Mês Mundial de Conscientização Sobre a Infertilidade: Endometriose não é sentença de impossibilidade de gravidez

Infertilidade atinge de 30 a 50% das mulheres com endometriose. Opções de tratamento podem auxiliar mulheres a realizarem o sonho da maternidade mesmo após diagnóstico

Junho é o Mês Mundial de Conscientização Sobre a Infertilidade e, para auxiliar mulheres portadoras da endometriose, o blog A Endometriose e Eu, lançará neste mês mais uma campanha: “Vamos falar sobre endoinfertilidade?”. Desde sua criação em 2010, Caroline Salazar, autora do blog e capitã da EndoMarcha Time Brasil, acompanha inúmeros casos de leitoras que lidam com a condição. “Infelizmente ainda é muito comum escutar de mulheres que descobriram ser portadoras da doença após anos tentando engravidar”, afirma Caroline. Isso ocorre, principalmente, entre mulheres que não apresentam sintomas da endometriose, como as cólicas menstruais fortes, características da doença. Ao abordar o assunto no blog, a jornalista reúne material de apoio sobre direito reprodutivo, bem como direito ao planejamento familiar.

Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que 15% da população mundial, entre homens e mulheres sofre com a infertilidade. A endometriose – doença que atinge cerca de 200 milhões de mulheres e é caracterizada pela presença de tecidos semelhantes ao endométrio fora da cavidade uterina – é responsável por 30 a 50% dos casos de infertilidade entre as mulheres. Seus sintomas podem incluir cólicas menstruais fortes, dor durante e após as relações sexuais (dispareunia), dores fora do período menstrual, fadiga, cansaço, entre outros.

O diagnóstico de endometriose, no entanto, nem sempre significa que a infertilidade nestes casos seja definitiva. “A cirurgia de excisão com reconhecimento e retirada dos focos da endometriose pela raiz, além de restaurar a qualidade de vida da mulher, que ainda é pouco abordada no Brasil, é a única que possibilita a cura da doença, pode ser a saída para as endomulheres que não conseguem engravidar naturalmente”, ressalta a jornalista, que está curada há sete anos. Em declaração exclusiva ao blog A Endometriose e Eu, o ginecologista especialista em endometriose, Dr. Hélio Sato, explica que a investigação nestes casos é essencial. “É sabido que a endometriose pode afetar as tubas uterinas, causando uma obstrução, ou diminuir a qualidade dos óvulos, bem como dificultar a implantação do embrião”, pontua o ginecologista.  A endometriose pode, ainda, estar associada a outras doenças que interferem no potencial reprodutivo. “Dentre elas estão os miomas uterinos, pólipos endometriais e baixa reserva ovariana”, completa o especialista.

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Conteúdo produzido pela equipe do Almanaque dos pais.

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