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15 Dicas para um castigo eficaz e sem traumas

Foto: T. Rolf
Foto: T. Rolf

O tema castigo sempre gera polêmicas sobre traumas, eficácia, técnicas e levanta muitas dúvidas. Selecionamos algumas dicas que poderão lhe ajudar nessa etapa nada simples da educação de seus filhos, para que ela se torne mais tranquila e realmente traga os resultados esperados: limite, bons costumes e respeito.
Lembrando que estamos nos referindo ao castigo em um canto, jamais agredindo a criança.
O castigo deverá ser o último artifício usado, pois seu caráter tem que ser educativo e não repreendedor. Pratique o diálogo, explique o que você espera da criança antes de castigar. O diálogo, demonstrações de afeto, confiança e responsabilidade podem fazer com que o recurso do castigo se torne desnecessário.

01 – Defina o lugar:

É importante que a criança tenha um lugar próprio para o castigo e que não seja o quarto. O lugar deve ser delimitado com um tapetinho ou banquinho para que a criança saiba que ela deve ficar naquele lugar, e não transitando pelo ambiente. Também é fundamental que seja um lugar sem distrações, em que a criança não consiga ver a televisão e que não tenha brinquedos.

02 – Comece com o aviso:

Antes de levar a criança para o canto do castigo você deve avisar o que ela está fazendo de errado e dizer que se fizer novamente ela irá para o castigo. O aviso só não é necessário para algumas atitudes inadmissíveis como agressões (bater, morder, chutar).

03 – Seja justo:

Antes de levar para o castigo analise se realmente é necessário ou se você é que está com menos paciência.

04 – Levando para o castigo:

O início do castigo é avisar a criança que ela está de castigo e pedir para que ela vá para o canto do castigo. Caso ela não vá sozinha é hora de pegar no colo e levar. Se precisar levar a criança, não tente explicar no caminho o motivo.

05 – Explicando o motivo – seja objetivo:

Assim que a criança estiver no canto do castigo você deverá sentar na frente da criança e pedir para que ela te olhe. Você estará na mesma altura dela e a compreensão é mais fácil. Não conte histórias, apenas cite a razão do castigo.
Por exemplo: Você está de castigo porque bateu em seu irmão. Não pode bater nas pessoas. Você ficará aqui até o papai (ou mamãe) permitir que você saia.

06 – Critique o ato, não a criança:

Não diga à criança que ela está de castigo porque é agressiva, diga que é porque bateu. Não diga que está de castigo porque é desobediente, diga que é porque não obedeceu. Desta forma a criança não se sente desvalorizada e entenderá que os atos são ruins e não ela.

07 – Não grite:

Gritar, além de dar medo umas 3 ou 4 vezes, também demonstra para a criança que ela consegue deixar você irritado.

08 – Não demonstre a sua irritação:

Quanto mais irritado você se mostrar, mais excitada a criança fica. Mostrar que você não irá perder a paciência e a calma fará com que a criança respeite a sua autoridade.

09 – Seja persistente:

Principalmente nos primeiros castigos a criança tende a sair do lugar a fim de escapar do castigo. Leve-a de volta quantas vezes forem necessárias, porém sem falar com ela, apenas pegue no colo e a deixe no cantinho.

10 – Não se comunique com a criança de castigo:

Você ou qualquer outra pessoa não deve conversar com a criança enquanto ela estiver de castigo. Lembre-se de que ela poderá inclusive fazer chantagem emocional para deixá-lo comovido, porém ceder às chantagens é deixar de educar.

11 – A duração do castigo:

Existe um consenso de que o tempo do castigo é equivalente à idade da criança (1 minuto por cada ano de vida). Castigo muito longo não é tão eficiente porque o castigado se distrai com seus pensamentos e nem se conseguirá lembrar a razão de estar no cantinho.

12 – Quem coloca no castigo é quem tira:

Se, por exemplo, a mamãe foi quem colocou no castigo, é ela quem deve tirar do castigo. Esta ação é para que a criança não relacione que a mãe é ruim porque a castigou e a outra pessoa é bonzinho porque a deixou sair. Quem colocou no castigo é a mesma pessoa que a autorizará a sair dele.

13 – Finalizando o castigo:

Seja breve novamente, citando o motivo do castigo e que aquele comportamento não é aceitável. Peça para a criança pedir desculpas e lhe dar um beijo e um abraço. Se a razão do castigo envolveu outra pessoa, peça para que a criança peça desculpas para essa pessoa.

14 – Relacionando o castigo ao ato:

A forma mais adequada do castigo é quando é possível relacioná-lo com o ato, ou seja, descontar da mesada o dinheiro para comprar um novo brinquedo para o irmão, pois ele o quebrou de propósito; fazê-lo organizar o armário que ele bagunçou quando foi procurar um brinquedo; limpar a sujeira que ele fez ao jogar a verdura que estava em seu prato no chão.
Se a criança obedecer e organizar a bagunça, provavelmente ela não precisará ir para o castigo, porém se estiver nervosa ou intransigente o castigo talvez seja necessário para acalmá-la.

15 – Bons exemplos:

Não adianta pedir para que ela não fale nomes feios se ela os escuta de você ou de outras pessoas de seu convívio. Seja o melhor exemplo que você puder, seus filhos se espelham em você.

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Conteúdo produzido pela equipe do Almanaque dos pais.

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