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Casais em tratamento de fertilidade preferem ter gêmeos

CASAIS PREFEREM TER GÊMEOS

30º European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE)

  • 58% dos casais em tratamentos de infertilidade do IVI mostram preferência em ter gêmeos em lugar de um único filho
  • Probabilidade de engravidar de gêmeos em reprodução humana assistida chega a 30% enquanto de forma natural é 1 a 2%

gemeos

MUNICH, 1 DE JULHO DE 2014

O Instituto IVI apresenta hoje durante o Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) um estudo que revela que os casais em tratamento de fertilidade preferem realizar a transferência de dois embriões ao útero materno; assumindo os riscos que uma gravidez de gêmeos supõe para mãe e filhos.

Duas pesquisas foram realizadas sobre esta questão. A primeira, titulada “Casais de reprodução assistida preferem gêmeos: estudo de questionário” foi desenvolvida no IVI Bilbao e Hospital Tres Cruces, na Espanha. Foram entrevistados 399 casais em tratamento de reprodução humana antes da realização da transferência embrionária. O estudo revela que 58,2% dos casais mostrou preferência em obter uma gravidez gemear, enquanto 4,8% preferiam trigêmeos.

“A maioria dos casais que preferiam gêmeos justificavam este desejo como forma de evitar um novo tratamento para ter um segundo filho (61,6%)” – explica Dra. Silvana Chedid, diretora do IVI São Paulo e especialista em reprodução humana.

A segunda pesquisa, titulada “Preferências e atitudes dos pacientes espanhóis sobre a transferência de um ou mais embriões” elaborada pela unidade de Psicologia do grupo IVI, também concluiu que existe uma preferência em transferir mais de um embrião, inclusive quando o desejo é de ter um único bebê. “Os pacientes que estão tentando engravidar acham que terão mais chances de gravidez transferindo mais de um embrião” – comenta Dra. Diana Guerra, psicóloga do IVI e coautora da pesquisa.

Riscos de engravidar de gêmeos

O principal risco para mãe e filhos em uma gravidez de gêmeos é o parto prematuro, ou seja, dar a luz antes da semana 37, circunstância que ocorre em mais da metade dos casos deste tipo de gravidez independente da gravidez ser espontânea ou por tratamento de reprodução humana. “Além disso, a necessidade de cesárea é muito mais frequente, aumentando também os riscos de complicações como hipertensão, excesso de líquido amniótico e diabete gestacional.” – alerta Dra. Genevieve Coelho, diretora do IVI Salvador e especialista em reprodução humana.

SET – Especialistas apostam na transferência de um embrião

Com o avanço da tecnologia, os casos de gravidez múltipla em tratamentos de reprodução humana reduziram. Como medida para aumentar a taxa de gravidez única, o IVI aposta no SET (da sigla em inglês Single Embryo Transfer), onde sempre que viável é realizada a transferência de um único embrião. No Brasil, visando diminuir o risco de gravidez múltipla, existe uma norma do Conselho Federal de Medicina que estabelece um número máximo de embriões a serem transferidos dependendo da idade da paciente.

Atualmente a probabilidade de ter gêmeos através das técnicas de reprodução humana é 30%, enquanto de forma espontânea chega a 2%. O panorama atual da medicina reprodutiva caminha na direção de uma maior humanização da reprodução assistida aproximando ao máximo o processo à forma espontânea de gravidez. “A SET hoje em dia é possível porque temos tecnologia para observar a evolução dos embriões e selecionar aquele que será um bebê saudável, aumentando a taxa de gestações únicas”, garante Dra. Genevieve.

Guest Post escrito por IVI

Sobre o IVI

Com sede em Valência, na Espanha, o Instituto iniciou suas atividades em 1990. Possui 25 clínicas, em 7 países e é líder europeu em medicina reprodutiva. O grupo conta com uma Fundação, um programa de Docência e Carreira Universitária.

Desde 2010 está no Brasil, em Salvador e desde 2012, o instituto chega a São Paulo. Em ambas as ocasiões, através de parcerias com especialistas já consagradas no país (respectivamente Dra. Genevieve Coelho e Dra. Silvana Chedid).

 

Sobre Autor Convidado

Artigo escrito por um autor convidado. Mais informações sobre o autor você encontra no final texto acima.

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3 comentários

  1. Dra. Genevieve Coelho

    Olá Bia, tudo bem?

    Vai depender do seu pós operatório, mas em um principio é possível.
    Após sua recuperação procure um especialista em reprodução humana para fazer um acompanhamento da sua gravidez.

    Estou à disposição.
    Um abraço e feliz 2016!

  2. Boa tarde, eu fiz uma Cirurgia, TRAQUELECTOMIA, estava com NIK 3, eu ainda posso engravidar depois de ter feito essa cirurgia? Obrigada.

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