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Causas da enurese noturna. Até que idade é normal fazer xixi na cama?

Para crianças após o desfralde, fazer xixi na cama, tecnicamente chamado de enurese noturna) é mais comum do que você imagina, mas esses episódios têm data para acabar (assim como as frequentes troca de roupa de cama, colchão no sol e banhos durante a madrugada).

Foto: Reprodução www.parents.com
Foto: Reprodução www.parents.com

Por volta dos 2 anos de idade a criança começa a perceber sua bexiga cheia e que após essa sensação o xixi começa a sair. Conhecendo essa sensação, a criança começa a sinalizar que fez xixi, ou que quer fazer xixi, e é nesse período que a maioria dos papais e mamães iniciam o desfralde durante o dia e, após algum tempo, o desfralde noturno.

Até que idade é normal fazer xixi na cama?

Apesar do controle da urina durante o dia começar por volta dos 2 anos de idade, o controle urinário durante a noite é mais comum após os 3 anos. Segundo a entidade americana ICCS (International Children’s Continence Society),cerca de 15 a 20% das crianças entre 5 e 6 anos de idade ainda fazem xixi na cama.

Quando procurar um especialista

Se a criança continuar fazendo xixi na cama após os 5 anos de idade, período em que ela já deveria possuir o controle de micção, os papais e mamães devem ficar alertas a alguns sinais e procurar ajuda de um especialista antes que a enurese noturna se torne um problema social para seu filho que “foge” de programas como festa do pijama, dormir na casa de amigos e parentes, ou mesmo fica constrangido ao acordar molhado e encarar o colchão secando ao sol.

Causas do xixi na cama

As causa para que a criança continue com episódios de xixi na cama são muitas, entre as mais comuns estão:

  • Fator genético. Se um dos pais passou por esse problema na infância, as chances do filho também passar por isso gira em torno de 45%. Se ambos os pais passaram por isso as chances sobem para cerca de 75%;
  • Sexo masculino. As chances de crianças do sexo masculino apresentarem a enurese noturna é maior do que se forem meninas.
  • Bexiga com capacidade reduzida, que pode causar incontinência também durante o dia. É possível tratar com medicamentos específicos.
  • Hormônio antidiurético vasopressina. Durante o sono é produzido a vasopressina um hormônio que reduz a produção de urina. Quando há a deficiência na produção desse hormônio a bexiga fica cheia com mais facilidade. É possível regular a produção desse hormônio com medicamentos.
  • Imaturidade do sistema nervoso impossibilitando que o cérebro seja avisado que a bexiga está cheia e a criança acorde para ir ao banheiro;
  • Constipação intestinal. Quando há acúmulo de bolo fecal, este acaba comprimindo a bexiga da criança, diminuindo sua capacidade de armazenar urina e aumentando as chances do xixi escapar.
  • Sono pesado. Crianças que dormem muito pesado não conseguem acordar quando a bexiga está cheia. É muito comum que nem acordem após urinar, notando que fizeram xixi na cama horas depois.
  • Ingestão de muito líquido até 2 horas antes de dormir. Quanto mais líquido a criança ingerir nas duas horas que antecedem a ida para a cama, maiores as chances da bexiga encher e não dar tempo de se levantar para ir ao banheiro.
  • Desfralde noturno antes da criança estar preparada. O desfralde noturno deve acontecer quando a criança acorda com a fralda seca na maioria das vezes. Se a criança começar a acordar com a cama molhada por mais de 10 dias, explique que talvez esse não seja o melhor momento para tirar a fralda da noite e o que ela acha sobre voltar a usar fralda para dormir e tentar novamente em 1 ou 2 meses, evitando que a criança fique frustrada.
  • Fatores psicológicos. Acomete somente 10% das crianças com enurese noturna e acontece após a criança já ter o controle da micção noturna. Pode acontecer por algum trauma emocional, medo de se levantar sozinho no escuro, separação dos pais, entre outros fatores psicológicos.

 

[notification type=”notification_warning” ] Cuidado com simpatias e tratamentos alternativos que não possuem quaisquer comprovações científicas, elas podem causar ainda mais frustração na criança, além de atrasar a busca por um tratamento adequado.[/notification]

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