolver a autoestima e autoconfiança. A maneira que nossos pais nos ensinaram, provavelmente, também foi a forma que eles aprenderam, o que torna fundamental quebrar essa sequência negativa e investir na mudança. Nunca é tarde para praticarmos o autoconhecimento e passarmos a vida a limpo, e podemos começar agora com algumas atitudes, tais como:

Observe e conheça a você mesmo. Não importa a idade do seu filho, o primeiro passo para a relação de vocês se estabelecer com mais qualidade é que você reconheça a si mesmo e aceite seus próprios defeitos e qualidades; tenha interesse em descobrir quem e como é o seu filho. Olhe nos olhos da criança com curiosidade. Ela já tem tendências, gostos, sabores, cheiros; saiba reconhecer e elogiar os bons comportamentos. Faça elogios ao seu filho. Mas elogie pontualmente, na hora em que a situação for digna de reconhecimento; ajude-os a reconhecer e nomear as próprias emoções. Ensine-os sobre o que eles estão sentindo e que está tudo bem eles vivenciarem aquela emoção, inclusive quando forem negativas (como raiva, dor, ciúme etc). Reconhecer os próprios sentimentos faz parte do autoconhecimento.

Essas, dentre outras dicas, são abordadas profundamente no curso de autoconhecimento “Processo Hoffman”, reconhecido em vários países há 50 anos e presente no Brasil há mais de 35. Além disso, nenhuma das dicas terá sucesso e nenhum filho será realmente feliz se antes os pais não buscarem a própria felicidade. Seus filhos copiarão sempre seus comportamentos. E não importa se você trabalha fora e não tem tempo para estar com a criança. Dê o seu melhor. Quando estiver com seu filho, fique com ele, olhe para ele, curta o momento. Isso tem um significado extraordinário!

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Depoimento de uma tentante que alcançou seu sonho de engravidar https://www.almanaquedospais.com.br/depoimento-de-uma-tentante-que-alcancou-seu-sonho-de-engravidar/ https://www.almanaquedospais.com.br/depoimento-de-uma-tentante-que-alcancou-seu-sonho-de-engravidar/#comments Wed, 04 Oct 2017 11:00:13 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14410 Meu nome é Brisa Maria Folchetti Darcie, sou advogada, casada desde 2008 com o Alessandro Darcie (o grande amor da minha vida), tenho 37 anos e gostaria de contar um pouco da minha história de luta, na busca por um filho. Assim que nos casamos (outubro), eu e meu marido decidimos logo engravidar. Tentamos por …

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Meu nome é Brisa Maria Folchetti Darcie, sou advogada, casada desde 2008 com o Alessandro Darcie (o grande amor da minha vida), tenho 37 anos e gostaria de contar um pouco da minha história de luta, na busca por um filho.

Assim que nos casamos (outubro), eu e meu marido decidimos logo engravidar.

Tentamos por um ano em casa e após nada acontecer, partimos para investigações. Descobrimos através de um Papa Nicolau, que eu tinha HPV (pré-câncer – NIC III). E em agosto de 2009 parti para minha primeira cirurgia, para retirada de um pedacinho do colo do útero. Os médicos indicaram tentar engravidar em casa e o resultado: nada!

Em outubro de 2010 descobri que eu tinha que ser submetida a nova cirurgia, pois estava com endometriose profunda. Após esta segunda cirurgia (videolaparoscopia), os médicos mandaram, mais uma vez, tentar engravidar em casa e o resultado: nada!

Depois descobrimos que meu marido (quando tinha sete anos de idade) fez uma cirurgia de criptorquia bilateral (pois os dois testículos eram internos). A partir daí, o Alessandro também precisaria de acompanhamento médico e a nossa “saga” começou através de consultas, exames, clínicas, laboratórios, remédios, injeções, sendo-nos indicado a fertilização in vitro.

Em agosto de 2011 fizemos a nossa primeira FIV. Tive hiperestimulação ovariana e o tratamento precisou ser suspenso, pois corria risco de morte. Neste momento, foram congelados todos os embriões (15 óvulos que se transformaram em 12 embriões). Depois que eu melhorei, fiz três transferências de embriões congelados (TEC), mas nenhum deu certo. Nisso tudo, o psicológico acaba conosco. Foi a primeira e mais difícil fertilização e aceitação de um negativo, mas eu estava disposta a tentar quantas vezes fossem necessárias.

Em 2013, com a cabeça mais tranquila, mudamos de clínica e fizemos mais duas fertilizações. Com outro protocolo, as coisas foram diferentes: se por um lado não tive a hiperestimulação, por outro não consegui ter embriões sobressalentes para congelar. Na segunda (em junho), comecei a sangrar um dia antes de fazer o teste de gravidez. Quando fiz o exame, deu indeterminado (valor 20): eu tive implantação, mas não progrediu… é a chamada gestação química! Fiquei muito esperançosa e sabia que meu bebê estava próximo. Assim, resolvemos em agosto tentar mais uma vez, juntando todas as nossas moedinhas e economias, fiz o beta e não deu certo de novo. Os médicos, agora, diziam que talvez estivéssemos com problemas de desenvolvimento do embrião (genético) e isso me assustou demais, mas nada era provado. Neste meio tempo, descobri que sou portadora de trombofilia leve (mutação heterozigota).

Em dezembro daquele mesmo ano, mudei mais uma vez de médico e de clínica, partindo para a 4ª fertilização. Tive 18 embriões e novamente precisamos congelar todos, porque, uma vez mais, tive hiperestímulo ovariano. Em fevereiro de 2014 eu fiz a transferência, usamos um arsenal de medicação nunca utilizado anteriormente (clexane, imunoglobulina, vacina do sangue paterno) e, por uma benção de Deus, tivemos o primeiro positivo: que sonho, nossa luta tinha acabado! Primeira US, descobrimos que a gestação era gemelar. Contamos para os familiares mais próximos e, na segunda US, já não tinham mais batimentos cardíacos. Como dói um aborto: dói na alma! No dia 30 de março de 2014 eu fiz a primeira curetagem. Fui dilacerada, arrancaram meu coração e nunca mais devolveram. Neste momento, descobri que a causa do aborto era genética, pois enviamos para análise. Mas a médica disse que dificilmente os demais embriões tinham o mesmo problema e, portanto, acreditamos em suas palavras.

Em julho daquele ano, já mais calma emocionalmente, fizemos a segunda transferência e veio o negativo, que, neste momento, já não me abalava mais.

Em janeiro de 2015 fizemos mais exames e transferimos os últimos bebês congelados: positivo mais uma vez. Primeira US: ouvimos o coração, que é o som mais lindo do mundo, para uma tentante! Nos enchemos de esperança, pois desta vez as coisas estavam diferente. Fomos fazer a segunda US: sem batimentos cardíacos de novo! Por que, meu Deus? Por que de novo? E, infelizmente, um ano após a primeira curetagem, no dia 30 de março de 2015, novamente eu estava na maternidade, mas não para ter um bebê e sim para ser submetida à nova curetagem. Desta segunda vez, o baque emocional foi maior. Eu duvidei, questionei a Deus, chorei e tive princípios de depressão. Mas as palavras dos médicos eram sempre as mesmas: nós temos muita chance, tanto pela idade quanto qualidade embrionária. Enviamos para análise genética e, desta vez, o exame veio normal.

A sugestão, neste momento, seria iniciar uma nova fertilização, com análise genética (que é a opção de verificar e transferir apenas embriões saudáveis para meu útero).

Em agosto de 2015, partimos para a 5ª FIV, com análise. Nesta fertilização, a intensão era conseguir o maior numero de embriões, pois apenas os melhores (blastocistos) iriam para a clínica genética. Todavia, a hiperestimulação desta vez foi tão grande, que eu precisei ser submetida a uma intervenção médica, para drenar o liquido abdominal sob risco de ter embolia pulmonar. Foram drenados quase 2 litros de líquido. Eu me assustei demais e prometi para mim mesma: FIV nunca mais! Para nossa surpresa, dos 32 óvulos que tive, enviamos 7 embriões para análise (os que chegaram aos estagio blastocisto) e acreditem: nenhum viável! Todos tinham problemas genéticos variados, incompatíveis com a vida. Esse resultado foi tão horrível quanto comparado a um aborto. Nós havíamos gasto mais de R$30 mil em vão.

Neste momento, totalmente desgastados emocional e financeiramente, começamos a pensar na opção da gestação do coração. No começo eu fui contra; meu marido sempre aceitou. Mas aos poucos percebi que a adoção seria a forma de poder ser mãe.

Em outubro de 2015 demos inicio ao processo de habilitação e, para nossa surpresa, no dia 30 de março de 2016 tivemos a entrevista com a psicóloga do fórum (caramba, esse 30 de março me persegue e eu o vejo como um dia ruim).

Em janeiro de 2016 comecei a sentir muitas cólicas e descobri, através de exames, que minha endometriose tinha voltado. Assim, no mês seguinte, fiz uma nova videolaparoscopia (que desta vez foi bem mais agressiva, com focos nos ovários, bexiga, vagina, fundo de saco e intestino). Nesta cirurgia eu coloquei DIU, mas tive rejeição: sangrei e tive cólicas insuportáveis por 100 dias, até que resolvi tirá-lo.

Em julho de 2016, fomos definitivamente habilitados no CNA (Cadastro Nacional de Adoção) e agora já estávamos grávidos do coração. Meus pais foram (e são) contra essa opção, por puro preconceito. Mas mesmo assim, estamos firmes neste propósito e nosso perfil é bem amplo: aceitamos receber uma criança de até cinco anos e meio, qualquer cor, raça, forma de concepção e doença. Mesmo assim, a fila de espera gira por volta de sete anos.

Em agosto do mesmo ano, comecei a me questionar: se eu aceito uma criança que foi gerada por outros pais, porque eu não aceitaria um embrião doado? Em várias clínicas, após os casais conseguirem seus filhos, muitos doam os embriões “sobressalentes”. Isso começou a mexer comigo e meu marido encarou comigo mais esta decisão. Não se trata de doação de óvulos ou espermas; mas sim doação do bebê já formado (embrião), com outro DNA e que eu poderia gerá-lo em meu ventre.

Fomos em três clinicas e, diante do tamanho desespero, fomos ludibriados. Em uma dela, muito famosa, aliás, foi-nos prometidos embriões de excelente qualidade e, quando questionamos mais a fundo, soubemos que se tratavam de paletas congeladas há mais de 10 anos, sem qualidade. Estávamos quase aceitando, no desespero, até que conhecemos o Dr. Pedro Monteleone. Ele é um médico prático e que duvida de muitas intervenções. Na nossa primeira consulta, um domingo, que durou mais de 3 horas, ele nos provou por A + B que devíamos usar sim nossos óvulos e espermas e que conseguiríamos nosso bebê. Mas e o risco de um novo hiperestímulo? De novo aborto? De alteração genética em todos os embriões? Era um risco sim, mas meu marido estava disposto a tentar, antes de usarmos os embriões doados.

Até então tudo era feito do meu jeito, e, desta vez, eu entreguei. Assim, em setembro de 2016, encaramos a 6ª fertilização in vitro (mais para não contrariar meu marido, que SEMPRE acreditou, SEMPRE me apoiou e SEMPRE esteve em meu lado em todas as consultas) e alguns dias depois, tive meu terceiro positivo. Nesta fiv, eu tive 11 óvulos, 11 embriões e 11 blastocistos. O médico disse que nunca tinha visto uma qualidade embrionária desta forma e que “não sabia como é que tinha me conhecido, porque eu já devia ter engravidado há muito tempo” – suas palavras.

Neste momento, eu não tinha mais medo do resultado dos exames de beta: se positivo ou negativo – mas sim da terrível segunda US. Repetimos o exame: o beta não dobrou em 48 horas, como era para ter dobrado. Quem é tentante há anos, já liga o botãozinho (“opa, há algo errado”), mas seguimos confiantes. Primeira US: tamanho do bebe não era o esperado; segunda US, adivinha? Sem batimentos cardíacos. No dia de finados: 02/11/2016, eu estava pela terceira vez, na recepção da maternidade, cheia de gestantes felizes prontas para parir, fazendo minha terceira curetagem. Neste dia, eu jurei a mim mesma: só voltaria ali quando for a hora do meu parto. Chega!

Em janeiro de 2017 decidimos realizar o exame de analise genética nos embriões que estavam congelados (a contra gosto do médico), mas eu não queria “pagar para ver” mais uma vez.  Recebemos o laudo e, de 6 blastocistos analisados, para nossa grande surpresa, 4 vieram como normais!!! Assim, transferimos os dois melhores e, 10 dias depois: um belo negativo!

Como é que isso é possível? Depois de tudo?

Mas, ainda tínhamos uma última chance (com dois embriões congelados normais, não tão bons como os anteriores). Assim, no dia 20 de fevereiro de 2017, fizemos a transferência em um ciclo natural, sem usar qualquer medicação, nem mesmo para preparar o endométrio.

Todavia, em meio à última possibilidade de FIV, não bastando toda a carga emocional depositada no tratamento, me vi meio a um furacão: 3 dias depois da transferência, meu pai faleceu e eu abandonei todos os cuidados indispensáveis daquela fase do tratamento. Eu passei os piores dias da minha vida. Eu perdi um pai e ganhei uma “filha” de 63 anos de idade (minha mãe), que é totalmente dependente e alheia a tudo do mundo. Eu não me alimentei, não cuidei de mim, não tomei os remédios e sabia que mais uma vez não tinha dado certo o tratamento… mas eu pensava: neste momento era o melhor, porque eu precisava resolver todas as questões burocráticas do falecimento, que eram exigidas.

No dia da missa de 7º dia de falecimento do meu pai, era o dia do Beta (foi na quarta-feira de cinzas). Meu marido voltaria para SP neste dia e, apesar de insistir para irmos ao laboratório, no interior tivemos a resposta que o exame demoraria cinco dias para ficar pronto. Então fizemos um teste de farmácia e, sem esperar os 3 minutos, eu o abracei e pedi perdão, porque eu estraguei esse tratamento todo. Meio sem jeito, ele olhava para o teste e me perguntava aonde eu deviria colocar o resultado; eu não tinha percebido: a segunda listrinha estava ali, muito fraquinha!!! Caramba: bem agora? Como é que vou comemorar? Vida x Morte na minha frente? Neste mesmo dia, eu fui à casa da minha avó e começou a chover com sol junto. Abriu um arco íris maravilhoso e muito forte: no meu coração eu senti – depois da tempestade, vem o arco íris, que me mostrou que esse bebê é a mais sublime forma da minha família renascer; do meu coração dilacerado se encher de amor e da minha vida ressurgir.

Fizemos o teste de farmácia só no D14. Em 48 horas, mais que dobrou. Primeira US tudo perfeito; segunda, terceira (chegou 30/março, mas seguimos adiante), quarta, quinta US (estão sendo semanais, diante de todo o meu quadro): bebê mexeu os bracinhos e perninhas. Confesso que, cada vez que vou ao médico, eu tremo por dentro. Hoje, minha vida é e será em função desse bebê que carrego no ventre; seu nome: Íris! Não tinha como ser outro. Estou em repouso, já fiz cirurgia para segurar a Íris em meu ventre, tenho muitas restrições alimentares (por conta de vários problemas gestacionais) e uma gestação de altíssimo rico (trombose).

Eu tenho um IG anônimo (@mulhermoderna.futuramamae), que durante muito tempo foi um diário virtual sobre minha luta para engravidar.

Porque eu estou escrevendo partilhando minha história? Por que eu acredito que minha luta possa servir de inspiração para outras mulheres, que, assim como eu, esperam o milagre em seus ventres.

Dizem que Deus escreve certo, por linhas tortas; hoje vejo que Ele escreve certo por linhas certas.

Acredito no Deus do impossível! Diz o ditado que uma mãe faz de tudo por um filho. Concordo, pois estamos fazendo de tudo pelo nosso, que vai nascer em outubro (quando completaremos 9 anos de casados)!!!

Um grande abraço,

Brisa (mamãe da Íris e esposa do Alessandro) 

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Talentos – Comece a libertá-los https://www.almanaquedospais.com.br/talentos-comece-liberta-los/ https://www.almanaquedospais.com.br/talentos-comece-liberta-los/#respond Mon, 11 Sep 2017 13:17:08 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14359 Seja sincero: você sente que usa seu talento naquilo que faz? O que você produz é fruto de seu talento? Você reconhece ou sabe quais são seus talentos? Se você deseja abrir seu próprio negócio seja porque gostaria de mudar ou porque, infelizmente, perdeu o emprego; se você está infeliz porque há anos não gosta …

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Seja sincero: você sente que usa seu talento naquilo que faz? O que você produz é fruto de seu talento? Você reconhece ou sabe quais são seus talentos?

talento

Se você deseja abrir seu próprio negócio seja porque gostaria de mudar ou porque, infelizmente, perdeu o emprego; se você está infeliz porque há anos não gosta do que faz (e quem sabe ainda continue trabalhando com a mesma coisa e na mesma empresa); se você ainda é jovem e não sabe bem que profissão escolher ou pode ser que até esteja mais velho, porém ainda se sente perdido… Eu gostaria que você refletisse sobre o que realmente significa TALENTO.

Todos esses anos trabalhando com uma das metodologias de Autoconhecimento mais reconhecidas do mundo, que é o Processo Hoffman, percebi que as pessoas têm muita dificuldade em identificar, descobrir e usar seus próprios talentos. Por isso, a importância de conversarmos sobre esse tema.

Estamos acostumados a ouvir a palavra “talento” nas mídias e, em geral, quando ela surge, é para reforçar as competências relacionadas às artes. Então, a primeira coisa a refletir é que “talento” não precisa necessariamente estar relacionado à grande exposição e nem a um dom artístico. Há pessoas que têm ciência disso, mas há também quem sinta que precisa fazer algo de grande visibilidade para dar vazão ao próprio talento. Acredite: você nasceu com pelo menos uns três talentos e provavelmente não os usa para ter sucesso, dinheiro e nem satisfação.

Para reconhecer e usar seus talentos de maneira consciente e plena é preciso você se autoconhecer. Sim, e já te explico o porquê e como iniciar este caminho.

Quer começar a investigar sobre seus talentos?

O primeiro passo é simples, de verdade, e começa por usar a memória para relembrar o que você gostava de fazer na infância. Isso mesmo, quero que você se recorde das atividades que te deixavam feliz. Você pode se surpreender! Sabia que aquelas suas brincadeiras infantis estavam repletas de talentos “escondidos” e que vieram com você para serem desenvolvidos?

Algumas pessoas têm talentos mais evidentes, mas a questão é que a grande maioria de nós “desaprendeu” ou se esqueceu dos talentos que possui. E há ainda os que negligenciaram suas capacidades inatas, isto é, não as desenvolveram, seja porque não quiseram ou porque não puderam.

Se formos aprofundar, esses entraves estão ligados ao aprendizado emocional da infância. Esta é a fase em que começamos a descobrir o mundo e é também a que fomos, muitas vezes, repreendidos de forma repetitiva ou controlados excessivamente por nossos pais ou cuidadores. A intenção, claro, pode ter sido para o nosso bem e até mesmo para evitar algum perigo físico, porém, em diversas situações, aquele tipo de comportamento ou atividade infantil que nos levou a tomar uma bela bronca poderia revelar nossos talentos em potencial.

Quando crianças, em nosso pequenino cérebro, essas advertências sem explicações – ou seja, os “nãos” que não compreendíamos, porque simplesmente não tínhamos ainda maturidade para tal – foram interpretados como se estivéssemos fazendo algo muito, mas muito ruim. Algo que nossos pais desaprovavam, mas que não sabíamos o porquê.

Nossa percepção emocional na infância é a de que, se fizermos aquilo outra vez, seremos advertidos ou não seremos amados. É aí então que começamos a abandonar nossos talentos e crescemos cheios de medo, de vergonha, de insegurança, de autocrítica e de sentimentos que nos impedem de acessar aqueles talentos mais legais. É como se estivéssemos cheios de “freios” em alguns talentos, e o resultado é que vamos nos desencorajando.

Se você estiver vivendo um momento de incertezas quanto às suas capacidades e habilidades, quanto à sua profissão, pare um pouco, tire um tempo para recordar seus talentos infantis, aquilo que te dava prazer.

Esse acesso à lembrança é fundamental para você começar a se livrar dos freios que por anos te deixaram preso. Tenho certeza que, ao fazer isso, muitas decisões ficarão bem mais fáceis e o medo de errar, de não dar certo e a autocrítica darão espaço ao seu desenvolvimento.

Espero ter lhe ajudado com essa reflexão e que você possa começar a dar novos passos em sua caminhada de talentos!!

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Regras para visitar bebê recém-nascido e dicas de presentes https://www.almanaquedospais.com.br/regras-para-visitar-bebe-recem-nascido-e-dicas-de-presentes/ https://www.almanaquedospais.com.br/regras-para-visitar-bebe-recem-nascido-e-dicas-de-presentes/#comments Wed, 30 Aug 2017 13:00:51 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=7584 A vontade de conhecer o mais novo membro da família, ou o filho daquele grande amigo, é enorme. Ver seu rostinho, estar ao lado dos pais para viver esse lindo momento na vida do casal, enfim, visitar bebê recém-nascido no hospital ou em sua casa é uma delícia, porém requer alguns cuidados para que a …

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A vontade de conhecer o mais novo membro da família, ou o filho daquele grande amigo, é enorme. Ver seu rostinho, estar ao lado dos pais para viver esse lindo momento na vida do casal, enfim, visitar bebê recém-nascido no hospital ou em sua casa é uma delícia, porém requer alguns cuidados para que a visita não vire um transtorno.

visitar bebê recém-nascido

Regras para visitar bebê recém-nascido

1-) Se não for da família ou muito íntimo, evite visitar no dia do nascimento

O dia do nascimento do bebê é exaustivo para a nova mamãe, que passou algumas horas se dedicando ao parto (seja natural ou cesariana) e sua recuperação.

É importante que a nova mamãe descanse, fale pouco para evitar formação de gases, e que concentre sua energia em seu filho: amamentação, carinho, cheiro e declarações de amor. Portanto, se você não é aquele amigo íntimo, ou um familiar próximo, o melhor é evitar visitar no primeiro dia.

2-) Somente os mais próximos devem visitar o bebê na maternidade

Na maternidade a mamãe não tem muita privacidade, precisando algumas vezes expor os seios para amamentar o bebê, se levantar ainda meio desajeitada – devido ao parto normal ou cesariana – para ir ao banheiro deixando sua roupa íntima exposta, enfim, se você não tem muita intimidade com a mamãe, é melhor aguardar umas semaninhas para visitar o bebê em sua casa.

Algumas pessoas podem defender que a maternidade é um local adequado para visitas porque a mamãe não precisa “fazer sala”, mas lembre-se que a etiqueta para visitar um bebê em sua casa também desobriga a mamãe de servir qualquer petisco, deve ser sempre breve e em horário combinado! Falaremos sobre isso mais abaixo.

3-) Quando visitar o bebê recém-nascido em casa

Ao chegar da maternidade os papais levam um tempinho para ajustar a rotina em casa, organizar as roupas, desfazer malas e colocar a casa em ordem. Aguarde cerca de 2 semanas para visitar, porém ligue antes para saber qual o melhor momento.

Nunca peça para os papais nada além de água. Nada de cervejinha, café, suco, drinques, lanches ou petiscos. Você está indo para visitar o bebê recém-nascido e não para ficar jogando conversa fora e tirar a concentração dos papais em criar uma nova rotina com o bebê.

4-) Marque um horário

Não é agendamento de consulta, mas é importante que você ligue para a nova mamãe e combine um horário que seja bom para todos. Chegar no horário combinado é elegante e necessário!

Se notar que a outras pessoas estão chegando e a casa está ficando barulhenta ou cheia, é hora de parabenizar os papais e se despedir.

5-) Não use perfumes ou hidratantes muito cheirosos. Fumantes: Fiquem longe do fumo pelo menos 2 horas antes da visita

Cheiros fortes podem causar alergias no bebê e é por isso que as flores que a mamãe recebe ficam do lado de fora do quarto. Então nada de perfumes, hidratantes cheirosos e, obviamente, fumo.

O cheiro do fumo permanece na pele, roupa, cabelo e hálito por muito mais tempo do que 2 horas, mas se você não consegue ficar longe do fumo por pelo menos 2 horas antes da visita, é melhor manter alguma distância do bebê e da mamãe.

6-) Na hora da mamada dê privacidade para a mamãe

Se notou que está na hora da mamada, dê privacidade para a mamãe e bebê. Na maternidade a dica é sair do quarto até que a mamada tenha se encerrado. Se você está na casa da nova mamãe, ofereça para pegar um copo d’água para ela (amamentar dá uma sede enorme) e enrole alguns minutos até que a bebê já esteja mamando e a mamãe acomodada.

Após levar o copo com água, você pode aproveitar para ir ao banheiro e, se tiver mais intimidade, oferecer para preparar o banho da mamãe ou ajudar a organizar algum cômodo ou item que a mamãe esteja precisando.

7-) Quanto tempo deve durar a visita ao bebê recém-nascido

Visitas longas estão fora de cogitação! Sendo em casa ou na maternidade a mamãe está focada em satisfazer as necessidades de seu bebê e, quando sobra um tempinho, descansar. O tempo ideal da visita é de 20 minutos.

Lembre-se sempre: a casa não precisará estar arrumada para te receber, o mais importante é que mamãe e bebê estejam confortáveis!

8 -) Lave as mãos assim que entrar na casa ou quarto da maternidade

A primeira ação que você deve tomar ao entrar na casa ou no quarto da maternidade, é lavar suas mãos e passar álcool em gel. Faça isso antes mesmo de cumprimentar os novos papais.

9-) Se está doente, uma ligação é mais elegante que uma visita

Gripe, resfriado, mal-estar… não importa o tipo da doença, se há risco de ser transmissível é melhor deixar a visita para depois. O bebê ainda é muito frágil e o simples resfriado pode ter consequências desastrosas em seu pequeno organismo.

Ligue para os novos papais e parabenize, por telefone, a chegada do herdeiro. Combine uma visita para quando estiver 100%.

10-) Quando pegar o bebê no colo

Pode ser irresistível pegar aquele pequeno ser tão frágil e lindo em seus braços, mas só o faça se os papais oferecerem (perguntar se pode pegar o bebê não é adequado).

Muitas vezes os papais ainda estão apreensivos quanto aos cuidados com o bebê e podem se sentir desconfortáveis ao verem alguém pegando o pequeno herdeiro.

11-) Não segure as mãos do bebê e nada de beijos

As mãos do bebê são lindas e a sensação de quando eles seguram nossos dedos é maravilhosa. Mas resista aos seus instintos e não coloque suas mãos nas mãos do bebê. O bebê frequentemente leva suas mãozinhas à boca e, junto com ela, todos os vermes, sujeiras e bactérias que foram passadas por outras pessoas. Essa regra vale para sempre, ou seja, nunca acaricie e segure as mãos dos bebês recém-nascidos ou crescidinhos.

Dar beijos em seu pequeno rostinho pode ser tentador, mas é mais um impulso que você precisa controlar para evitar qualquer transtorno para o bebê.

12-) Vai fotografar, então desligue o Flash

Antes de sacar a máquina fotográfica, vale perguntar aos papais se pode tirar algumas fotos do bebê (alguns papais preferem preservar seu filho nos primeiros dias, então para não tornar a situação constrangedora sempre pergunte antes mesmo de pegar a máquina).

Se as fotos foram autorizadas, desligue o flash para proteger os olhinhos do bebê e registre esse momento tão especial.

13-) Nunca coloque fotos do bebê nas redes sociais

Nunca, em hipótese alguma, coloque as fotos do bebê ou dos papais nas redes sociais!

Tudo que é compartilhado nas redes torna-se público e somente os pais podem decidir se querem expor ou não seus filhos. O mesmo vale para avisar que o bebê nasceu, somente comunique se os papais pedirem, senão deixe que eles tenham o prazer de anunciar aos sete ventos que o mais novo herdeiro chegou.

14-) Nada de ficar dando palpites sobre os cuidados com o bebê

Se você já é papai ou mamãe experiente e percebe que os novos papais estão com dificuldades para lidar com algum cuidado com o bebê, oferecer ajuda pode ser de grande valia, mas ficar dando palpite de como faz isso ou aquilo pode ser indelicado.

Antes de começar a tagarelar, pergunte ao casal se precisam de alguma ajuda. Se eles quiserem saber como você faz, eles perguntarão.

15-) Lembrancinhas

As lembrancinhas devem ser entregues pelos papais, e não há mal algum em lembrá-los se você já está indo embora, afinal são tantas novidades que é natural que os papais acabem se esquecendo de entregá-las.

Não ofereça para levar uma lembrancinha para fulano ou peça lembrancinhas para quem não foi visitar, geralmente os papais não compram em grande quantidade e este mimo é para quem já conheceu o pequeno herdeiro. Se oferecerem mais lembrancinhas não há mal em aceitar, mas nada de pedir mais.

Dicas de presentes:
presente

A-) Presente para o bebê recém-nascido

É educado levar uma lembrancinha para o recém-nascido e não precisa ser nada oneroso. Os presentes mais indicados são:
– roupinha (macacão tamanho M ou G fazem muito sucesso);
– pulseira, colar ou brincos (sempre de ouro para não causar alergia no bebê);
– brinquedo (chocalho, pelúcia…);
– sapatinho;
– manta de algodão;
– artigo de banho (shampoo, sabonete líquido, hidratante…);
– porta-retratos ou álbum do bebê.

B-) Presente para a mamãe

Algumas pessoas condenam levar flores para a mamãe, afinal elas precisam ficar fora do quarto da maternidade ou do cômodo da casa em que o bebê pode ficar para evitar alergias. Porém não há mal algum em levar flores desde que você se lembre de mostrar a ela o presente e colocá-lo em um lugar apropriado sem que ela precise se levantar ou ter contato com as flores para isso.

Outros presentes menos polêmicos que você pode levar para a mamãe são:
– guloseimas (bombons, balas e biscoitos finos, brigadeiro de colher…);
– pulseira, colar ou anel com inicial ou nome do filho ou pingente que tenha relação com o bebê;
– camisola ou pijama que facilite a amamentação;
– livros com temática da maternidade.

C-) Presente para o irmão mais velho

Levar um presentinho para o irmão mais velho é um sinal de carinho, afinal ele pode estar enciumado por ter que dividir a atenção, ou até mesmo achar que está perdendo seu espaço na família.

O único presente que o irmão mais velho deve ganhar é BRINQUEDO, afinal roupas não são os presentes preferidos das crianças, não é mesmo?

D-) Presente para o papai

O papai também pode ganhar presentes, especialmente de um grande amigo.Os presentes mais indicados são:
– bebidas;
– livros com temática da paternidade.

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Conteúdo publicado originalmente em 04/05/2014 e atualizado em 30/08/2017

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Vida sem propósito não é vida; é apenas uma palavra https://www.almanaquedospais.com.br/vida-sem-proposito-nao-e-vida-e-apenas-uma-palavra/ https://www.almanaquedospais.com.br/vida-sem-proposito-nao-e-vida-e-apenas-uma-palavra/#respond Mon, 07 Aug 2017 10:00:57 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14317 Mais um dia nasce, o que significa que uma grande dádiva está em nossas mãos! Afinal, cada novo amanhecer representa também uma nova chance para vivermos com propósito. Mas será que você está vivendo o seu propósito para esta vida? Para responder a essa questão, te convido a fechar os olhos e a se perguntar sinceramente: …

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Mais um dia nasce, o que significa que uma grande dádiva está em nossas mãos! Afinal, cada novo amanhecer representa também uma nova chance para vivermos com propósito. Mas será que você está vivendo o seu propósito para esta vida? Para responder a essa questão, te convido a fechar os olhos e a se perguntar sinceramente:

Eu acordo pela manhã e sinto que existem milhões de possibilidades à minha frente?
Eu posso fazer (e tenho feito) escolhas fundamentadas naquilo que gosto de fazer?

Vida sem propósito não é vida; é apenas uma palavra

Se sua resposta é que, sim, então provavelmente está vivendo ou está em alinhamento com seu propósito. No entanto, se pensou e sentiu que as suas possibilidades são poucas ou se esgotaram, que despertar para esse dia é um fardo, ou mesmo que você está travado e não consegue sair do lugar, então eu preciso te dizer: você está distante de seu propósito.

Neste caso, vamos conversar sobre isso?

Bem, em primeiro lugar, preciso que você entenda exatamente sobre o que estou falando. Das mais de 10 mil pessoas que já passaram pela minha sala de aula, incluindo as de elevado nível social, sem exceção, todas querem ser felizes. Na realização de seus planos está a busca pelo bem-estar e felicidade. Entretanto, para ser feliz é fundamental que você viva o seu propósito, daí a importância de conversarmos sobre isso.

Quando digo que vida sem propósito é apenas uma palavra, é mesmo no sentido de que falta algo que dê completude e significado à sua vida, para que ela não seja apenas uma sequência de fazeres automáticos para você se “manter” vivo.

Afinal, o que é propósito?

Muita gente confunde propósito com objetivos e metas, então o primeiro passo é desfazer essa noção!

“Objetivo” é aquilo que você deseja obter, realizar ou alcançar; pode ser mudar de profissão, montar um negócio, comprar um carro, emagrecer etc. As metas são as etapas que você precisa concluir para atingir seu objetivo e, por isso, elas têm de conter datas, prazos e ações. Por exemplo, tenho um amigo que tem o objetivo de comprar uma casa e a sua meta é guardar 500 mil reais em 5 anos. Para isso, ele traçou um planejamento e precisará cumprir várias ações ao longo desse tempo.

Já o propósito está relacionado à nossa finalidade nesta vida, à essência de quem somos, ao que nos dá significado; ele ilumina o nosso ser e define o que somos para nós mesmos e para quem nos cerca. O seu propósito é, metaforicamente, seu grande guarda-chuva e é abaixo dele que estão seus objetivos e metas; assim, quanto mais alinhados eles estiverem com seu propósito, mais feliz você se sentirá.

Se você sente que seu propósito está em falta, será que sabe como ou onde “encontrá-lo”? Bem, o autoconhecimento é um pilar fundamental para que possa se apropriar do seu propósito. Um exercício que pode te ajudar é: pergunte-se “para quê?”. Vou explicar melhor, acompanhe.

Para que…?

Para descobrir o seu propósito ou assegurar que o que está fazendo hoje está alinhado com ele pergunte-se: “PARA QUÊ?”.
Para que eu vivo?
Para que eu existo?
Para que sou a pessoa que eu sou?
Para que desejo casar?
Para que desejo guardar dinheiro?
Para que esta empresa existe?
Para que sou líder?
Para que…

Veja que é diferente de usar “por quê?”. A resposta do “por que” leva você ao passado ou a uma reposta de status quo como: “guardo dinheiro para me sentir seguro”. Já o “para que” leva você a refletir sobre qual o sentido de guardar dinheiro.

Quando estamos conectados ao autoconhecimento conseguimos responder ao “para que” com muito mais fluidez e facilidade. É algo que conquistei no Processo Hoffman e pelo qual sou profundamente grata a Bob Hoffman.

Sempre que pratico esse exercício, eu, particularmente, vejo claramente que o meu propósito é o de motivar e desenvolver, no maior número possível de pessoas, a vontade de desfrutar do amor-próprio e da felicidade em suas vidas. É o que me dá razão para viver, para existir e para ser a pessoa que sou. E é assim que me sinto atuante e capaz de colaborar em prol de um mundo melhor.

Então, sem medo, convido você a fazer a principal pergunta do propósito: para que você acorda todos os dias? E quem se importa com isso?

Encontre sua resposta e, depois, honre-a: esta é a sua razão de viver.

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Gravidez na adolescência https://www.almanaquedospais.com.br/gravidez-na-adolescencia/ https://www.almanaquedospais.com.br/gravidez-na-adolescencia/#comments Wed, 02 Aug 2017 18:00:29 +0000 http://www.almanaquedospais.com.br/?p=9682 Conheça os riscos da gravidez na adolescência, como agir, apoio emocional, ajuda profissional e prevenção.

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Há uma ocorrência muito significativa de casos de gravidez na adolescência.

Em um período de dez anos, o número de jovens entre 12 e 19 anos que se tornaram mães sofreu um aumento de 80%, ou seja, quase 18% de todas as gestantes brasileiras são adolescentes.

Porém a gravidez na adolescência merece atenção redobrada, a gestação nessa fase apresenta riscos que são muito menores quando a mulher é mais madura física e emocionalmente. Além disso, a gravidez na adolescência pode atrasar a vida acadêmica e outros sonhos e planos da nova mamãe.

gravidez na adolescência

As razões para a gravidez na adolescência vão muito além do ato sexual inconsequente, muitas adolescentes são vítimas de abuso sexual, falta de diálogo e apoio familiar, além das intensas mudanças psicológicas que podem afetar seu comportamento fazendo-a acreditar que sexo está relacionado à liberdade e quebra dos paradigmas sociais e familiares.

Uma pesquisa do Hospital das Clínicas em São Paulo aponta que 25% das adolescentes planejaram a gestação.

Gravidez na adolescência é considerada de alto risco

Mas, afinal, quais são os riscos de ter um filho durante a adolescência?

  • as chances de a futura mãe ser vítima de hipertensão durante a gravidez são cinco vezes maiores quando ela é adolescente;
  • a criança pode nascer abaixo do peso normal e, por isso, ter dificuldades para se desenvolver;
  • o risco de a gestante contrair anemia também é muito maior quando ela é uma adolescente;
  • normalmente é preciso fazer cesárea porque a mãe não consegue entrar em trabalho de parto com facilidade;
  • perigo maior de o bebê nascer prematuro

E, além de tudo isso, ainda existem todos os transtornos psicológicos que uma menina enfrenta quando engravida na adolescência, principalmente porque, na maioria dos casos, a gravidez não foi planejada.

Ela precisa se identificar como mãe e assumir esse papel rápida e repentinamente, no entanto, ainda está enfrentando todos os dramas naturais da adolescência.

O pai do bebê também precisa assumir suas responsabilidades

Tudo isso se torna ainda mais complicado quando o pai da criança não assume a responsabilidade, ou a assume apenas para sinalizar e se orgulhar da sua própria masculinidade, e não com a consciência de que está tendo um filho e de que isso não é algo passageiro.

O pai precisa ter postura de pai, até porque, ainda que a sociedade esteja mais receptiva e não se escandalize tanto com a gravidez na adolescência, há famílias que não dão apoio e suporte para suas filhas, consequentemente, essa adolescente que está prestes a ter um filho acaba se sentindo desamparada, confusa e com todos aqueles riscos fisiológicos já citados.

Cuidados com a adolescente grávida

Uma vez que a adolescente engravidou, é fundamental que se faça o pré-natal o quanto antes. Um médico especializado acompanhará o desenvolvimento da criança e também da futura mãe, podendo contornar qualquer imprevisto que apareça.

A gravidez na adolescência traz uma série de riscos, se a futura mãe não for submetida ao acompanhamento médico adequado, pode ser vítima de algum mal (como a anemia ou a hipertensão) com mais facilidade.

Portanto, essas adolescentes gestantes precisam ser incentivadas a dar início ao pré-natal assim que descobrem a gravidez, continuando com ele até o nascimento da criança.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todos esses serviços gratuitamente, por isso, a adolescente precisa ser orientada a procurar um posto de saúde, tentando garantir a saúde dela mesma e do bebê.

A gestante também precisa adotar uma alimentação mais saudável, o que não é muito comum entre adolescentes. É preciso investir em alimentos ricos do ponto de vista nutricional, tanto por ela quanto pelo bebê que vai nascer.

Apoio emocional

gravidez-na-adolescencia-02

A adolescência é considerada a mais complexa fase da vida, um período de dúvidas, incertezas, mudanças corporais e marcado por pressões sociais para o ingresso em uma universidade e mercado de trabalho, tudo isso sem falar do fator financeiro.

Ao deparar com um “positivo” em seu teste de gravidez a adolescente também precisará lidar física e emocionalmente com a gestação, além de tratar o assunto com familiares, amigos, com o pai do bebê, e receber muitos olhares de compaixão e rejeição até mesmo de desconhecidos.

O apoio emocional é extremamente importante para que a adolescente grávida possa lidar com essa nova situação da melhor maneira possível.

Escola, projetos para o futuro, planos de viagens, passeios e até mesmo planejamento financeiro precisam ser revistos para que a adolescente assuma a responsabilidade materna, um comportamento maduro e crie novas perspectivas para seu futuro.

Quando a gravidez na adolescência é acompanhada de rejeições, falta de preparo emocional, baixa autoestima da jovem e inseguranças, a incidência da depressão pós-parto é muito alta.

A ajuda de um profissional para aprender a lidar com essa situação é importante para a gestante, pai do bebê e família. Um psicólogo, ou mesmo um assistente social poderá orientar e dar todo o apoio e orientações necessárias para que a família possa se estruturar para a chegada do bebê.

Adolescente e mãe exemplar

Existem inúmeros casos de gravidez na adolescência que geraram não só bebês saudáveis e felizes, como mães responsáveis e dedicadas. Essa história é ainda mais comum quando a adolescente grávida recebe apoio do pai da criança e dos familiares.

Orgulhar-se de gerar uma nova vida, refletir e aceitar as mudanças em seus planos para o futuro, não abandonar estudos e planos de carreira, porém adaptá-los para que o filho receba seus cuidados e atenção, além de poder contar com apoio familiar, são fatores que influenciam para o sucesso dessa história, tanto para a nova mamãe, quanto para o bebê que está para chegar.

Nem sempre o sucesso dessa história está relacionado à união matrimonial dos pais do bebê, quando ambos são jovens a probabilidade dessa união fracassar é ainda mais alta, pois o casal precisa de maturidade para lidar com seus próprios conflitos que serão intensificados com o cansaço e expectativas da chegada e criação do bebê.

O casamento é outro assunto, e deve ser tratado com calma e cuidado para não ser confundido ou misturado com a gravidez.

gravidez-na-adolescencia by www modernmom com

Prevenção

Prevenir a gravidez na adolescência continua sendo a melhor maneira de tratar essa situação. As opções de métodos contraceptivos são muitas, como a camisinha – que também previne doenças sexualmente transmissíveis (DST) -, pílula anticoncepcional, injeção de hormônios, DIU e muitos outros. As adolescentes precisam ser orientadas pelas famílias e escolas sobre todos os riscos que uma gravidez na adolescência proporciona e às consequências de interromper os estudos nesse momento para se dedicar à maternidade.

Para saber o método anticoncepcional adequado, a adolescente deve ser examinada por um ginecologista, que prescreverá o melhor para a paciente, de acordo com sua idade, rotina e necessidades.

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Conteúdo escrito originalmente em 31/12/2014 e atualizado em 02/08/2017

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Comunicação – O que foi feito para nos aproximar, não deveria nos separar https://www.almanaquedospais.com.br/comunicacao-o-que-foi-feito-para-nos-aproximar-nao-deveria-nos-separar/ https://www.almanaquedospais.com.br/comunicacao-o-que-foi-feito-para-nos-aproximar-nao-deveria-nos-separar/#respond Mon, 10 Jul 2017 10:00:57 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14269 Quantas vezes alguém nos abordou para saber o que achamos de um determinado assunto ou nos pediu uma opinião, e assim que respondemos o que pensamos, principalmente se nossa opinião foi contrária às ideias do interlocutor, nos sentimos como se tivéssemos acabado de mexer num vespeiro? Mesmo quando somos convidados a opinar ou quando discordar …

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Quantas vezes alguém nos abordou para saber o que achamos de um determinado assunto ou nos pediu uma opinião, e assim que respondemos o que pensamos, principalmente se nossa opinião foi contrária às ideias do interlocutor, nos sentimos como se tivéssemos acabado de mexer num vespeiro?

Mesmo quando somos convidados a opinar ou quando discordar deveria ser saudável, natural e construtivo, é comum notarmos uma resistência irracional do outro lado, uma reação quase inexplicável que é capaz de anular qualquer possibilidade de entendimento mútuo e destruir uma relação. A reação mais fácil muitas vezes é desistir daquela pessoa tão cabeça dura, não é mesmo?

Mas de onde vem essa resistência à opinião alheia no ser humano? Gostaria de te convidar a se perguntar, o que nos leva a não dar ouvidos aos outros, a nos agarrar às nossas convicções como se elas fossem uma questão de sobrevivência e a pensar porque vemos qualquer opinião contrária à nossa como uma ameaça.

Ora, somos agraciados ou desenvolvemos muitos dons e certamente a capacidade de nos comunicarmos é um dos “dons” mais complexos que usamos todos os dias, porque ela envolve não só a fala, mas também o gesto, a expressão facial, corporal e a emoção. Mas dentro desse universo, a fala representa apenas 7% da comunicação e no entanto damos muita importância a ela, esquecendo de todo o resto. Só de pensar nisso, imagine o quanto nos escapa, o quanto de nossa comunicação não é percebida, não é controlada, é impensada, sai sem querer!

Agora imagine o contrário: Quando alguém fala com a gente, imagine o quanto do que essa pessoa está dizendo é realmente o que ela queria dizer, saiu da forma que ela pretendia se comunicar? Muito pouco não é mesmo? Sabe aquela sensação de que a gente não conseguiu se expressar por palavras em momentos de forte emoção, de dúvida, de desespero, de alegria, de insegurança, de raiva ou até mesmo de amor? Pois é, se você conseguiu perceber a dimensão do que perdemos entre o que pensamos e o que de fato nos chega à fala, já deu o primeiro passo para tornar sua comunicação mais consciente. Agora é preciso ir um pouco mais além! É preciso falar de “Empatia” e da importância dela na melhoria da Comunicação e das Relações Humanas.

Costumo dizer que a Comunicação que surgiu para nos aproximar, também curiosamente pode nos afastar, nos isolar, nos autoenganar e estagnar, se não estivermos dispostos a abrir mãos de nossas verdades. A comunicação pode ser o maior “tiro pela culatra” na vida de uma pessoa, se ela não estiver disposta a fazer simples perguntas durante uma conversa ou discussão: E se eu estiver errado? E se você tiver razão? E se houver uma outra alternativa? O que me faz pensar assim e dizer o que estou afirmando com tanta convicção? Por que não posso abrir mão de certos conceitos ou preconceitos?

Colocar-se no lugar do outro e ter curiosidade pelos sentimentos do próximo, perguntar-se sobre o que está por traz daquela opinião ou daquelas palavras de defesa e ataque durante um diálogo, se chama empatia. É a empatia que nos fará entender as razões, nos permitirá fazer perguntas, ouvir os argumentos e as motivações dos que nos cercam. Se não exercitarmos essa empatia, vamos viver apenas nos comunicando com nosso próprio mundo particular, com nossa própria história e universo e não com o universo do próximo. Quando não se estabelece uma empatia, não vai ocorrer a troca necessária e justa que caracteriza a comunicação e seremos apenas meros emissores ou receptores de mensagens truncadas e desentendimentos.

Seja em casa com nossos familiares, no amor, no trabalho com nossos colegas e chefes ou entre nossos amigos, quando nos colocamos no lugar do outro, abrindo mão de nossos paradigmas e pré-julgamentos, estamos prontos para realmente fazer da comunicação, não uma pedra de tropeço, mas uma ponte onde a conexão será estabelecida e as coisas fluirão melhor. Ora, todos nós, afinal, temos nossas razões, temos nossos motivos, você não precisa concordar com a opinião do outro, nem virar saco de pancadas, mas é essencial, para o seu desenvolvimento como ser humano que você esteja disposto a pelo menos entender às motivações alheias.

 

Observando a maneira como as pessoas ultimamente estão se digladiando por qualquer motivo, gostaria de convidar você, leitor, a ter mais curiosidade pelo próximo. Tente se interessar mais pelo o que o outro está vivendo, pelo que o outro deseja, anseia e necessita. Julgue menos! Em meu mais recente livro, Perdão – A Revolução que Falta, passo o ensinamento de que Perdão é uma questão de inteligência, não de “bondade”. O que penso sobre o Perdão, creio que talvez se aplique à curiosidade: Perguntar ou Perguntar-se é uma questão de inteligência.

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E você, sabe o que é Empoderamento Feminino?

 

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Oportunidade para mãe com filho entre 4 e 12 anos: Pesquisa remunerada https://www.almanaquedospais.com.br/oportunidade-para-mae-com-filho-entre-4-e-12-anos-pesquisa-remunerada/ https://www.almanaquedospais.com.br/oportunidade-para-mae-com-filho-entre-4-e-12-anos-pesquisa-remunerada/#respond Thu, 06 Jul 2017 23:01:17 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14264 Vocês pediram e nós voltamos com mais uma pesquisa remunerada – recompensa em dinheiro! Desta vez nossa meta é achar mães com filhos entre 4 e 12 anos para entender um pouco melhor sobre a alimentação das crianças. Abaixo vou listar algumas informações importantes para o perfil de mãe que estamos buscando e também sobre …

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Vocês pediram e nós voltamos com mais uma pesquisa remunerada – recompensa em dinheiro!

pesquisa remunerada

Desta vez nossa meta é achar mães com filhos entre 4 e 12 anos para entender um pouco melhor sobre a alimentação das crianças.

Abaixo vou listar algumas informações importantes para o perfil de mãe que estamos buscando e também sobre a pesquisa.

Qual o perfil de mãe que buscamos:

-Mães com filho(s) entre 4 e 12 anos e que morem em São Paulo (capital), Rio de Janeiro (capital) ou Salvador.

*Atenção, somente mães com o perfil acima poderão receber as recompensas.

Objetivo da pesquisa

Entender o que compõe a alimentação das crianças, como é feita a escolha dos alimentos das refeições, a influência da criança na decisão e alimentos/marcas preferidos.

Duração da pesquisa

O tempo médio para conclusão da pesquisa é de 25 a 30 minutos

Como deve ser respondida a pesquisa

A maior parte das respostas é de múltipla escolha, porém existem 5 questões abertas (tipo de questão que você escreverá a resposta) e alguns momentos para colocar foto das lancheiras.

Qual a recompensa da pesquisa remunerada

Agora sim, vamos falar sobre o que você ganha:

Se você mora em São Paulo (capital), Rio de Janeiro (capital) ou Salvador e responder direitinho todas as perguntas da primeira fase, você receberá R$30,00 em sua conta bancária ou crédito em seu celular (você escolhe).

Agora a parte mais legal! Algumas mães serão selecionadas para responder uma segunda fase da pesquisa mais aprofundada do tema e podem receber uma nova recompensa em dinheiro após a conclusão desta segunda fase.

Até quando posso responder à pesquisa?

O nosso tempo é curto, então corre porque a pesquisa só estará disponível até dia 11 de julho de 2017! Então corre e clica no botão abaixo para responder agora mesmo.

Clique aqui para responder a pesquisa remunerada

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Eu sou mãe https://www.almanaquedospais.com.br/eu-sou-mae/ https://www.almanaquedospais.com.br/eu-sou-mae/#respond Tue, 13 Jun 2017 10:00:22 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14222 “Eu sou mãe. Tenho 2 filhos. Fui ao médico porque eu tenho perda de memória e dificuldade em concentrar-me. O médico me diz que tenho que dormir 8 horas de 24. Tenho dores nas costas. O ortopedista diz que tenho que fazer atividade física regular e pilates 2-3 vezes por semana. A professora do meu …

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“Eu sou mãe. Tenho 2 filhos. Fui ao médico porque eu tenho perda de memória e dificuldade em concentrar-me. O médico me diz que tenho que dormir 8 horas de 24.

Tenho dores nas costas. O ortopedista diz que tenho que fazer atividade física regular e pilates 2-3 vezes por semana.

A professora do meu filho mais velho diz que a criança precisa que a monitore enquanto faz os trabalhos de casa. O filho mais novo também tem uma professora, e também tem tarefas, trabalhos, maquetes e feiras culturais, apresentações semanais na escola e os dois ainda fazem esportes ( Eles esperam ansiosamente que eu os assista, sentada na arquibancada ).

O alergista do meu filho caçula diz que a criança precisa que cozinhe em cada refeição alimentos frescos sem nenhum ingrediente dos 30 para os que tem alergia. Que tenho que comprar tudo fresco, cozinhar em casa, descascar mais e desembalar menos. Hum, isso leva o dobro do tempo, nown? Meu marido e meu filho mais velho, dizem que a comida do pequeno é ruim e que não podem comer, então eu tenho que cozinhar outra coisa.

Os especialistas em educação e os psicólogos dizem que é preciso passar 30 minutos diários com cada criança para um desenvolvimento harmonioso.

O pediatra disse que os dois devem tomar sol e passar diariamente uma hora no parque ao ar livre e que isso faz bem ao cérebro.

As faturas mensais dizem que tenho que trabalhar o tempo inteiro.

O especialista em educação e desenvolvimento diz que o melhor é deixar as crianças explorar quando jogam e que podem se sujar, mesmo quando isto significa lavar roupa todos os dias.

O especialista em terapia de casal diz que é preciso que os dois cônjuges saiam para um encontro romântico ou que passem um tempo juntos 1-2 vezes por semana. A ciência diz que sexo é vida é que casais harmoniosos o praticam 2 a 3 vezes por semana.

As mulheres de carreira bem-sucedida dizem que uma mulher deve investir na sua carreira, estar atualizada e fazer cursos e também reservar um tempo para cuidar de seu próprio aspecto, que se tem que cuidar.

O psicólogo disse que eu preciso de tempo só para mim.

Por isso agora procuro especialista em feitiçaria que me mostre como fazer para que tudo isso me caiba em 24 horas.”

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