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		<title>Características Emocionais do Superdotados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudia Hakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jun 2017 13:35:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dra. Claudia Hakim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Yolanda Benita (2007) elenca algumas características emocionais dos comportamentos dos superdotados e a Webb (1993) traz alguns atributos que são comuns entre eles</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vamos falar um pouco sobre as características emocionais dos superdotados?</strong></p>
<p>Yolanda Benita (2007) elenca algumas características emocionais dos comportamentos dos superdotados e a Webb (1993) traz alguns atributos que são comuns entre eles, sugerindo que estes indivíduos experienciam mais frequentemente problemas de ordem social e emocional (<strong>atenção, não confundir problemas de ordem social e emocional com DIFICULDADES de ordem social e emocional</strong> que já podem representar algum tipo de transtorno do tipo TDAH, TODO ou Asperger).</p>
<figure id="attachment_14211" aria-describedby="caption-attachment-14211" style="width: 694px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-14211" src="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2017/06/caracteristicas-emocionais-dos-superdotados-by-FamilyEducation.jpg" alt="" width="694" height="451" srcset="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2017/06/caracteristicas-emocionais-dos-superdotados-by-FamilyEducation.jpg 694w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2017/06/caracteristicas-emocionais-dos-superdotados-by-FamilyEducation-300x195.jpg 300w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2017/06/caracteristicas-emocionais-dos-superdotados-by-FamilyEducation-600x390.jpg 600w" sizes="(max-width: 694px) 100vw, 694px" /><figcaption id="caption-attachment-14211" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução FamilyEducation</figcaption></figure>
<p>Segundo ele Webb (1993), a combinação de algumas das características a seguir é que podem resultar num padrão problemático de comportamento:<br />
– Dificuldades na escolha dos pares sociais;<br />
– Hipersensibilidade;<br />
– Dificuldade de se adaptar à forma de pensar dos demais;<br />
– Arguidor (discutidor);<br />
– Pouco cooperativo (não gosta de delegar, nem de ser delegado);<br />
– Resistente à autoridade (lembrando que todo padrão problemático de comportamento deve ser trabalhado em terapia e o terapeuta deverá saber diferenciar o que representa um padrão problemático de comportamento de <strong>dificuldades reais de comportamento</strong> que podem representar algum tipo de <strong>transtorno </strong>do comportamento ou desenvolvimento).</p>
<p>A ideia de perfeição absoluta, de sucesso incondicional dos superdotados, reforça os modelos de Einsteins e Newtons. Porém, em relação à escolha profissional existe uma pressão, para que sigam determinadas carreiras mais valorizadas socialmente. Segundo Colangelo (1991), estas pressões podem dificultar a este aluno a “seguir o seu coração” na escolha profissional, podendo surgir oposição da própria família, que não deseja ver o filho desperdiçar o talento em áreas tidas como de menor prestígio.</p>
<p>Ourofino (2005) faz referências a esta questão ao observar que características – como <strong>alto nível de energia</strong>, menor necessidade de sono, <strong>devaneio criativo e elevada excitabilidade</strong> – são equivocadamente avaliadas como sendo déficit de atenção e hiperatividade, obscurecendo características positivas relacionadas a superdotação.</p>
<p><strong>Nem todos os indivíduos superdotados apresentam as mesmas características de desenvolvimento e comportamento</strong>, mas, embora apresentem um <strong>perfil heterogêneo,</strong> algumas <strong>características são evidenciadas</strong>.</p>
<p>Winner (1998) destaca algumas delas: preferência por novos arranjos visuais; <strong>desenvolvimento físico precoce</strong> (sentar, engatinhar e caminhar); <strong>maior tempo de atenção e vigilância</strong>, reconhecendo desde cedo seus cuidadores; <strong>precocidade na aquisição da linguagem e conhecimento verbal; curiosidade intelectual</strong>, <strong>com elaboração de perguntas em nível mais avançado e persistência para alcançar a informação desejada</strong>; <strong>aprendizagem rápida com instrução mínima</strong> ; <strong>Super-reatividade e sensibilidade</strong>; <strong>alto nível de energia</strong> que pode ser confundido com hipercinesia ou hiperatividade.</p>
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		<title>A necessidade de identificar o aluno superdotado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudia Hakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2016 10:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dra. Claudia Hakim]]></category>
		<category><![CDATA[Educação e comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[aluno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A necessidade de identificar o aluno superdotado: Os superdotados representam um grupo que é pouco compreendido e negligenciado...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>A necessidade de identificar o aluno superdotado</h2>
<p>Os superdotados representam um grupo que é pouco compreendido e negligenciado. Há uma escassez de programas específicos, direcionados para o atendimento desse grupo (Fleith, 2002). O posicionamento do MEC em relação às legislações pertinentes a este grupo, se dá através da divisão dos indivíduos superdotados em alguns tipos, de acordo com a área de habilidade que apresentam, quais sejam: intelectual, social, acadêmico, criativo, psicomotor e talento especial (Brasil, 1995, p. 13). Dentre essas categorias, encontram-se na literatura algumas características comuns, tais como a curiosidade, autoiniciativa, originalidade, flexibilidade de pensamento, aprendizado rápido, fácil e eficiente e o raciocínio rápido, como apontam Almeida e Cappelini (2005).</p>
<p><a href="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/07/menina-escola05.jpg" rel="attachment wp-att-7937"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-7937 size-full" src="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/07/menina-escola05.jpg" alt="menina superdotada" width="848" height="565" srcset="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/07/menina-escola05.jpg 848w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/07/menina-escola05-300x199.jpg 300w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/07/menina-escola05-600x399.jpg 600w" sizes="(max-width: 848px) 100vw, 848px" /></a></p>
<p>A identificação precoce das altas habilidades é fundamental, uma vez que estes alunos demandam pronto atendimento, objetivando o pleno desenvolvimento de suas capacidades e ajustamento social, como retratam Almeida e Cappelini (2005).</p>
<p>Alencar (2003) coloca que o que tem sido amplamente discutido com relação ao aluno que se destaca por um potencial superior é que o ambiente educacional típico não está preparado para atender de forma adequada as necessidades desse aluno. De modo geral, o ensino regular é direcionado para o aluno médio e abaixo da média, e o superdotado, além de ser deixado de lado neste sistema, é visto, muitas vezes, com suspeita por professores que, por sua vez, se sentem ameaçados diante do aluno que questiona, que os pressiona, muitas vezes, com suas perguntas e comentário. A autora ainda aponta que, ao perguntar a alguns professores como se sentiriam caso soubessem que receberiam alunos superdotado em sua classe, muitos responderam que preferiam que isto não ocorresse, uma vez que esse aluno poderia constituir problema em classe. Tal dado sugere as dificuldades de muitos para lidar com os alunos que se destacam por um potencial superior e o reduzido grau de preparação docente para favorecer o desenvolvimento mais pleno do potencial humano.</p>
<p>Seeley (1985) menciona que professores sem capacitação ou conhecimentos na área da superdotação tendiam a serem desinteressados ou até mesmo hostis com relação ao aluno superdotado; apresentavam atitudes negativas que levavam alunos com Altas Habilidades a modificar o seu comportamento em sala de aula, se auto-sabotando, e escondendo suas habilidades e facilidades para se assemelharem a seus colegas sem estas habilidades, talentos e competências pudessem se sobressair, o que considera-se “nivelar por baixo”.</p>
<p>Alencar (2003) lembra que dificuldades de ajustamento podem ocorrer diante da falta de atendimento educacional especial, falta de capacitação dos professores e conhecimento do assunto por parte deste, principalmente em casos de alunos com QI extremamente elevado, que seriam mais sujeitos a enfrentamento de problemas de ajustamento e dificuldades emocionais, que são menos frequentes entre superdotados que não apresentam um QI extremamente elevado. Hollingworth (1942) demonstrou que esses alunos não se empenhavam na escola, passavam tempo alheios e sonhando acordado e, para eles, a frequência à escola era tida como perda de tempo, dada a distância entre as demandas da escola e as suas competências pessoais.</p>
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		<title>A superdotação dos meus filhos refletiu na mudança do meu rumo profissional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudia Hakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2014 11:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dra. Claudia Hakim]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[superdotação]]></category>
		<category><![CDATA[superdotados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A superdotação dos meus filhos refletiu na mudança do meu rumo profissional - escrito por Dra. Claudia Hakim, mãe de 2 crianças superdotadas.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como vocês podem perceber o caminho para conseguir efetivar a aceleração de série dos meus filhos e, com isso, poder atender as necessidades educacionais deles, não foi nada fácil. Mas, o que um coração de mãe não faz para atender as necessidades de seus filhos?</p>
<p>Desta forma, terminou a etapa para regularização das acelerações de séries dos meus filhos (saiba mais nos posts: <span style="color: #0000ff;"><a title="A aceleração de série da minha filha mais velha" href="http://www.almanaquedospais.com.br/aceleracao-de-serie-da-minha-filha-mais-velha/"><span style="color: #0000ff;">A aceleração de série da minha filha mais velha</span></a> </span>e <span style="color: #0000ff;"><a title="A trajetória escolar e briga judicial do meu filho quando descobrimos a superdotação" href="http://www.almanaquedospais.com.br/trajetoria-escolar-e-briga-judicial-meu-filho-quando-descobrimos-superdotacao/"><span style="color: #0000ff;">A trajetória escolar e briga judicial do meu filho quando descobrimos a superdotação</span></a></span>) e assim se abriu uma nova etapa profissional da minha vida. Com o meu envolvimento para a regularização da matrícula dos meus filhos, nas séries de sua competência (e não à série referente às idades cronológicas deles), acabei criando um Blog, chamado Mãe de Crianças Superdotadas (<span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.maedecriancassuperdotadas.blogspot.com"><span style="color: #ff0000;">www.maedecriancassuperdotadas.blogspot.com</span></a></span>), aonde pude não só dividir estas experiências difíceis que passei, mas, também dividir com os meus leitores as pesquisas que eu vinha avançado na área da superdotação.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-8472" src="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/09/livros-01-600x399.jpg" alt="livros 01" width="600" height="399" srcset="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/09/livros-01-600x399.jpg 600w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/09/livros-01-300x199.jpg 300w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/09/livros-01.jpg 848w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>A superdotação é um assunto pouco conhecido aqui no Brasil. Quando se lê ou se ouve falar nela, logo se associa à genialidade. <strong>Mas, é muito importante que fique claro, que superdotação não é sinônimo de genialidade e quando falamos em pessoas superdotadas (também conhecidas como pessoas com altas habilidades) estamos nos referindo à cerca de 3,5 a 5% de nossa população.</strong> Como vocês podem perceber, não é número desprezível. Pessoas com altas habilidades são aquelas que apresentam grande facilidade de aprendizagem que os levem a dominar, rapidamente, conceitos, procedimentos e atitudes (Definição estabelecida pelo MEC), criatividade, liderança, talento nas artes, nos esportes ou na música. 3,5 a 5% de nossa população (segundo estatística da OMS) que continua velada, escondida, ignorada ou marginalizada pela nossa sociedade. Pessoas sem identificação e sem atendimento. A grande maioria dos superdotados no Brasil não são identificados ou atendidos. Isto é o que pude constatar, tanto no grupo que criei no meu Facebook, chamado Mãe de Crianças Superdotadas (<span style="color: #ff0000;"><a href="https://www.facebook.com/groups/213399982041957/"><span style="color: #ff0000;">https://www.facebook.com/groups/213399982041957/</span></a></span>), composto por mais de 3.000 pessoas, dentre pais de crianças superdotadas e pessoas interessadas no tema, do mundo todo e através das mensagens que recebo dos leitores do meu Blog. Percebo, também, que a grande maioria dos pais de crianças superdotadas não sabem o que fazer diante das evidências e sinais de altas habilidades que seus filhos manifestam. Não sabem a quem recorrer, para que seus filhos tenham suas habilidades identificadas e atendidas.</p>
<p>Muitos profissionais, ainda que dotados da mais boa vontade, não sabem como orientar os pais e a escola em que a criança estuda, depois de identificada a superdotação na criança. As escolas que recebem o diagnóstico destas crianças não conseguem trabalhar com elas da forma que elas precisam, seja através de um enriquecimento curricular (com um currículo diferenciado que possa aprofundar o conteúdo do que é dado, em sala de aula para os demais alunos), seja através da aceleração de série (vide a dificuldade que enfrentei perante a Secretaria da Educação para acelerar meus dois filhos), seja para encaminhar para um programa de atendimento específico existente em tão poucas cidades e Estados de nosso país (salas de recursos ou NAAH´s – Núcleo de Atividades de Altas Habilidades).</p>
<p>Infelizmente, o que mais tenho observado no meu grupo, Mãe de Crianças Superdotadas, são situações difíceis e tristes enfrentadas pelos pais de crianças superdotadas. Ali também compartilhamos as alegrias que os nossos filhos nos dão, quando, por exemplo, ganham alguma competição, ou quando nos trazem o boletim repleto de notas 9 ou 10, quando tocam uma música maravilhosa ou quando falam alguma coisa engraçada e inteligente ao mesmo tempo.</p>
<p>Com a criação do meu Blog e do meu grupo no Facebook, e com a demanda que começou a me chegar, com pedidos de aceleração de série judiciais, orientação acerca dos alunos com altas habilidades / superdotação, eu acabei direcionando o meu foco de trabalho, e rumei para o Direito de Educação, que é uma área nova dentro do Direito, e assim posso ajudar outros pais que se encontram em situações semelhantes às dos meus filhos, com o diferencial que eu atuo com conhecimento de causa e consigo me colocar na própria pele destes pais, que lutam pelo atendimento educacional de seus filhos. Mas, senti que atuar no Direito de Educação, para o atendimento dos alunos com altas habilidades não era o suficiente. Então, passei a estudar mais sobre os direitos dos alunos com necessidades especiais porque afinal de contas, os alunos com altas habilidades / superdotação também são alunos que fazem parte da Educação Especial. Mas, achei que isto ainda era pouco para a minha nova formação e com isso, fui buscar uma pós-graduação na área de Neurociência e Psicologia aplicada, que estou terminando em poucos meses, na Universidade Mackenzie.</p>
<p>Sinto um prazer imensurável em poder atuar numa área que ajuda os alunos com necessidades educacionais especiais, agregando o conhecimento jurídico que adquiri em minha primeira graduação, com a riqueza que a neurociência e a psicologia me trouxeram, juntamente com a minha experiência de mãe de crianças com necessidades educacionais especiais e recebo cada vitória e conquista que alcanço no judiciário ou no encaminhamento de um atendimento, como se fossem dos meus próprios filhos. Ser mãe me realizou enquanto pessoa e enquanto mulher. <strong>Ser mãe de alunos com necessidades educacionais especiais me ajudou a encontrar a minha realização profissional.</strong> Pude também, realizar outro sonho meu, até então oculto, que era o de poder escrever para muitas pessoas e assim ajuda-las através das minhas palavras. É com grande prazer, pois, que lhes escrevo, caros leitores, e divido com vocês a história da minha vida.</p>
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		<title>A aceleração de série da minha filha mais velha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudia Hakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Aug 2014 11:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dra. Claudia Hakim]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[superdotados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A aceleração de série da minha filha mais velha não foi tão simples. Conheça mais da minha história e os desafios de ser mãe de crianças superdotadas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Como contei no meu último artigo, quando minha filha tinha 4 (quatro) anos e 11 meses, descobrimos que ela era aluna superdotada, tinha necessidade e aptidão para ser acelerada de série, porém, a Secretaria de Educação de São Paulo era contra esta aceleração de série, pelo simples fato de que “a minha filha não tinha idade suficiente para cursar a série desejada”. Diante desta recusa, <strong>a escola prometeu oferecer atividades de enriquecimento curricular para ela, que é uma das modalidades de atendimentos também prevista em lei</strong>, para os alunos com altas habilidades / superdotação. Estas atividades visavam aprofundar e enriquecer o conteúdo das disciplinas que eram dadas em sala de aula, para a série, de forma a estimular o potencial cognitivo da minha filha. Mas, mesmo assim, estas atividades não foram suficientes para ela. No ano seguinte, a professora me chamou para uma conversa, muito preocupada com a situação da minha filha e me colocou que não sabia se era o caso da minha filha acelerar um ou dois anos, mas, que na série que ela estava, não dava mais para ela ficar. Foi então, que eu me convenci que teria que usar o meu conhecimento técnico e profissional em favor da minha filha e ultrapassar esta barreira imposta pela Secretaria da Educação. Debrucei-me sobre as leis que tratavam de superdotação; entrei em contato com vários especialistas do Brasil (da área da pedagogia ou da psicologia. Nenhum da área jurídica!) e cada um me ajudou a seu jeito. Resolvemos (nós, pais em parceria com a escola), que faríamos um dossiê que seria levado para a diretoria de ensino analisar (órgão representativo e fiscalizador da Secretaria da Educação no Estado de São Paulo), composto de um requerimento de aceleração de série com fundamentação jurídica, laudo que atestava a superdotação dela e atestava o bom emocional e maturidade para a aceleração que se pretendia, provinhas com o conteúdo da série que ela iria pular e coloquei em contato com a escola, também, a então secretária de Educação que trabalhava no MEC (e que hoje não trabalha mais), que tranquilizou a escola em relação à acertada proposta pedagógica que tentávamos regularizar.</p>
<p>No final das contas, a diretoria de ensino aceitou a aceleração de série da minha filha e ela iniciou o ano letivo seguinte, cursando uma série adiante do que ela iria (a turma dela foi para o segundo ano do ensino fundamental, enquanto que a minha filha foi para a terceira série do ensino fundamental, no ano em que ela completou 7 (sete) anos, no final de Abril de 2.008). Minha filha deixou de fazer o segundo ano do ensino fundamental. Foi o equivalente ao primeiro para o terceiro ano do ensino fundamental.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-8089" src="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/08/mae-e-filha-chateadas-02-600x399.jpg" alt="mae e filha chateadas 02" width="600" height="399" srcset="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/08/mae-e-filha-chateadas-02-600x399.jpg 600w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/08/mae-e-filha-chateadas-02-300x199.jpg 300w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/08/mae-e-filha-chateadas-02.jpg 848w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Nos dois primeiros meses, após a aceleração de série dela, ela sentiu um pouco a adaptação social e uma pequena perda de conteúdo curricular. Afinal de contas, era como se ela tivesse mudado de escola, pois não conhecia ninguém da série de cima e, por mais superdotada que ela fosse, houve perda de conteúdo curricular. Os coleguinhas da série que ela estudava, por sua vez, ficaram sentidos pelo fato da minha filha aparecer, no ano letivo seguinte, na série de cima, sem terem sido participados deste fato antes, e não entenderam, muito bem, porque ela tinha sido acelerada de série e quando ela circulava entre eles, eles a criticavam duramente. Também foi difícil para eu lidar com os assédios das mães que me ligavam, questionando o que a minha filha estava fazendo na série seguinte; que me criticavam ou que duvidavam da medida adotada por iniciativa da escola. Achavam que a aceleração de série partiu de minha iniciativa, porque eu era advogada! Mas, passados dois meses, ela já estava adaptada à nova série e não teve problema algum acadêmico, tanto que até hoje (em que ela está no nono ano do ensino fundamental, com 13 anos) é a aluna que melhores notas têm na série dela! Nestes anos todos que ela foi acelerada, ela ganhou todos os campeonatos de soletração em inglês da escola, uma olimpíada de matemática, campeonato de cultura judaica, e tirou muitas notas 10! É uma aluna exemplar, mas, acima de tudo, está muito bem socialmente. É uma menina querida pelo seu novo grupo de amigos e esta história aconteceu há mais de sete (sete) anos.</p>
<p>Não vou falar que, durante estes 7 (sete anos) que se passou, tudo foram flores. Tiveram momentos em que os próprios colegas de série ficavam irritados com o fato dela saber mais do que a turma dela, de ser a mais nova da série e, mesmo assim, tirar as melhores notas, ganhar os campeonatos. Por mais que ela fosse uma aluna muito “na dela”, a facilidade de aprendizagem dela era latente. E nem todas as crianças estavam preparadas para lidar com uma aluna assim. Mas, com o tempo, a turma foi conhecendo o potencial dela e hoje a turma não consegue mais se imaginar sem ela, e sabem muito bem que ela está ali, naquela série, porque ela merece estar ali. E, eles mal se lembram que ela é mais nova do que eles um ano !</p>
<p><strong>Procuro educar minha filha para que ela faça bom uso do dom que ela nasceu.</strong> Ela tem noção de que ela foi abençoada com este dom, mas, ao mesmo tempo eu a ensino que não adianta ela ter um dom, se não for disciplinada. Que mesmo tendo facilidade de aprendizagem, ela tem que estudar. Respeitar os colegas em sala de aula. Procurar não conversar tanto com os amigos, quando ela está entediada, em sala de aula, porque já absorveu o conteúdo, porque os colegas dela não tem este mesmo ritmo de aprendizagem que ela tem e ela pode acabar os prejudicando. A ensino a ser humilde e ela não costuma falar para as pessoas que é superdotada. Acima de tudo, eu a incentivo muito socialmente. O mesmo acontece com o meu filho mais novo. Aprendi nestes anos que se passaram, desde que descobri a superdotação da minha filha mais velha, e depois a do meu filho mais novo, que de nada adianta a criança ser academicamente mais avantajada, se ela não estiver bem emocional e socialmente. Por isso, eu e o meu marido incentivamos muito o social dos nossos filhos. A criança não é feita somente do acadêmico. <strong>A parte e a vivência social da criança é tão importante quanto a parte cognitiva dela!</strong></p>
<p>Finalmente, quando minha filha já tinha sido acelerada de série, já estava adaptada e eu mais relaxada com toda esta história de aceleração, adaptação, etc, é que parei para perceber os sinais de superdotação que o meu filho mais novo já vinha também demonstrando. Na época, ele estava com 4 (quatro) anos e já estava alfabetizado, tal como a irmã. Demonstrava excelente memória, tinha um pensamento bastante articulado e rápido. Era (e ainda é) muito esperto e tinha bastante facilidade de usar o computador. Foi quando ficamos novamente preocupados. Seria ele também superdotado e teríamos que lidar com todo aquele desgaste em relação à escola, novamente, caso ele também precisasse ser acelerado de série ??? Isto eu vou contar prá vocês, no meu próximo artigo ! Até mais !</p>
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		<title>A maravilhosa experiência de ser mãe de duas crianças superdotadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudia Hakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2014 11:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dra. Claudia Hakim]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[superdotados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra como a Dra. Claudia Hakim descobriu que é mãe de duas crianças superdotadas e quais os sinais que se deve observar e como agir quando acreditar que o seu filho é superdotado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Meu nome é Claudia Hakim. Sou extremamente abençoada por ser mãe de duas crianças lindas, saudáveis, simpáticas, educadas e &#8230; superdotadas !</p>
<p>Meu filho tem 10 e a minha filha 13 anos. O mais novo está no sexto e a mais velha no nono ano do ensino fundamental. Ambos possuem superdotação acadêmica (notável desempenho acadêmico) e o meu filho, também, possui amplas habilidades musicais e de informática. Os dois foram acelerados de série na escola e estão muito felizes e motivados, assim como estão bem socialmente. Porém, tudo nem sempre, foram flores. O caminho percorrido por mim e pelo meu marido, para que pudéssemos oferecer uma educação de acordo com as necessidades especiais educacionais dos nossos filhos, foi complicado. Passamos por momentos desgastante e por vezes, preocupante.</p>
<p>No Brasil, a atenção a esta questão da superdotação e da educação aos alunos com altas habilidades/superdotação é relativamente nova. As escolas, daqui, não estão preparadas para lidar com os alunos academicamente mais favorecidos, que aprendem rápido, que apresentam muita curiosidade e sede de conhecimento. Raras são as escolas que conseguem identificar estes alunos. Os pais, quando descobrem a superdotação de seus filhos, ficam receosos e desorientados e quase nunca encontram ajuda para lidar com esta situação. Isto porque as escolas somente se preocupam com aqueles que têm defasagem (dificuldade) de aprendizagem e acreditam que aqueles que têm facilidade de aprendizagem não precisam de mais nada. Que eles vão sozinhos.</p>
<p>Como toda mãe de primeira viagem, achava a minha filha absolutamente normal e inteligente.</p>
<p>Minha filha começou a falar cedo <em>(por volta de um ano de idade)</em> e se concentrava muito nos brinquedos de sua preferência. E, logo que começou a falar, seu vocabulário começou a se mostrar amplo.</p>
<p>Com um ano e meio, ela sabia o nome de todas as cores, muitos números, e decorava facilmente o nome dos personagens de seus jogos. Aos dois anos, ela demonstrou interesse pelas letrinhas de um de seus livrinhos, então, eu comecei a introduzir o alfabeto para ela. Ela mostrou interesse e facilidade em aprender o alfabeto. Com três anos, aprendeu a ler o seu nome, o dos pais, dos avós e de todos os amiguinhos de sua classe, o que eu também achava normal e com quatro anos, ela já estava totalmente alfabetizada e escrevia sem cometer erros de ortografia, já escrevendo uma pequena redação. Foi aí, que esta questão começou a nos chamar a atenção.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-7937" src="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/07/menina-escola05-600x399.jpg" alt="menina superdotada" width="600" height="399" srcset="https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/07/menina-escola05-600x399.jpg 600w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/07/menina-escola05-300x199.jpg 300w, https://dsrrl2qsquyq4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/07/menina-escola05.jpg 848w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Na época, a psicóloga da escola, nos chamou e nos disse que estava muito preocupada, pois a minha filha aparentava ter <strong>PULADO ETAPAS</strong> de seu aprendizado. Que ela se comportava como uma criança mais velha e achava que tudo o que ela sabia era fruto de nossos estímulos. O conselho dela era que parássemos de estimulá-la, para que ela tivesse um desenvolvimento normal. Ficamos assustados, e seguimos o conselho à risca. Todo e qualquer interesse dela por aprendizagem, alfabetização e números era, por nós, ignorado. Mas, minha filha não deixou de se desenvolver por conta disto! O desenvolvimento dela continuou em ritmo acelerado<em>,</em> mesmo sem a nossa ajuda!</p>
<p>Hoje em dia, eu sei que as crianças, ao começarem a alfabetização, cometem muito erros de ortografia, esperados até para a fase em que estão. Meus filhos, assim que se alfabetizaram (<em>ambos com quatro anos já estavam completamente alfabetizados</em>),<strong> já começaram a escrever sem erros de grafia.</strong></p>
<p>No ano seguinte, quando ela começou o infantil 4, de sua escola (<em>no ano em que faria 5</em>), as coordenadoras da escola, nos chamaram a atenção para o fato de que a minha filha estava muito avançada em relação aos seus pares e marcaram uma reunião, para conversarmos sobre isto.</p>
<p>Neste dia em que marcaram a reunião, eu fiquei pensando: &#8220;<strong><em>Por que marcar uma reunião para conversar sobre as facilidades da minha filha?“ Será que ela não está bem?“.</em></strong> A resposta da coordenadora foi a de que: &#8220;<strong><em>Ela estava muito bem demais</em>!&#8221;.</strong></p>
<p>Ouvido isto, entrei na internet e fiz um monte de pesquisas sobre as características da minha filha e todas, todas elas, sem exceção, enquadravam a minha filha como uma criança superdotada. Levei um susto! Não imaginava que a superdotação fosse uma questão tão presente em nosso cotidiano (<em>1 a 5% de nossa população são considerados como superdotados ou talentosos</em>) e tão próxima de nossa realidade!</p>
<p>Pois, quando fomos à reunião, as coordenadoras a consideravam muito além de seus pares, com muito potencial de aprendizagem, que, enquanto os pares estavam começando a aprender o alfabeto, ela já escrevia sem erros de grafia e que a sugestão seria acelerá-la, desde que ela fizesse uma avaliação com uma psicopedagoga, para avaliar o seu potencial cognitivo, comportamental e o seu estado emocional, frente à sua superdotação e uma possível aceleração. Nós fomos à busca desta avaliação psicopedagógica.</p>
<p>A avaliação demorou dois meses e meio para ser concluída e com um laudo muito detalhado que a profissional nos apresentou, realizado através de várias sessões, com testes de QI, psicológicos, comportamentais e de execução, veio a confirmação daquilo que já sabíamos. Minha filha era aluna com altas habilidades/superdotação, possuidora de um QI (testado através de vários testes) muito superior e a indicação da profissional era que ela fosse acelerada de série. Até aí, tudo seria lindo e maravilhoso, se não contássemos com a negativa da Diretoria de Ensino (órgão fiscalizador da Secretaria da Educação de São Paulo), que recusou o pedido que a escola da minha filha fez, para ser acelerada de série. Neste momento, ficamos com a seguinte questão: Descobrimos que a nossa filha era aluna superdotada, tinha necessidade e aptidão para ser acelerada, porém, a Secretaria de Educação de São Paulo era contra esta aceleração de série, pelo simples fato de que “a minha filha não tinha idade suficiente para cursar a série desejada”. Um absurdo! Como conseguimos resolver isso ? Contarei na minha próxima coluna.</p>
<p>Até mais !</p>
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