Pré-gestação / Tentantes – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br Do sonho de ser mãe aos 6 anos do seu filho Thu, 11 Jul 2019 16:49:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.2.2 https://www.almanaquedospais.com.br/wp-content/uploads/2016/09/cropped-logo-Almanaque-dos-pais-512x512-150x150.png Pré-gestação / Tentantes – Almanaque dos Pais https://www.almanaquedospais.com.br 32 32 Implantação do embrião – Sintomas de nidação https://www.almanaquedospais.com.br/implantacao-do-embriao-sintomas-de-nidacao/ https://www.almanaquedospais.com.br/implantacao-do-embriao-sintomas-de-nidacao/#respond Tue, 09 Jul 2019 13:00:28 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14623 Durante a implantação do embrião - nidação - nosso corpo dá sinais que indicam que a gravidez está começando. Conheça os sintomas da implantação.

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A implantação do embrião provoca algumas reações em nosso corpo, e são os sintomas da nidação que eu vou te contar quais são.

Quando começa a implantação do embrião

A implantação do embrião, ao contrário do que a maioria das pessoas imaginam, não acontece logo após a ovulação e fecundação, mas sim cerca de 5 dias após a ovulação.

Isto acontece porque a fecundação acontece nas Trompas de Falópio e, após a fecundação, começa a reprodução celular ao mesmo tempo que em pequenos cílios que existem nas trompas começa a transportar o óvulo até a cavidade uterina.

Esta viagem leva cerca de 5 dias. Somente após o óvulo fecundado chegar à cavidade uterina é que ele começa a se implantar no endométrio (camada que reveste o útero) para iniciar a nidação.

Quando começam os sintomas de nidação?

Os sintomas de nidação só começam com pelo menos 5 dias da ovulação, mas a maioria das mulheres só começa a sentir os primeiros indícios cerca de 3 dias após o início da nidação.

Quais são os sintomas mais comuns da implantação do embrião?

  • Fisgadinhas na barriga: com a implantação, o óvulo começa a penetrar no endométrio, o que pode causar umas pontadinhas na barriga;
  • Cólicas leves: o útero já começa a entender que transformações estão acontecendo por alí, e algumas cólicas leves podem aparecer. Elas não são constantes, ou seja, aparece do nada e desaparece da mesma forma que começou. É facilmente confundida com cólica menstrual, mas bem mais leve;
  • Dor de cabeça;
  • Aumento ou diminuição da temperatura basal para mais ou menos 1°C;
  • Cerca de 30% das mulheres podem apresentar um discreto sangramento que pode durar de 1 a 3 dias, causado pelo rompimento de algum vasinho durante a implantação do embrião;
  • Olfato mais apurado, podendo sentir aversão à alguns cheiros;
  • Sonolência;
  • Gosto amargo na boca.

Estou sentindo alguns sintomas de nidação, estou grávida?

Apenas pelos sintomas não é possível afirmar se você está grávida ou não, a recomendação é que você aguarde o atraso menstrual e realize um teste de gravidez de farmácia – atente para o tipo de teste já que alguns não são tão sensíveis e podem pedir mais de 10 dias de atraso – ou o exame de sangue chamado beta-hCG quantitativo.

Por que aguardar o atraso menstrual para realizar um teste de gravidez?

Antes do atraso a concentração do hormônio da gravidez (o HCG) é muito baixa e pode ocorrer um falso negativo, que é quando o teste dá negativo, mas você está grávida.

Aguardando o atraso o resultado será mais confiável.

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Como realizar corretamente a higiene íntima da mulher https://www.almanaquedospais.com.br/como-realizar-corretamente-higiene-intima-da-mulher/ https://www.almanaquedospais.com.br/como-realizar-corretamente-higiene-intima-da-mulher/#respond Fri, 02 Mar 2018 14:21:42 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14504 Realizar corretamente a higiene íntima da mulher é fundamental também para as tentantes, gestantes e mães. A sua região íntima precisa estar higienizada – sem excessos – para manter sua fertilidade, diminuir chances de infecções, candidíase, entre outras complicações que podem ocorrer por conta da higiene realizada de forma incorreta e duchas íntimas. Como realizar …

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Realizar corretamente a higiene íntima da mulher é fundamental também para as tentantes, gestantes e mães.

A sua região íntima precisa estar higienizada – sem excessos – para manter sua fertilidade, diminuir chances de infecções, candidíase, entre outras complicações que podem ocorrer por conta da higiene realizada de forma incorreta e duchas íntimas.

Como realizar corretamente a higiene íntima da mulher – em vídeo

Higiene íntima da mulher é na vulva e não no canal vaginal

Esta confusão é mais comum do que você imagina, a higiene íntima da mulher é facilmente confundida com a higiene do canal vaginal, ou seja, realização de duchas íntimas.

Ao realizar uma ducha íntima, mesmo que somente água, você destrói as bactérias do bem que habitam o canal vaginal e protegem esta região, ficando mais suscetível a infecções, candidíase, entre outras complicações.

Não é saudável realizar qualquer tipo de ducha no canal vaginal, somente se houver recomendação do seu ginecologista ou obstetra.

higiene íntima da mulher
question mark over vagina

Duchas com bicarbonato ou sabonete líquido infantil ajudam a engravidar?

MITO!!! Muito cuidado com as receitas caseiras que se espalham facilmente pela Internet. Essas duchas também são maléficas para seu canal vaginal e não aumentam sua fertilidade, pelo contrário, aumentam as chances de infecções.

Como realizar a higiene íntima da mulher

A higiene íntima deve ser realizada somente na vulva, ou seja, somente na parte externa da vagina.

1º Passo : escolha do sabonete adequado

Uma informação importante é que o PH da vagina é ácido (entre 4,5 e 5), enquanto o PH da nossa pele é neutro (7). Agora veja outras características que precisam ser avaliadas:

  • Sabonete neutro não é uma boa opção, já que não é compatível com o PH da vagina e pode matar as bactérias do bem;
  • Sabonete em barra não é uma boa escolha por ter contato com outras partes do nosso corpo e pode carregar células morta para nossa região íntima;
  • Sabonete infantil não é uma boa opção por não ter o PH adequado para higiene íntima da mulher.

  • Deve ser líquido, já que somente o que você vai utilizar entra em contato com sua pele e o restante continua sem contaminação;
  • Deve possuir baixa detergência, ou seja, não remove toda gordura da região;
  • Hipoalergênico, para não causar alergias;
  • Não Bactericida, ou seja, ele não pode matar as bactérias do bem que estão na sua região íntima, ao contrário de um sabonete de mão que mata as bactérias.
    • Se você está com alguma bactéria que precisa ser combatida, será através do tratamento que o ginecologista irá passar e não através do sabonete íntimo.
  • Alguns sabonetes íntimos possuem a informação “PH Equilibrado”, ou seja, adequado para sua região íntima.

Os sabonetes íntimos que você encontra em farmácias e supermercados são os mais indicados para você, mas lembre-se de conferir na embalagem se eles são hipoalergênicos, não bactericidas e com baixa detergência.

2º Passo, como realizar a higiene íntima

Comece a higienizar pela virilha e desça até a região externa dos grandes lábios até alcançar o períneo, que é a região entre a entrada da vagina e o ânus. Não penetre no ânus ou vagina.

Afaste gentilmente os grandes lábios. Entre os grandes e os pequenos lábios há um acúmulo de secreção, chamada de sebo, que é o que geralmente dá mau cheiro na parte íntima feminina. Para remover este sebinho não utilize bucha ou unha, somente com o dedos e com cuidado para não machucar, faça movimentos de cima para baixo.

Higienize também dentro dos pequenos lábios, gentilmente e sem introduzir o dedo dentro da vagina e também com movimentos de cima para baixo.

Deixe o sabonete agir por  2 a 3 minutos e enxágue com bastante água para remover qualquer resíduo.

Depois da relação preciso realizar esta higiene íntima?

A higiene íntima completa (com sabonete) deve ser realizada 1 vez ao dia. Se você teve relação em um momento em que não tem como tomar banho, por exemplo, tente higienizar somente com água, sem o sabonete, ou lencinho umedecido.

O sêmen de um homem saudável não causa problemas ou alergias.

Uma recomendação importante é urinar após o sexo, assim evitando infecções urinárias.

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11 Verdades e mitos sobre a fertilidade https://www.almanaquedospais.com.br/11-verdades-e-mitos-sobre-a-fertilidade/ https://www.almanaquedospais.com.br/11-verdades-e-mitos-sobre-a-fertilidade/#respond Wed, 29 Nov 2017 11:00:44 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14457 Hoje vou falar sobre 11 verdades e mitos sobre a fertilidade Ao procurar informação sobre fertilidade e tentativas de gravidez, é preciso estar atenta sobre a fonte e a qualidade da informação. Existem muitos que continuam sendo uma barreira para a verdadeira realidade do que pode facilitar ou prejudicar as chances de gravidez.  Para desmitificar, …

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Hoje vou falar sobre 11 verdades e mitos sobre a fertilidade

Ao procurar informação sobre fertilidade e tentativas de gravidez, é preciso estar atenta sobre a fonte e a qualidade da informação. Existem muitos que continuam sendo uma barreira para a verdadeira realidade do que pode facilitar ou prejudicar as chances de gravidez.  Para desmitificar, listo as verdades e mitos mais comuns:

11 verdades e mitos sobre a fertilidade

1) É fácil engravidar

Mito: A fertilidade humana é baixa. Cada ciclo pessoas férteis têm somente 25% de chances de conseguir a gravidez. Por isso recomenda-se esperar um ano antes de procurar um especialista em reprodução humana para investigar um eventual caso de infertilidade.

2) Se sou uma pessoa saudável posso evitar que meus óvulos envelheçam

Mito: Não é possível evitar o envelhecimento dos óvulos a no ser que os mesmos sejam congelados. Uma vida saudável evitará acelerar o processo de infertilidade, mas não impedirá que ao redor dos 35 anos a qualidade dos óvulos comece a diminuir com maior intensidade.

3) Se tenho menstruação é porque ovulo

Mito: Não necessariamente. Aproximadamente 35% das mulheres em algum momento da sua vida apresenta anovulação.

4) A ovulação ocorre todo mês no mesmo dia

Mito: Mesmo que tenham ciclos menstruais regulares, as mulheres não ovulam sempre no mesmo dia. Podemos determinar um período em que provavelmente a ovulação vai ocorrer, mas o dia exato pode variar.

5) Quem teve filhos tem a fertilidade normal

Mito: Ter tido filhos prova apenas que a pessoa foi fértil em um dado momento. No entanto, problemas podem aparecer depois.

6) A obesidade dificulta a gravidez

Verdade: A obesidade pode interferir no sistema hormonal, além disso, caso obtenha a gravidez, o risco de complicações obstétricas é três vezes maior em obesas.

7) Quando a mulher tem orgasmo a probabilidade de engravidar é maior

Mito: A fertilidade não está ligada ao prazer sexual.

8) Álcool, drogas ou medicamentos interferem na fertilidade masculina

Verdade: O cigarro e o álcool podem afetar tanto o número quanto a mobilidade dos espermatozoides. O álcool pode interferir na produção da testosterona e reduzir a libido, além de ser causa de impotência. Drogas como a maconha, a morfina e a heroína são causadoras de problemas de infertilidade e de impotência, elas elevam ao aumento do hormônio prolactina, o qual interfere na produção de espermatozoides.

9) A pílula ou o DIU (dispositivo intra-uterino) podem causar infertilidade

 Mito: A pílula pode encobrir problemas hormonais que passam despercebidos com seu uso, pois ela regula o ciclo dando a impressão que tudo vai bem. Com relação ao DIU, existe um risco aumentado somente no caso de desenvolver doença inflamatória pélvica, que em um estágio mais grave, pode provocar a obstrução das trompas. Porém, sem a presença da infecção pélvica, o DIU não causa infertilidade.

 10) Existem posições sexuais que facilitam a fecundação do óvulo

Mito: Não existe uma posição em especial que favorece a gravidez.

 11) Lubrificantes íntimos dificultam a gravidez

Verdade: Muitos lubrificantes íntimos dificultam a mobilidade dos espermatozoides.

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Medir a porcentagem de gordura corporal é mais eficaz que IMC para estimar as chances de gravidez https://www.almanaquedospais.com.br/medir-a-porcentagem-de-gordura-corporal-e-mais-eficaz-que-imc-para-estimar-as-chances-de-gravidez/ https://www.almanaquedospais.com.br/medir-a-porcentagem-de-gordura-corporal-e-mais-eficaz-que-imc-para-estimar-as-chances-de-gravidez/#respond Tue, 14 Nov 2017 11:00:54 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14446 Medir a porcentagem de gordura corporal é mais eficaz que IMC na hora de estimar as chances de gravidez Na área médica todos já sabem que perder peso pode chegar a reverter o quadro de infertilidade de homens e mulheres. Para calcular o prognóstico de gravidez, os especialistas costumam utilizar o IMC. No entanto, um …

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Medir a porcentagem de gordura corporal é mais eficaz que IMC na hora de estimar as chances de gravidez

Na área médica todos já sabem que perder peso pode chegar a reverter o quadro de infertilidade de homens e mulheres. Para calcular o prognóstico de gravidez, os especialistas costumam utilizar o IMC. No entanto, um estudo realizado pelo nosso grupo, que constantemente pesquisa formas de aprimorar os tratamentos de reprodução assistida, identificou que a porcentagem de gordura corporal é um melhor preditor que o índice de massa corporal.

O estudo realizado pelo IVI-RMA que revela esta melhor forma de medir os efeitos do peso na foi apresentada durante o 73º Congresso Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva no início de novembro em San Antonio (Estados Unidos). Este é um dos mais importantes encontros mundiais de especialistas em medicina reprodutiva.

A relação entre a fertilidade e obesidade tem sido comprovada por diversos estudos. Estima-se que entre as mulheres obesas, cerca de 30% enfrentam dificuldades para conceber, e que a produção e qualidade dos espermatozoides também são afetadas pela obesidade masculina. As chances de gravidez natural e também o sucesso dos tratamentos de reprodução humana são inferiores entre homens e mulheres obesos ou com sobrepeso.

862 mulheres e seus parceiros participaram do estudo onde os voluntários foram submetidos a tratamento de Fertilização in vitro (FIV). Foram registrados o IMC e porcentagem de gordura corporal e os resultados, comparados com as taxas de sucesso do tratamento de fertilidade.

Conclusões da pesquisa

Na medida em que a porcentagem de gordura corporal aumentava, os resultados positivos da FIV diminuíram para homens e mulheres que participaram do estudo, o que não se aplicava aos casos onde o IMC era elevado, porém a BF era normal ou baixa.

Controle o peso com a ajuda do desafio #queroSERmãe

A clínica IVI Salvador lançou um desafio para todas as mulheres que querem engravidar, um conjunto de 21 dicas que podem ajudar a aumentar as chances de gravidez e também permitir uma gestação mais tranquila. Para saber mais, acesse. ivi.net.br/quero-ser-mae/

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Muco cervical hostil, ou muco hostil. O que é, como identificar e o que fazer https://www.almanaquedospais.com.br/muco-cervical-hostil-ou-muco-hostil-o-que-e-como-identificar-e-o-que-fazer/ https://www.almanaquedospais.com.br/muco-cervical-hostil-ou-muco-hostil-o-que-e-como-identificar-e-o-que-fazer/#respond Thu, 26 Oct 2017 11:00:29 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14439 O muco cervical hostil, ou simplesmente muco hostil, é considerado por alguns especialistas em fertilidade humana como um fator de infertilidade que impossibilita os espermatozoides a sobreviverem na cavidade uterina, o que resulta na morte dos espermatozoides antes de alcançarem o óvulo a ser fecundado. O que é o muco cervical hostil, ou muco hostil …

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O muco cervical hostil, ou simplesmente muco hostil, é considerado por alguns especialistas em fertilidade humana como um fator de infertilidade que impossibilita os espermatozoides a sobreviverem na cavidade uterina, o que resulta na morte dos espermatozoides antes de alcançarem o óvulo a ser fecundado.

muco hostil

O que é o muco cervical hostil, ou muco hostil

Durante todo o ciclo da mulher, é produzida um muco no colo do útero. No período fértil este muco fica mais elástico, transparente e escorregadio, semelhante à clara do ovo, e sua função é a de facilitar a locomoção dos espermatozoides dentro da cavidade uterina para que cheguem às trompas de Falópio e consigam fecundar o óvulo.

O muco hostil é o nome dado quando este muco do período fértil está mais ácido ou mais denso, não permitindo a locomoção dos espermatozoides ou sua sobrevivência – após a ejaculação, os espermatozoides sobrevivem entre 3 a 5 dias dentro do útero, aumentando as chances de conseguirem fecundar o óvulo.

A fecundação acontece sempre nas Trompas de Falópio. Então o óvulo fecundado inicia uma migração para a cavidade uterina para começar a nidação, que é a implantação do óvulo no endométrio (camada que reveste o útero).

Como identificar o muco hostil?

Esta é uma questão controversa já que muitos especialistas em fertilidade humana não consideram que realmente exista a condição de muco hostil. Vou explicar melhor:

Para diagnosticar o muco cervical hostil é realizado um exame chamado pós-coital (pós relação sexual), e nele é avaliado se existem espermatozoides vivos dentro da mulher e as condições do muco cervical. Porém cerca de 70% das mulheres diagnosticadas com muco hostil, conseguiram engravidar naturalmente.

Ou seja, o número é muito alto para que o muco hostil seja uma realidade, então os médicos que não acreditam nesta condição, consideram que o exame não seja eficiente já que pode ser realizado no dia errado (ovulação ter acontecido antes do previsto), de forma errada ou, simplesmente, não é um exame confiável.

Por esta razão muitos laboratórios especializados em reprodução humana e médicos deixaram de realizar o exame pós-coital. Porém outros especialistas acreditam nesta condição.

Considerando que tenho muco hostil, o que posso fazer?

Se você planeja engravidar naturalmente, a primeira recomendação é beber pelo menos 2 litros de água por dia. Cerca de 70% do muco é água, então se você está desidratada, o muco também estará.

A inseminação intra-uterina é uma técnica que pode ser usada para aumentar as chances de gravidez em mulheres diagnosticadas com muco hostil. Neste caso é coletado o sêmen do homem e injetado diretamente na cavidade uterina para que os espermatozoides não precisem percorrer todo o útero para chegar até as trompas.

Em alguns casos em que a mulher pode não estar ovulando – mas sempre com prescrição, orientação e acompanhamento do ginecologista – pode ser utilizado indutores de ovulação. Se o seu caso for hormonal, com a ingestão dos hormônios sintéticos o muco vaginal também pode melhorar, mas o acompanhamento médico é necessário para evitar foliculite, hiperestimulação ovariana ou até mesmo múltiplos óvulos.

Outros tratamentos que podem ser realizados são:

  • se a causa for inflamatório: antibióticos;
  • coito programado;
  • complementação do hormônio estrogênio;
  • fertilização in-vitro.

Se você não nota o muco cervical com aspecto de clara de ovo durante seu período fértil, pode ser que sua produção não seja abundante a ponto de sair do colo do útero, mas que ela esteja lá.

Porém para ter certeza você deve ser examinada pelo seu ginecologista que, se notar que o muco não está adequado, poderá solicitar exames para avaliar como está sua concentração hormonal, já que sem o estrogênio o muco não ficará “clara de ovo” em seu período fértil.

Quando devo procurar um especialista em fertilidade humana?

A idade da mulher é crucial para definir o melhor momento para procurar um especialista em fertilidade humana.

Se você tem menos de 35 anos e é tentante a mais de 1 ano, procure por um especialista.

Se você tem mais de 35 anos e é tentante a mais de 6 meses, já deve procurar um especialista em fertilidade.

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IVI SALVADOR LANÇA DESAFIO PARA AUMENTAR AS CHANCES DE GRAVIDEZ

Todas pessoas podem aumentar as chances de gerar um bebê saudável quando se preparam antes de engravidar. Consciente das coisas simples que poderiam dar mais segurança para a saúde do bebê e da mãe, além de ajudar na fertilidade do casal, a clínica IVI Salvador lançou no dia 23 de outubro o desafio #queroSERmãe.

“Queremos compartilhar nosso conhecimento de especialistas em reprodução humana, pois planejar a gestação ajuda a garantir mais saúde ao bebê, por outro lado, também é possível solucionar alguns obstáculos que podem atrapalhar a fertilidade e sucesso dos tratamentos de infertilidade” explica Dra. Genevieve Coelho, diretora da clínica IVI Salvador.

Os 21 desafios do programa serão publicados durante os meses de outubro e novembro e podem ser acessados pelo site ivi.net.br/quero-ser-mae ou nas redes sociais de @ivireproducaohumana.

Para quem é indicado?

– Mulheres que estão pensando em engravidar nos próximos meses e querem aumentar suas possibilidades de gerar um bebê saudável.

– Mulheres que estão tentando engravidar naturalmente e querem aumentar suas chances de gravidez e bebê saudável.

– Mulheres que vão iniciar ou já iniciaram um tratamento de reprodução humana e querem aumentar as probabilidades de sucesso do tratamento e reduzir o estresse associado ao mesmo.

chances de gravidez

Acesse: https://ivi.net.br/

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A gravidez anembrionada também é conhecida como ovo cego ou gravidez sem bebê. Um fenômeno que acontece quando o óvulo fecundado se fixa na parede do útero, mas o embrião não se desenvolve ou interrompe seu desenvolvimento de forma muito prematura.

gravidez anembrionada ovo cego

Como na situação citada anteriormente a nidação foi iniciada, o corpo começou a preparar-se para a gravidez gerando o hormônio da gravidez (hCG), que é a substância que o teste de gravidez detecta. No entanto, apesar da presença do hormônio no sangue, no momento de realizar o ultrassom não se observa o embrião e tão pouco as estruturas para o desenvolvimento do bebê.

É comum que neste tipo de gestação, mesmo com a ausência do feto, a gestante sinta os sintomas normais da gravidez, como por exemplo, cansaço, enjoo, dor nos seios, o que leva a mulher a concluir que o embrião está se desenvolvendo e que tudo está bem.

Com o tempo, os níveis hormonais do corpo reduzem já que o embrião deixou de se desenvolver, diminuindo também os sintomas de gravidez. Para expulsar os tecidos desta gravidez sem bebê ocorre um sangramento, que costuma vir acompanhado de cólicas.

A dor e a hemorragia é o sinal do processo de abortamento do saco gestacional vazio e tecido acumulado durante o processo de preparação da gestação. A expulsão costuma acontecer de forma natural em torno da quinta ou sexta semana de gestação.

Quando não é identificado previamente, o diagnóstico da interrupção da gestação é confirmado através da ultrassonografia transvaginal.

Por que ocorre a gravidez anembrionada ou ovo cego?

As causas da não formação do embrião costumam estar relacionadas com erros espontâneos da divisão das células ou também pode ter sido provocado a partir de uma baixa qualidade genética do óvulo ou espermatozoide que gera o desenvolvimento de um ovo cego, ou seja, a formação da placenta sem embrião.

O corpo da mulher inicia o mecanismo para expelir a placenta ao detectar que o embrião não foi formado. E apesar de não ter existido um embrião, que é o que daria origem ao bebê, isso não impede que este processo seja vivido como uma perda gestacional, já que o positivo da gravidez inicial gerou todos os sentimentos e sintomas da gravidez.

Quanto tempo após uma gravidez anembrionada posso engravidar novamente?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tempo ideal de espera antes de engravidar novamente após uma gravidez de ovo cego é de 6 meses. Alguns estudos sugerem que o tempo de espera poderia ser menor, em trono a três ciclos menstruais.

O ideal é que cada caso seja tratado de forma personalizada e que você siga o conselho do seu médico, que irá avaliar o seu histórico e talvez solicitar algum exame, como por exemplo o cariótipo do casal ou ainda, se houver tempo hábil ou se for um caso de repetição, o estudo o material da placenta expelido.

Apoio emocional para superar a perda

Uma perda sempre é algo doloroso e difícil, mesmo quando não existia um embrião, as emoções vividas são iguais ou muito parecidas à experiência de um aborto espontâneo.

É preciso dar atenção aos sentimentos que esta perda gera, que podem afetar o desejo de tentar engravidar novamente. Contar com um apoio emocional do entorno e também de um profissional pode ser necessário para superar este momento difícil.

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Depoimento de uma tentante que alcançou seu sonho de engravidar https://www.almanaquedospais.com.br/depoimento-de-uma-tentante-que-alcancou-seu-sonho-de-engravidar/ https://www.almanaquedospais.com.br/depoimento-de-uma-tentante-que-alcancou-seu-sonho-de-engravidar/#comments Wed, 04 Oct 2017 11:00:13 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14410 Meu nome é Brisa Maria Folchetti Darcie, sou advogada, casada desde 2008 com o Alessandro Darcie (o grande amor da minha vida), tenho 37 anos e gostaria de contar um pouco da minha história de luta, na busca por um filho. Assim que nos casamos (outubro), eu e meu marido decidimos logo engravidar. Tentamos por …

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Meu nome é Brisa Maria Folchetti Darcie, sou advogada, casada desde 2008 com o Alessandro Darcie (o grande amor da minha vida), tenho 37 anos e gostaria de contar um pouco da minha história de luta, na busca por um filho.

Assim que nos casamos (outubro), eu e meu marido decidimos logo engravidar.

Tentamos por um ano em casa e após nada acontecer, partimos para investigações. Descobrimos através de um Papa Nicolau, que eu tinha HPV (pré-câncer – NIC III). E em agosto de 2009 parti para minha primeira cirurgia, para retirada de um pedacinho do colo do útero. Os médicos indicaram tentar engravidar em casa e o resultado: nada!

Em outubro de 2010 descobri que eu tinha que ser submetida a nova cirurgia, pois estava com endometriose profunda. Após esta segunda cirurgia (videolaparoscopia), os médicos mandaram, mais uma vez, tentar engravidar em casa e o resultado: nada!

Depois descobrimos que meu marido (quando tinha sete anos de idade) fez uma cirurgia de criptorquia bilateral (pois os dois testículos eram internos). A partir daí, o Alessandro também precisaria de acompanhamento médico e a nossa “saga” começou através de consultas, exames, clínicas, laboratórios, remédios, injeções, sendo-nos indicado a fertilização in vitro.

Em agosto de 2011 fizemos a nossa primeira FIV. Tive hiperestimulação ovariana e o tratamento precisou ser suspenso, pois corria risco de morte. Neste momento, foram congelados todos os embriões (15 óvulos que se transformaram em 12 embriões). Depois que eu melhorei, fiz três transferências de embriões congelados (TEC), mas nenhum deu certo. Nisso tudo, o psicológico acaba conosco. Foi a primeira e mais difícil fertilização e aceitação de um negativo, mas eu estava disposta a tentar quantas vezes fossem necessárias.

Em 2013, com a cabeça mais tranquila, mudamos de clínica e fizemos mais duas fertilizações. Com outro protocolo, as coisas foram diferentes: se por um lado não tive a hiperestimulação, por outro não consegui ter embriões sobressalentes para congelar. Na segunda (em junho), comecei a sangrar um dia antes de fazer o teste de gravidez. Quando fiz o exame, deu indeterminado (valor 20): eu tive implantação, mas não progrediu… é a chamada gestação química! Fiquei muito esperançosa e sabia que meu bebê estava próximo. Assim, resolvemos em agosto tentar mais uma vez, juntando todas as nossas moedinhas e economias, fiz o beta e não deu certo de novo. Os médicos, agora, diziam que talvez estivéssemos com problemas de desenvolvimento do embrião (genético) e isso me assustou demais, mas nada era provado. Neste meio tempo, descobri que sou portadora de trombofilia leve (mutação heterozigota).

Em dezembro daquele mesmo ano, mudei mais uma vez de médico e de clínica, partindo para a 4ª fertilização. Tive 18 embriões e novamente precisamos congelar todos, porque, uma vez mais, tive hiperestímulo ovariano. Em fevereiro de 2014 eu fiz a transferência, usamos um arsenal de medicação nunca utilizado anteriormente (clexane, imunoglobulina, vacina do sangue paterno) e, por uma benção de Deus, tivemos o primeiro positivo: que sonho, nossa luta tinha acabado! Primeira US, descobrimos que a gestação era gemelar. Contamos para os familiares mais próximos e, na segunda US, já não tinham mais batimentos cardíacos. Como dói um aborto: dói na alma! No dia 30 de março de 2014 eu fiz a primeira curetagem. Fui dilacerada, arrancaram meu coração e nunca mais devolveram. Neste momento, descobri que a causa do aborto era genética, pois enviamos para análise. Mas a médica disse que dificilmente os demais embriões tinham o mesmo problema e, portanto, acreditamos em suas palavras.

Em julho daquele ano, já mais calma emocionalmente, fizemos a segunda transferência e veio o negativo, que, neste momento, já não me abalava mais.

Em janeiro de 2015 fizemos mais exames e transferimos os últimos bebês congelados: positivo mais uma vez. Primeira US: ouvimos o coração, que é o som mais lindo do mundo, para uma tentante! Nos enchemos de esperança, pois desta vez as coisas estavam diferente. Fomos fazer a segunda US: sem batimentos cardíacos de novo! Por que, meu Deus? Por que de novo? E, infelizmente, um ano após a primeira curetagem, no dia 30 de março de 2015, novamente eu estava na maternidade, mas não para ter um bebê e sim para ser submetida à nova curetagem. Desta segunda vez, o baque emocional foi maior. Eu duvidei, questionei a Deus, chorei e tive princípios de depressão. Mas as palavras dos médicos eram sempre as mesmas: nós temos muita chance, tanto pela idade quanto qualidade embrionária. Enviamos para análise genética e, desta vez, o exame veio normal.

A sugestão, neste momento, seria iniciar uma nova fertilização, com análise genética (que é a opção de verificar e transferir apenas embriões saudáveis para meu útero).

Em agosto de 2015, partimos para a 5ª FIV, com análise. Nesta fertilização, a intensão era conseguir o maior numero de embriões, pois apenas os melhores (blastocistos) iriam para a clínica genética. Todavia, a hiperestimulação desta vez foi tão grande, que eu precisei ser submetida a uma intervenção médica, para drenar o liquido abdominal sob risco de ter embolia pulmonar. Foram drenados quase 2 litros de líquido. Eu me assustei demais e prometi para mim mesma: FIV nunca mais! Para nossa surpresa, dos 32 óvulos que tive, enviamos 7 embriões para análise (os que chegaram aos estagio blastocisto) e acreditem: nenhum viável! Todos tinham problemas genéticos variados, incompatíveis com a vida. Esse resultado foi tão horrível quanto comparado a um aborto. Nós havíamos gasto mais de R$30 mil em vão.

Neste momento, totalmente desgastados emocional e financeiramente, começamos a pensar na opção da gestação do coração. No começo eu fui contra; meu marido sempre aceitou. Mas aos poucos percebi que a adoção seria a forma de poder ser mãe.

Em outubro de 2015 demos inicio ao processo de habilitação e, para nossa surpresa, no dia 30 de março de 2016 tivemos a entrevista com a psicóloga do fórum (caramba, esse 30 de março me persegue e eu o vejo como um dia ruim).

Em janeiro de 2016 comecei a sentir muitas cólicas e descobri, através de exames, que minha endometriose tinha voltado. Assim, no mês seguinte, fiz uma nova videolaparoscopia (que desta vez foi bem mais agressiva, com focos nos ovários, bexiga, vagina, fundo de saco e intestino). Nesta cirurgia eu coloquei DIU, mas tive rejeição: sangrei e tive cólicas insuportáveis por 100 dias, até que resolvi tirá-lo.

Em julho de 2016, fomos definitivamente habilitados no CNA (Cadastro Nacional de Adoção) e agora já estávamos grávidos do coração. Meus pais foram (e são) contra essa opção, por puro preconceito. Mas mesmo assim, estamos firmes neste propósito e nosso perfil é bem amplo: aceitamos receber uma criança de até cinco anos e meio, qualquer cor, raça, forma de concepção e doença. Mesmo assim, a fila de espera gira por volta de sete anos.

Em agosto do mesmo ano, comecei a me questionar: se eu aceito uma criança que foi gerada por outros pais, porque eu não aceitaria um embrião doado? Em várias clínicas, após os casais conseguirem seus filhos, muitos doam os embriões “sobressalentes”. Isso começou a mexer comigo e meu marido encarou comigo mais esta decisão. Não se trata de doação de óvulos ou espermas; mas sim doação do bebê já formado (embrião), com outro DNA e que eu poderia gerá-lo em meu ventre.

Fomos em três clinicas e, diante do tamanho desespero, fomos ludibriados. Em uma dela, muito famosa, aliás, foi-nos prometidos embriões de excelente qualidade e, quando questionamos mais a fundo, soubemos que se tratavam de paletas congeladas há mais de 10 anos, sem qualidade. Estávamos quase aceitando, no desespero, até que conhecemos o Dr. Pedro Monteleone. Ele é um médico prático e que duvida de muitas intervenções. Na nossa primeira consulta, um domingo, que durou mais de 3 horas, ele nos provou por A + B que devíamos usar sim nossos óvulos e espermas e que conseguiríamos nosso bebê. Mas e o risco de um novo hiperestímulo? De novo aborto? De alteração genética em todos os embriões? Era um risco sim, mas meu marido estava disposto a tentar, antes de usarmos os embriões doados.

Até então tudo era feito do meu jeito, e, desta vez, eu entreguei. Assim, em setembro de 2016, encaramos a 6ª fertilização in vitro (mais para não contrariar meu marido, que SEMPRE acreditou, SEMPRE me apoiou e SEMPRE esteve em meu lado em todas as consultas) e alguns dias depois, tive meu terceiro positivo. Nesta fiv, eu tive 11 óvulos, 11 embriões e 11 blastocistos. O médico disse que nunca tinha visto uma qualidade embrionária desta forma e que “não sabia como é que tinha me conhecido, porque eu já devia ter engravidado há muito tempo” – suas palavras.

Neste momento, eu não tinha mais medo do resultado dos exames de beta: se positivo ou negativo – mas sim da terrível segunda US. Repetimos o exame: o beta não dobrou em 48 horas, como era para ter dobrado. Quem é tentante há anos, já liga o botãozinho (“opa, há algo errado”), mas seguimos confiantes. Primeira US: tamanho do bebe não era o esperado; segunda US, adivinha? Sem batimentos cardíacos. No dia de finados: 02/11/2016, eu estava pela terceira vez, na recepção da maternidade, cheia de gestantes felizes prontas para parir, fazendo minha terceira curetagem. Neste dia, eu jurei a mim mesma: só voltaria ali quando for a hora do meu parto. Chega!

Em janeiro de 2017 decidimos realizar o exame de analise genética nos embriões que estavam congelados (a contra gosto do médico), mas eu não queria “pagar para ver” mais uma vez.  Recebemos o laudo e, de 6 blastocistos analisados, para nossa grande surpresa, 4 vieram como normais!!! Assim, transferimos os dois melhores e, 10 dias depois: um belo negativo!

Como é que isso é possível? Depois de tudo?

Mas, ainda tínhamos uma última chance (com dois embriões congelados normais, não tão bons como os anteriores). Assim, no dia 20 de fevereiro de 2017, fizemos a transferência em um ciclo natural, sem usar qualquer medicação, nem mesmo para preparar o endométrio.

Todavia, em meio à última possibilidade de FIV, não bastando toda a carga emocional depositada no tratamento, me vi meio a um furacão: 3 dias depois da transferência, meu pai faleceu e eu abandonei todos os cuidados indispensáveis daquela fase do tratamento. Eu passei os piores dias da minha vida. Eu perdi um pai e ganhei uma “filha” de 63 anos de idade (minha mãe), que é totalmente dependente e alheia a tudo do mundo. Eu não me alimentei, não cuidei de mim, não tomei os remédios e sabia que mais uma vez não tinha dado certo o tratamento… mas eu pensava: neste momento era o melhor, porque eu precisava resolver todas as questões burocráticas do falecimento, que eram exigidas.

No dia da missa de 7º dia de falecimento do meu pai, era o dia do Beta (foi na quarta-feira de cinzas). Meu marido voltaria para SP neste dia e, apesar de insistir para irmos ao laboratório, no interior tivemos a resposta que o exame demoraria cinco dias para ficar pronto. Então fizemos um teste de farmácia e, sem esperar os 3 minutos, eu o abracei e pedi perdão, porque eu estraguei esse tratamento todo. Meio sem jeito, ele olhava para o teste e me perguntava aonde eu deviria colocar o resultado; eu não tinha percebido: a segunda listrinha estava ali, muito fraquinha!!! Caramba: bem agora? Como é que vou comemorar? Vida x Morte na minha frente? Neste mesmo dia, eu fui à casa da minha avó e começou a chover com sol junto. Abriu um arco íris maravilhoso e muito forte: no meu coração eu senti – depois da tempestade, vem o arco íris, que me mostrou que esse bebê é a mais sublime forma da minha família renascer; do meu coração dilacerado se encher de amor e da minha vida ressurgir.

Fizemos o teste de farmácia só no D14. Em 48 horas, mais que dobrou. Primeira US tudo perfeito; segunda, terceira (chegou 30/março, mas seguimos adiante), quarta, quinta US (estão sendo semanais, diante de todo o meu quadro): bebê mexeu os bracinhos e perninhas. Confesso que, cada vez que vou ao médico, eu tremo por dentro. Hoje, minha vida é e será em função desse bebê que carrego no ventre; seu nome: Íris! Não tinha como ser outro. Estou em repouso, já fiz cirurgia para segurar a Íris em meu ventre, tenho muitas restrições alimentares (por conta de vários problemas gestacionais) e uma gestação de altíssimo rico (trombose).

Eu tenho um IG anônimo (@mulhermoderna.futuramamae), que durante muito tempo foi um diário virtual sobre minha luta para engravidar.

Porque eu estou escrevendo partilhando minha história? Por que eu acredito que minha luta possa servir de inspiração para outras mulheres, que, assim como eu, esperam o milagre em seus ventres.

Dizem que Deus escreve certo, por linhas tortas; hoje vejo que Ele escreve certo por linhas certas.

Acredito no Deus do impossível! Diz o ditado que uma mãe faz de tudo por um filho. Concordo, pois estamos fazendo de tudo pelo nosso, que vai nascer em outubro (quando completaremos 9 anos de casados)!!!

Um grande abraço,

Brisa (mamãe da Íris e esposa do Alessandro) 

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SOP: Síndrome dos Ovários Policísticos e Gravidez https://www.almanaquedospais.com.br/sop-sindrome-dos-ovarios-policisticos-e-gravidez/ https://www.almanaquedospais.com.br/sop-sindrome-dos-ovarios-policisticos-e-gravidez/#respond Wed, 27 Sep 2017 11:00:10 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14376 Mulheres com a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) podem apresentar dificuldade de ovulação e atrasos menstruais, o que pode gerar dificuldade de gravidez. A gravidez de forma natural pode acontecer, porém em alguns casos pode ser preciso tratamentos, sendo o mais comum com indutores de ovulação. Ovário policístico ocorre quando são encontrados pequenos cistos no …

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Mulheres com a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) podem apresentar dificuldade de ovulação e atrasos menstruais, o que pode gerar dificuldade de gravidez. A gravidez de forma natural pode acontecer, porém em alguns casos pode ser preciso tratamentos, sendo o mais comum com indutores de ovulação.

Ovário policístico ocorre quando são encontrados pequenos cistos no ovário da mulher, porém nem todas as mulheres que possuem os cistos no ovário apresentam a síndrome do ovário policístico, também conhecida como síndrome de Stein-Leventhal. Muitas mulheres não apresentam nenhum dos sintomas e engravidam normalmente e só depois descobrem que existem pequenos cistos em seu ovário sem que isso altere seu metabolismo.

síndrome dos ovários policísticos

A Síndrome dos ovários policísticos – SOP

A síndrome do ovário policístico é uma alteração hormonal que atinge cerca de 10% das mulheres. Essa síndrome consiste numa série de sintomas tais como:

  • menstruação espaçada com 2 ou 3 episódios por ano;
  • hirsutismo: aumento de pelos pelo rosto, abdome e seios;
  • pequenos cistos no ovário com cerca de 0,5cm de diâmetro;
  • pele oleosa;
  • acnes;
  • tendência ao acúmulo de gordura no quadril;
  • obesidade: cerca metade dos casos. O sobrepeso piora as manifestações da SOP.

Causas da SOP

As causas da SOP ainda dão desconhecidas, porém é levado em conta o fator genético. Ela geralmente se manifesta na puberdade, quando hormônios são produzidos, inclusive o masculino. O excesso desse último hormônio é o causador da síndrome.

Cerca de 50% das mulheres com esse mal possuem resistência à insulina, em especial as mulheres obesas porque este grupo tem excesso de glicose no corpo criando, consequentemente, resistência ao hormônio insulina. Essas mulheres são mais propensas a desenvolver o diabetes e hipertensão arterial.

O diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do ovário policístico é realizado pelo histórico sintomático da paciente, ultrassom e no exame de toque, pois o ovário fica aumentado.

O ovário em tamanho norma mede cerca de 9cm³, enquanto o policístico pode chegar a 20cm³.

Síndrome dos Ovário Policístico e Gravidez

A síndrome dos ovários policísticos é responsável por 20 a 30% dos problemas de infertilidade feminina.

O ideal é que a síndrome dos ovários policísticos seja tratada antes de começar a tentar engravidar. O médico ginecologista ou endocrinologista são os indicados para este tipo de tratamento.

É comum que mulheres que são diagnosticadas com a SOP tenham maior dificuldade para engravidar e precisem recorrer a outros métodos de fertilização ou indução da ovulação, porém não é raro engravidar sem nenhum tipo de tratamento ou intervenção.

A causa da dificuldade em engravidar é por conta do desarranjo hormonal que pode resultar na falta da ovulação ou em um óvulo de baixa qualidade, com menos chances de ser implantado com sucesso na parede uterina.

Tratamentos para engravidar

perda de peso no caso de sobrepeso: a obesidade agrava os efeitos da SOP, além de diminuir a quantidade de glicose e diminuir a resistência à insulina.

hipogliceminantes: os medicamentos que baixam a quantidade de glicose, além de aumentar a atividade hepática a fim de metabolizar a insulina no corpo.

citrato de clomifeno: é o indutor de ovulação mais comum e é de via oral. É administrado 5 dias por ciclo após o primeiro dia da menstruação. Esse tratamento se mostra mais eficaz para mulheres que já tiveram filho sem tratamento ou com sintomas menos acentuados. O medicamento estimula o crescimento dos folículos, porém pode ocorrer o hiperestímulo e o aumento dos ovários, resultando em dor e até hospitalização em casos mais graves. O médico deve acompanhar periodicamente este procedimento através de ecografias para evitar complicações.

gonadotrofinas: é uma estimulação nos ovários realizada geralmente com conjunto com a fertilização in-vitro. São utilizados 2 hormônios, o FSH que estimula o desenvolvimento dos folículos e o LH que regula o crescimento destes.

cauterização laparoscópica: á a cauterização dos cistos através de 3 pequenas incisões no abdome. Com esse procedimento o ciclo menstrual e ovulação são regularizados e a mulher pode engravidar naturalmente.

Com esses incentivos as chances de engravidar aumentam chegam a 70% até o terceiro ciclo, porém idade da mulher e outros problemas de infertilidade do casal podem diminuir essa estatística.

Se você já é tentante a mais de 1 ano, o recomendado é procurar por um especialista em reprodução humana para ser examinada. Mas se você já tem 35 anos ou mais, a recomendação é procurar por um especialista em reprodução humana após 6 meses de tentativas.

Síndrome dos Ovários Policísticos X aborto

Existem dados que demonstram que mulheres com a síndrome dos ovários policísticos possuem maior probabilidade de aborto espontâneo nos primeiros 3 meses de gestação devido ao desarranjo hormonal causando pela SOP.

O desarranjo é causado pelo hiperandrogenismo, ou seja, aumento da presença do hormônio masculino.
Outro fator relacionado ao aborto é o do grupo de mulheres que são resistentes à insulina, pois ela em excesso pode agir sobre células que envolvem o folículo.

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Para que serve o Teste de Compatibilidade Genética? https://www.almanaquedospais.com.br/para-que-serve-o-teste-de-compatibilidade-genetica/ https://www.almanaquedospais.com.br/para-que-serve-o-teste-de-compatibilidade-genetica/#respond Tue, 26 Sep 2017 11:00:34 +0000 https://www.almanaquedospais.com.br/?p=14378 Talvez você tenha ouvido falar que o Ministério da Saúde tenha declarado suas intenções de cobrir através do SUS o teste de compatibilidade genética. Este exame pode ajudar a prevenir doenças genéticas hereditárias, sendo especialmente relevante para casais consanguíneos e famílias com casos de doenças autossômicas recessivas. Doenças autossômicas recessivas, são doenças genéticas que podem …

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Talvez você tenha ouvido falar que o Ministério da Saúde tenha declarado suas intenções de cobrir através do SUS o teste de compatibilidade genética. Este exame pode ajudar a prevenir doenças genéticas hereditárias, sendo especialmente relevante para casais consanguíneos e famílias com casos de doenças autossômicas recessivas.

teste de compatibilidade genética

Doenças autossômicas recessivas, são doenças genéticas que podem ser provocadas quando herdadas por parte de pai e mãe, mesmo que os mesmos não tenham manifestado a doença. Atualmente 1 de cada 300 recém-nascidos são afetados por doenças causadas por alterações em genes concretos. Com o uso do novo teste de compatibilidade genética (TCG) o risco pode ser reduzido a 1 de cada 30.000 – 40.000 nascidos.

Para detectar alterações genéticas hereditárias e evitar que as mesmas afetem o futuro bebê, o teste compatibilidade genética compara o DNA encontrado nas amostras de sangue do pai e da mãe e identifica se existem alterações em comum, o que significaria um alto risco de nascimento de um bebê com uma doença genética sem cura.

O que acontece se o teste de compatibilidade genética identificar um alto risco de doença genética?

Quando são identificadas alterações em comum que elevam o risco de doença hereditária, o casal é encaminhado a realizar um aconselhamento genético para entender em detalhes a situação e iniciar um planejamento familiar para prevenir a doença.

A prevenção das doenças genéticas deve ser feita antes da gravidez através de um tratamento de fertilização in vitro, onde é possível ter acesso aos embriões do casal para realizar um estudo genético PGD que identifica o embrião livre da doença.

O que são doenças genéticas e como se manifestam?

Mesmo sendo uma pessoa saudável, todos somos portadores de 6 a 15 alterações genéticas. Estas alterações podem produzir doenças autossômicas dominantes, onde é necessário que uma das cópias de um gene específico herdado pelo pai ou mãe esteja alterada para que a doença se manifeste, ou também, doenças autossômicas recessivas, que para manifestar-se é necessário que as duas cópias do gene herdado pelo pai e mãe estejam alteradas.

Entre as alterações mais encontradas destacam-se: fibrose cística, a atrofia muscular espinal, anemia falciforme e a policistose renal autossômica recessiva.

Como é realizado o teste de compatibilidade genética?

O exame TCG é realizado a partir de uma amostra de sangue dos futuros pais. O procedimento consiste em fazer o sequenciamento do DNA e realizar uma análise bioinformática com os resultados do sequenciamento, fazendo a correlação das variáveis encontradas.

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