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O pai deve assistir ao parto?

Você sabia que o direito a um acompanhante é lei no Brasil? A LEI Nº 11.108, DE 7 DE ABRIL DE 2005 não inclui hospitais e maternidades particulares, mas na grande maioria eles permitem o acompanhante. A cobrança também é ilegal, ela fere o direito do consumidor porque é considerada coação, ou seja, se aproveitar de um momento frágil da mulher para que ela pague para ter um acompanhante.
O acompanhante é indicado pela parturiente, ou seja, pela mulher que irá parir, e pode ser o pai, familiar ou amigo.

Mas o pai deve assistir ao parto?

nascimentoHá alguns anos atrás o comum era que o pai aguardasse na sala de espera até que o médico ou enfermeiro viesse dar a notícia do nascimento do seu filho e se era uma criança saudável e como a mamãe estava se sentindo. Atualmente o mais comum é que o papai participe desse momento tão especial para a família.
Alguns especialistas acreditam que o papai, seja parto normal ou cesariano, deve ficar ao lado da cabeça da esposa para que não assista o parto em si. As razões seriam: boa parte dos papais passa mal ao assistir o trabalho de parto de outros ângulos e/ou pode ocorrer a diminuição da libido. Outro fator importante do acompanhante ficar ao lado da cabeça da mamãe é que desta forma ele não atrapalha a movimentação da equipe médica.
Independente do local que o papai ficará, os papais que acompanham o trabalho de parto passam a admirar mais sua companheira por presenciar sua força e dedicação, além do vínculo familiar se fortalecer.

Foto: Diane Stevens
Foto: Diane Stevens

E se o pai estiver com medo de assistir ao parto?

É muito comum o pai sentir medo de desmaiar, passar mal ou qualquer outro desconforto quando se trata de assistir ao parto. É importante que o papai reflita sobre seu desejo de estar na sala de parto, e não somente a vontade da gestante deverá ser levada em conta. O parto deve ser um momento especial para qualquer um dos envolvidos e não traumático.
Para a mulher a presença do pai traz conforto, confiança e segurança, e é por esses motivos que elas insistem tanto para que os papais estejam presentes. Estudos no Brasil e exterior comprovaram que a presença do pai diminui o tempo do trabalho de parto, diminui a necessidade de cesáreas, além de diminuir a incidência de depressão pós-parto.
Porém para os papais que estão receosos o ideal é acompanhar a mamãe em algumas consultas ao obstetra para que este possa esclarecer suas dúvidas e informar sobre o que ocorre durante o trabalho de parto, qual o papel do pai e o que ele poderá ver ou não.
O papai também deve conversar com amigos que já passaram por essa experiência fantástica que é acompanhar o nascimento de seu filho, depois dessa conversa será difícil ficar na sala de espera.
Porém se o papai decidir por não acompanhar o parto, a gestante poderá pedir para outro membro da família ou amiga(o) próxima(o) para estar ao seu lado para dar apoio, registrar o parto e depois mostrar à toda família e amigos.

O que o acompanhante pode e o que não pode na sala de parto?

Todos os procedimentos para o acompanhante devem ser discutidos, primeiramente, com o obstetra. Ele indicará a hora em que o acompanhante entrará na sala de parto ou sala cirúrgica (quando o parto for cesáreo), onde o acompanhante ficará e como se comportar com câmeras e filmadoras.
Sobre os equipamentos de fotografia e filmagem o hospital ou maternidade também devem ser consultados. Alguns permitem somente 1 equipamento para que o acompanhante não se atrapalhe e acabe por desconcentrar a mulher em trabalho de parto ou a equipe médica.
Somente o médico poderá autorizar o momento em que o acompanhante poderá se aproximar do bebê para filmar, fotografar ou mesmo cortar o cordão umbilical.

Quando não é autorizada a presença do acompanhante?

Somente em casos em que há riscos para a mamãe ou bebê é que o médico poderá proibir a presença do acompanhante. Para as demais situações a  LEI Nº 11.108, DE 7 DE ABRIL DE 2005  protege os direitos da parturiente a um acompanhante e o hospital ou maternidade não podem cobrar nenhum valor adicional.

 

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Conteúdo produzido pela equipe do Almanaque dos pais.

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