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Tipos de parto – Fases, vantagens e desvantagens

Tipos de parto

recemnascido02 Todas as gestantes pensam muito em relação à forma em que trará o seu bebê para a vida fora do útero e ficam realmente preocupadas com o parto, em dúvida de qual o melhor para ela e seu bebê.
Reunimos os mais diversos tipos de parto e suas características para que você conheça suas vantagens e desvantagens.

 

O trabalho de parto:

O trabalho de parte se divide, principalmente, em 3 fases:
Dilatação do colo uterino: quando inicia a dilatação é que o trabalho de parto realmente começa, e ela é acompanhada do posicionamento do bebê na pelve. Geralmente dura de 4 a 12 horas nas mamães de primeira viagem e o tempo cai pela metade nas próximas gestações;

Expulsão fetal: inicia quando a gestante atinge a dilatação total – 10cm – e termina com o nascimento do bebê. A primeira parte a passar, e mais demorada, é a cabeça. O corpo sai na sequencia e em bem pouco tempo. O bebê nasce com a cabeça alongada, pois seus ossos do crânio ainda não se uniram para facilitar a passagem da cabeça pelo canal vaginal. Em pouco tempo a cabeça volta ao seu formato normal.

Dequitação: É a expulsão da placenta que ocorre cerca de 3 minutos após o nascimento do bebê;
Após a expulsão da placenta o útero começa a contrair para interromper o sangramento e prevenir hemorragias. É um pouco doloroso e pode durar mais de 1 hora.

Os tipos de parto mais comuns são:

Foto: Brenda cacciatore
Foto: Brenda Cacciatore

Parto normal:

Oferece menor risco de infecções, hemorragias ou mesmo prematuridade do bebê, além de uma recuperação bem mais rápida do que a cesariana. O parto era muito doloroso na época de nossas avós, pois hoje existem técnicas para que o parto normal ocorra sem traumas para a mamãe e o bebê.

Se necessário a gestante poderá receber medicamento para induzir o parto, medicamento para inibição da dor (porém ela continuará sentindo as contrações para saber os momentos em que deve fazer força para ajudar na saída o bebê) e ainda poderá ser feito pelo médico um corte no períneo (área entre a vagina e ânus) para facilitar a saída do bebê e preservar os tecidos da região.

Fórceps: No parto normal poderá ocorrer a utilização do fórceps, um instrumento com a forma de 2 colheres que é posicionado na cabeça do bebê – altura das orelhas – e o ajuda a atravessar o canal vaginal. Este instrumento só é utilizando em caso de dilatação total e em que a gestante está exausta para continuar a fazer força, e/ou o bebê está com dificuldade de sair.

Aparelho vácuo-extrator: Uma ventosa é colocada na cabeça do bebê para ajuda-lo a passar pelo canal vaginal e, como se fosse um pequeno aspirador de pó, puxa o bebê a cada contração. A sucção forma um galo na cabeça da criança, mas que desaparece em alguns dias.

A recuperação da mulher no pós-parto é mais rápida, inclusive a perda de peso.

– Parto natural:

A diferença de um parto normal para o natural é que neste último não há nenhum medicamento para indução do parto ou para alívio da dor da gestante.

Foto: Fernando Audibert
Foto: Fernando Audibert

Parto cesárea ou cesariana:

É um procedimento cirúrgico em que a gestante é anestesiada da cintura para baixo e realiza-se um corte abdominal até ter acesso ao útero. Após a retirada do bebê é realizada o corte do cordão, retirada da placenta, limpeza da cavidade uterina e sutura em todos os tecidos.

É indicado quando existe risco para o bebê ou a gestante, por exemplo: bebê muito grande, está em posição inadequada, sofrimento fetal, gestante portadora do vírus HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis, descolamento prévio da placenta, gêmeos que não estão em posições adequadas, trigêmeos ou mais bebês.

Os cuidados pós-parto de quem se submete à cesárea é similar ao de quem precisou de uma outra cirurgia. Nos primeiros 15 dias não realizar esforço, apenas atividade bem leve e devagar. Após este período e até 30 dias após o parto, respeitando seu corpo, a mamãe poderá fazer atividade moderada, porém atividade física somente após 1 mês da cirurgia.

Foto: Oriol Martinez
Foto: Oriol Martinez

Parto Leboyer:

Esta modalidade foi criada pelo francês Frédérick Leboyer. Ela consiste em transformar a sala de parto no ambiente mais confortável e acalentador possível. O bebê recebe uma massagem em suas costas logo ao nascer e logo é encaminhado para o colo da mamãe para ser amamentado. Na sequencia ele toma um banho, ainda perto da mamãe, e que pode ser dado pelo papai.

Estes cuidados podem ser aplicados em qualquer forma de parto em que o bebê não precise de cuidados especiais e credita-se que desta forma o parto será menos traumático para o bebê.

Parto domiciliar:

Como o nome já diz, é parto em casa e só é recomendado em gravidez de baixo risco e sempre com o acompanhamento do médico obstetra e enfermeiro. É realizado o parto normal, porém se houver qualquer complicação a gestante deverá ser levada imediatamente a um hospital.

Grande parte dos médicos, especialmente de grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro em que o trânsito é complicado, desaconselham essa modalidade porque 10% das mulheres, em que a gravidez é considerada de baixo risco e optam pelo parto domiciliar, são transferidas para um hospital e qualquer minuto sem o atendimento ou equipamento adequado pode trazer consequências graves.

Parto na água:

Algumas maternidades já possuem banheiras para estimular o nascimento, ou mesmo para realização do parto na água. A água é morna e poderá ajudar a aliviar as dores da contração.

A maior desvantagem é que água pode ser “respirada” pelo bebê e causar infecção pulmonar, ou mesmo quando o cordão umbilical parar de mandar o oxigênio e o bebê precisar de seus pulmões para respiração, estes estejam com muita água, pois o líquido amniótico é expelido dos pulmões durante a expulsão do bebê.

Parto de cócoras:

Esta posição é conhecida como a posição de parto das índias. Ela facilita a saída do bebê, pois o canal de parto fica livre, e diminui a dor das contrações. Várias maternidades possuem um banco especial para este tipo de parto, porém uma cadeira ou apoio poderá ser usado. A desvantagem deste parto é que o períneo poderá sofrer lacerações e que a posição dificulta o acesso ao médico ou enfermeira ao bebê durante a expulsão.

 

Independente do tipo de parto todas as mulheres, após dar a luz, passam pelo puerpério, período de 42 dias em que os órgãos reprodutivos e organismo feminino voltam à suas características de antes da gestação. Durante o puerpério a mulher está mais vulnerável a infecções e, portanto, deverá se abster de relação sexual.

Para decidir a melhor modalidade de parto para você e seu filhote e tirar todas suas dúvidas converse com seu médico. Ele lhe informará sobre as melhores opções para o seu caso, exercícios respiratórios e como identificar quando se inicia o trabalho de parto. Se matricular em um curso preparatório também poderá diminuir sua ansiedade ou mesmo receios.
Leia mais sobre sinais de trabalho de parto.

Atualizado em 26/02/2016

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