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Alerta para obesidade

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O aumento da obesidade observado nos últimos anos tem assumido caráter epidêmico. Diversos estudos ressaltam suas influências de fatores biológicos, psicológicos e socioeconômicos. Observa-se aumento da prevalência da obesidade em praticamente todos os estratos de idade e ainda pode-se constatar tendência de concentração entre indivíduos de classes sociais menos favorecidas.

Atualmente, constitui-se em um dos mais graves problemas de saúde pública em todo o mundo, avançando de forma dramática entre crianças e adolescentes, podendo levar ao desenvolvimento de doenças como diabetes, hipertensão entre outras. Além disso, indivíduos obesos, incluindo crianças e adolescentes, frequentemente apresentam baixa autoestima, afetando a performance escolar e relacionamentos, conduzindo a consequências psicológicas a longo prazo.

Os fatores que poderiam explicar essa tendência de aumento da obesidade parecem estar mais relacionados às mudanças no estilo de vida e aos hábitos alimentares. A facilidade dos fast foods e alimentos pré-prontos traz uma dieta rica em gorduras (principalmente de origem animal), açúcar e alimentos refinados e reduzidos em carboidratos complexos e fibras.

Nesse caso, o papel do ambiente familiar aparece de forma bastante marcante no contexto do excesso de peso.

A família é a principal responsável pelos hábitos alimentares de crianças e adolescentes. A alimentação a partir dos primeiros anos de vida assume caráter decisivo. O comportamento alimentar tem suas bases fixadas na infância, diretamente influenciado pela família, portanto, a frequência com que os pais demonstram hábitos alimentares saudáveis influencia o comportamento alimentar dos filhos de maneira positiva e duradoura.

Diante desse cenário, a nutricionista Gabriela Kapim dá algumas dicas de uma alimentação mais saudável, que pode ser introduzida com certa facilidade no dia a dia das crianças.

Gabriela-Kapim-Obesidade-infantil

  • Oferecer os alimentos com formas de preparo diferentes, mostrando para as crianças que é possível um mesmo alimento ter diferentes sabores.
    A cenoura, por exemplo, quando cozida é diferente da assada, de um bolo, do purê e etc.

 

  • Levar a criança pra cozinha. É importante que ela veja como o alimento chega na casa, qual o passo-a-passo até ele ficar pronto e ir para o prato. Desta forma, ela passa a conhecer o alimento sem estranha-lo.

 

  • Colocar sempre as 5 cores no prato. A organização do prato é muito importante para chamar a atenção da criança. Ela precisa se interessar pela comida, gostar do aspecto. Normalmente os pais colocam uma ou outra opção no prato e se a criança recusa de primeira ou segunda não tentam mais. É fundamental que os pais nunca deixem de oferecer.

 

  • Dar bom exemplo. Os pais são os melhores exemplos para os filhos. Não adianta pedir para a criança comer legumes se os pais comem batata frita.

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Sobre Autor Convidado

Artigo escrito por um autor convidado. Mais informações sobre o autor você encontra no final texto acima.

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