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Gravidez indesejada: como lidar

Ser surpreendida ou surpreendido – afinal homens também passam por essa situação – por uma gravidez indesejada significa que os futuros pais precisarão se preparar para passar por tempestades emocionais.

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Foto: Reprodução www.adoption.com

Cada pessoa lida de forma diferente com a notícia de um teste de gravidez positivo, o que torna ainda mais difícil para uma mulher que não deseja a gravidez ser compreendida por casais tentantes que sonham com o dia que poderão ter um filho em sua casa. São realidades completamente diferentes e ambas precisam de muito apoio para passar por cada fase.

A gestação muitas vezes é indesejada quando acontece durante a adolescência, fase em que o jovem deve estar focado em estudos, planejando carreira profissional e, claro, nas festas e encontros futuros. Além de ser considerada uma gravidez de risco, o adolescente precisa enfrentar a primeira conversa com os pais para dar a notícia da gravidez.

A gravidez indesejada também pode acontecer em casos em que o feto é fruto de uma relação sexual casual, na qual o casal não está numa relação estável, problemas financeiros, violência doméstica, estupro entre outras centenas de razões que apenas quem está vivendo essa realidade conhece.

É importante ressaltar que a gravidez indesejada nem sempre acontece por negligência do casal, afinal camisinha pode furar, pílula pode falhar, enfim, julgar os futuros pais não resolverá essa situação que já é delicada.

Gravidez indesejada X Gravidez inesperada

Apesar de muito confundida, a gravidez indesejada não se assemelha em nada com uma gravidez inesperada. A gravidez inesperada é aquela que pega de surpresa, pode até deixar os futuros papais assustados no início porque não planejavam um bebê no momento da descoberta, seja por razões financeiras, emocionais ou até mesmo por um dos pais ou ambos serem jovens, porém a partir do “positivo” a gravidez é aceita e se torna, em poucas semanas, desejada.

Já a gravidez indesejada é muito mais delicada, além de não ser planejada, um dos futuros pais ou ambos não quer passar por isso, não deseja passar por toda a gestação e assumir um filho.

Antes de se referir à sua gravidez como indesejada, pense se ela, na verdade, não é apenas inesperada. Com um pouco mais de planejamento, esforço e apoio familiar, em alguns meses todos estarão ansiosos pela chegada do bebê.

Gravidez indesejada: como lidar

A gravidez já aconteceu, então, independente da idade, relacionamento do futuro casal, situação emocional ou financeira, é hora de encarar a situação e se preparar para o futuro.

O primeiro passo para lidar com uma gravidez indesejada é buscar apoio. Os que ainda moram ou dependem dos pais, devem se preparar para contar a eles sobre a gestação. Geralmente a primeira reação é de espanto, medo, angústias e de cobranças, o que é comum já que eles não estavam preparados para essa nova realidade. O segundo estágio dessa conversa, que pode acontecer no mesmo dia ou algum tempinho depois, é o apoio, buscarem juntos soluções e apoio mútuo para passarem juntos por essa mudança na realidade da família.

Dividir essa situação com a família não é tarefa fácil, haverá questionamentos sobre como aconteceu, porque não se cuidou, o que será do futuro, entre outras perguntas para entender a razão de tudo isso ter acontecido. Prepare-se para falar sempre a verdade, omitir, esconder ou inventar trará mais problemas no futuro.

Se falta coragem para falar com os seus pais, uma dica que pode funcionar é conversar com um adulto ou parente de sua confiança, peça conselhos e ajuda para conversar com seus pais, mas lembre-se que a conversa tem que ser com sua presença, é importante não se esconder e encarar sempre a situação de frente. Após o susto natural que a notícia da gravidez causará, o amor e apoio da sua família será muito importante.

O futuro pai da criança também tem papel fundamental junto à gestante, independente da idade ou do tempo de relação dos futuros pais. A conversa franca sobre como lidarão com essa situação, o apoio à mulher, definição de papéis e participação durante a gestação e após o nascimento, enfim, o casal deve conversar bastante e dividir seus medos, angústias e novos planos para o bem do bebê.

Minha gravidez é indesejada, e agora?

Após conversar e buscar apoio com todos os envolvidos na gestação: pai da criança, família, amigos mais próximos… é hora de respirar e planejar seu novo futuro.

Uma gravidez indesejada não significa um peso ou castigo, pelo contrário, é sinal de vida, de um novo olhar para seu novo futuro. Claro que todos gostaríamos que nossos planos se realizassem da forma que imaginamos, mas quando se trata de gravidez indesejada, ela é muito mais comum do que você imagina e muitas mulheres hoje não conseguem imaginar suas vidas sem seus filhos que chegaram “no susto” e trouxeram um novo fôlego e razão para viver e encarar todos os desafios da vida.

Criar uma criança não é tarefa fácil, além dos gastos financeiros também exige paciência, energia, educação, limites, menos tempo para você até para dormir, mas em compensação você terá uma dose extra de amor e força para vencer que jamais imaginou ser possível.

Se criar uma criança está completamente fora da sua realidade e planos para o futuro, a adoção é uma opção e você tem o direito legal de optar por ela sem sofrer constrangimentos.

Como entregar um bebê para adoção

Entregar um bebê para doação é um ato em que a mulher está consciente que está abrindo mão da convivência com seu filho biológico e garantindo seus direitos para que possa ter um novo lar e um futuro melhor. Somente quando a entrega para doação é realizada através Juizado da Infância e Juventude a criança terá assegurado, por lei, todos os direitos de um filho biológico quando for adotado, inclusive herança.

A entrega, sem constrangimentos, do filho para a adoção é um direito assegurado às gestantes pelo parágrafo 1 do artigo 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente “§ 1o  As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.(Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016)“. 

Abandonar o bebê na maternidade ou em algum local é crime, mas entregar um bebê para adoção NÃO é crime e você pode fazer em três momentos:

Quando a decisão acontece antes do parto: Esta á a forma mais tranquila. Procure pelo Juizado da Infância e Juventude que funciona no fórum da sua cidade ou região. Os profissionais propiciarão um ambiente acolhedor e tranquilo para que a gestante possa refletir sobre sua decisão sobre entregar ou não o filho para adoção.

Quando a decisão acontece na maternidade/hospital: Ao dar entrada na maternidade ou hospital peça para falar com um assistente social – todo hospital dispõe desse profissionais – e converse sobre seu desejo. Ela lhe encaminhará para o Juizado da Infância e Juventude.

Quando a decisão acontece após a alta do hospital: Procure pelo Juizado da Infância e Juventude que funciona no fórum da sua cidade ou região. A criança é acolhida na hora e encaminhada para um abrigo para entrar na fila da adoção.

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Conteúdo produzido pela equipe do Almanaque dos pais.

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